Vasos de honra


Wilma Rejane

"Esta é a palavra que veio a Jeremias da parte do Senhor:Desce à casa do oleiro, e ali você ouvirá a minha mensagem. Então fui à casa do oleiro, e o vi trabalhando com a roda. Mas o vaso de barro que ele estava formando se estragou-se em suas mãos; e ele o refez, moldando outro vaso de acordo com a sua vontade." Jeremias 18:1-4

A época era de grande apostasia, ano 626 a. C  quando profeta Jeremias exortava a nação de Israel a se firmar perante o Senhor, arrependendo-se dos pecados . Israel não ouvia. As pessoas só queriam os profetas da paz, rejeitavam os profetas da disciplina, da correção. A voz de Deus não era reconhecida porque os ouvidos estavam acrisolados e inclinados para a própria vontade.

Deus então usa uma metáfora, pede para Jeremias visitar uma olaria e observar o trabalho de um oleiro. Vale dizer que através dos tempos o trabalho de confecção de vasos recebeu novas tecnologias, novos materiais (vidros, cerâmicas, bronze, etc). Contudo, a arte primitiva básica para a confecção de um vaso de barro, jamais mudou.

O que Deus estava falando para Israel? Em que essa mensagem do passado, pode ser útil para o presente? Pode ser útil de todas as maneiras ao considerarmos que o vento, o tempo, não apagam as profecias Bíblicas e elas são referências eternas.
Na Olaria

Para que o barro se transforme em vaso é necessário passar por alguns processos. Depois de colhido, o barro é peneirado e curtido ficando de molho na água para que saiam totalmente as impurezas. Depois disso, ele é pisado para eliminar as bolhas de água e criar elasticidade. Em seguida o barro é misturado com alguns materiais(palha, restos de outros vasos quebrados), o barro é colocado na roda do oleiro para moldagem e por fim é aquecido no fogo. 

Jeremias presenciou todo esse trabalho e com admiração viu que mesmo após o preparo do barro, alguns vasos se quebravam na roda do oleiro. Por que isso acontece? É que alguns tipos de barro apodrecem e não servem mais para ser vaso. Apesar de descartados da roda do oleiro, esse mesmo barro irá passar por mais um período de curtição até que esteja pronto novamente para ser um vaso melhor, mais forte e útil.

Traduzindo a metáfora

Em lições práticas, para nossa vida, aprendemos que Deus é o Oleiro, nós somos o barro e essa roda do Oleiro é o tempo. Fomos feitos de barro e um dia ao barro voltaremos (Gênesis 2: 7 e Eclesiastes 12:7). O processo de curtição desse barro é como o trabalho do Espírito Santo em nossas vidas, como uma lavagem, santificação. “  Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade." João 17:17.

Vemos ainda, na lição do Oleiro, a Soberania de Deus no processo de moldagem e restauração dos vasos. Ele é absolutamente Senhor da “Roda do Oleiro”, do tempo e pacientemente constrói até do que se destrói. Ou seja: Deus é longânime em perdoar. Ele não nos rejeita pelas falhas e defeitos que temos, mas trabalha em nós, até que estejamos aptos a sermos úteis em servir ao Reino de Deus , sendo instrumento Seu no reino dos homens.

Há ainda um processo de ação e reação nessa olaria. Se o barro é apodrecido quebra-se na roda do Oleiro. A qualidade do barro define a qualidade do vaso. A nação para quem Jeremias dirigia a mensagem era como barro apodrecido e a reação de Deus para com eles era levá-los para Olaria a fim de serem tratados. Sim, toda aquela geração de Jeremias passou por um cativeiro sob o domínio Babilônico, alguns foram feridos, outros mortos, outros foram poupados e puderam, enfim, retornar para suas casas transformados e de corações tementes e gratos a Deus.

Quando Deus diz ao profeta: “Desce a Olaria e ali te farei ouvir minhas palavras” (Jr 18:2). Aprendo que nos momentos críticos, de angústia, de dor Deus está a falar. A olaria era processo de moldagem, quantos processos de moldagem não vivenciamos? Poderemos passar por eles convictos de que Deus nos fala, de que seremos fortalecidos, instruídos, ou poderemos esquecer Deus e apodrecer o coração em amarguras, ingratidão e revoltas. Descer a olaria para Jeremias foi constatar Deus na história. Um Deus presente, apesar do coas da nação. Um Deus amoroso que se entristecia pela ignorância do povo.

O que Deus queria de Israel? Um novo barro para novos vasos, vasos de honra!
A fragilidade do barro

“Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo. Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós.  Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos; Trazendo sempre por toda a parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também nos nossos corpos. “ II Coríntios 4:6-10

Deus tem poder para transformar histórias ( fazer novos e melhores vasos dos cacos), tem poder para fazer do fraco forte. Os versos de II Coríntios falam de “Tesouros em vasos de barros”, a aparência frágil do barro é convertida em fortaleza pelo conteúdo que abriga. O conteúdo é Cristo em nós. Se nos sentimos fracos, atribulados, perplexos, perseguidos, abatidos, dessas trevas resplandece a Luz, com excelência e poder que não reside em nós, mas no Cristo a quem servimos.

Excelência = huperbole (Strong 5236) de hupper = além e ballo = lançar. Portanto, lançar além.

O Evangelho, o Cristo Jesus que está conosco é além,  superior,  maior e mais excelente do que qualquer treva que tente nos ofuscar, nos fazer perder a direção.
Nas mãos do Oleiro

Assim, como vasos de honra, sejamos dependentes do Oleiro, sabendo que a força, o poder, e o tempo estão em Suas mãos. É Ele quem nos faz ir além, adiante, acima das circunstâncias.

Não era apenas Jeremias que tinha que “descer a casa do Oleiro”, mas todo o Israel para aprender sobre quem era Deus e os planos que Deus tinha para a nação. Os planos eram de paz porque a bondade e misericórdia do Senhor é essa excelência que brota diariamente do Seu trono de Graça. Justiça e juízo também são a base de seu trono e por isso disciplina, correções, santidade são pré-requisitos do Reino de Deus ( Salmo 84:14). Requisitos alcançados não por méritos próprios, mas por entrega,  como o barro entregue nas mãos do Oleiro.

Deus o abençoe 

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Salmo 43 em três atos

 
João Cruzué

Alguma vez você já reparou na mensagem do Salmo 43? mesmo com tão poucos versículos o Senhor já falou comigo através dele e com certeza pode falar de uma maneira muito especial com você.

Ano passado fui contratado para realizar um trabalho profissional - o treinamento de uma pessoa. Para isso foi combinado e ajustado uma remuneração a ser paga em duas vezes. Realizei o treinamento, mas não consegui ver a cor do dinheiro; nem meu transporte até o local foi reembolsado. Um prejuízo de fato inesperado e como aquele $ fez-me falta. Quem sabe você também esteja passando por dias parecidos? (Veja nota no rodapé escrita em 10.09.2008)

SALMO 43

"Faze-me justiça, ó Deus, e pleiteia a minha causa contra a nação contenciosa; livra-me do homem fraudulento e injusto. Pois tu és o Deus da minha fortaleza. Por que me rejeitas? Por que hei de andar eu lamentando sob a opressão dos meus inimigos?

Envia a tua luz e a tua verdade, para que me guiem e me levem ao teu santo monte e aos teus tabernáculos. Então, irei ao altar de Deus, de Deus, que é a minha grande alegria; ao som da harpa eu te louvarei, ó Deus, Deus meu.

Por que estás abatida, ó minh'alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu."

Primeiro Ato

Nos primeiros versículos do Salmo, o autor, muito chateado, reclama com Deus, pois sendo Ele poderoso por que não resolveu sua causa? Depois, mudou de idéia, e ponderou que não valeria a pena ficar lamentando o prejuízo. isto já aconteceu comigo, e pode estar acontecendo com muitos - inclusive você.

Segundo Ato

Nos versos do segundo parágrafo, ele orou pedindo uma direção para se aproximar mais de Deus em lugar de ficar murmurando. Considerando que o Senhor tem muito mais a dar do que o inimigo para roubar, o salmista com ânimo renovado, vislumbrava dias vitoriosos, e por isto, já se via louvando ao Senhor com alegria ao som da harpa.

Terceiro Ato

Depois de recobrar o ânimo, e sentir a alegria da presença do Senhor, o salmista disse consigo mesmo: "Por que está abatida ó minh'alma?" Por que ainda está perturbada olhando para aquele prejuízo que ficou lá atrás?

Espera um pouco, só mais um pouco, porque logo, mais cedo do que pensa, há de me ver louvando e alegrando-me na Presença do Senhor, ao som da harpa, por uma bênção dez vezes maior está lá na frente.

O prazer do diabo é que você e eu fiquemos eternamente focando o passado e lamentando um prejuízo do passado, eternamente. Se nós, ao contrário, buscarmos a presença de Deus em oração - como fez o salmista - nos alegraremos com a presença de Deus e Ele com certeza tem bênçãos maiores no futuro.

Isto é o que O Senhor sempre falou ao meu coração, e também a esta altura já falou com o seu. "Mas graças a Deus que nos dá a vitória, por nosso Senhor Jesus Cristo." I Coríntios 15:57.


Nota: Na primeira semana de setembro/2008, 14 meses depois, o Senhor ouviu minha oração e cuidou para que eu recebesse integralmente pelo trabalho que prestei. Orei, de tempos em tempo cobrava de maneira educada, não usei de confronto e esperei com paciência, pois sabia que se o Senhor quisesse esta "grana" viria para o bolso da minha família. 

 
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Por isso, não se desespere...

 
Autor: Pastor e tradutor Abraão de Almeida
 
O elefante é o único animal cujas pernas dianteiras se dobram para a frente. Por que? Porque de outra forma seria difícil para esse animal levantar-se, por causa do seu peso.

Por que os cavalos, para se erguerem, usam as patas dianteiras, e as vacas, as traseiras? Quem orienta esses animais para que ajam dessa maneira?

Deus. Esse mesmo Deus que coloca um punhado de argila no coração da terra, e, através da ação do fogo transforma-a em formosa ametista de alto valor. Esse mesmo Deus que coloca certa quantidade de carvão nas entranhas do solo e mediante a combinação do fogo e a pressão dos montes e das rochas, transforma esse carvão em resplandecente diamante, que vai fulgurar na coroa dos reis ou no diadema dos poderosos!

Por que o canário nasce aos 14 dias, a galinha aos 21, os patos e gansos aos 28, o ganso silvestre aos 35 e os papagaios e avestruzes aos 42 dias? Por que a diferença entre um período e outro é sempre de sete dias?

Porque o Criador sabe como deve regular a natureza e jamais comete engano. Ele determinou que as ondas do mar se quebrem na praia à razão de 26 por minuto, tanto na calma como na tormenta. Aquele que nos criou pode também nos dirigir. Somente aquele que fez o cérebro e o coração pode guiá-los com êxito para um alvo útil.

A insondável sabedoria divina revela-se ainda nas coisas que poucos notam: A melancia tem número pares de franjas. A laranja possui número par de gomos. A espiga de milho tem número par de fileiras de grãos. O cacho de bananas tem, na última fila, número par de bananas, e cada fila de bananas tem uma a menos que a anterior. Desse modo, se uma fileira tem número par, a seguinte terá número ímpar.

A ciência moderna descobriu que todos os grãos das espigas são em número par, e é admirável que Jesus, ao se referir aos grãos, tenha mencionado exatamente números para: 30, 60, 100 (Marcos 4.8). Pela sua maravilhosa sabedoria e graça, é assim que o Senhor determina à vida que cumpra os propósitos e os planos dele. Somente a vida sob o cuidado divino está a salvo de contratempos.
A beleza da borboleta, não foi obra do acaso...
Outro mistério que a ciência ainda não descobriu: Enormes árvores, pesando milhares de quilos, apoiadas em apenas poucos centímetros de raízes. Ninguém até agora conseguiu descobrir esse princípio de sustentação a fim de aplicá-lo em edifícios e pontes.

Mas há maravilha ainda maior. O Criador toma o oxigênio e o hidrogênio, ambos sem cheiro, sem sabor e sem cor, e os combina com o carvão, que é insolúvel, negro e sem gosto. O resultado, porém, é o alvo e doce açúcar.

Esses são apenas alguns vislumbres de um Deus sábio e amoroso. Esse mesmo Deus que realiza tais maravilhas no mundo que Ele criou, pode também efetuar em nós um milagre ainda muito maior. Ele pode dar-nos um novo nascimento, fazendo novas todas as coisas (João 3.3; 2 Coríntios 5.17). Ele pode tomar nossa vida triste, inútil e insípida, e torná-la alegre, útil e plena de significado para a glória dele.

Portanto, leitor, não se desespere. Não importa quão grave seja a sua condição física, moral ou espiritual. O Senhor Jesus, que "ontem e hoje é o mesmo, e o será sempre" (Hebreus 13.8), só Ele tem a última palavra. Você pode experimentar um milagre! Tão somente creia Nele, receba-O como seu único Senhor e Salvador, e coloque a sua vida nas mãos dEle. A Bíblia diz "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna." (João 3.16).
 
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As oito lições que aprendi com Jacó

 
Wallace Sousa

" E Jacó ficou sozinho. Então veio um homem que se pôs a lutar com ele até o amanhecer. Quando o homem viu que não poderia dominá-lo, tocou na articulação da coxa de Jacó, de forma que lhe deslocou a coxa, enquanto lutavam. Então o homem disse: Deixe-me ir, pois o dia já desponta. Mas Jacó lhe respondeu: Não te deixarei ir, a não ser que me abençoes. O homem lhe perguntou: Qual é o seu nome? Jacó, respondeu ele. Então disse o homem: Seu nome não será mais Jacó, mas sim Israel, porque você lutou com Deus e com homens e venceu“. (grifos acrescidos) Gênesis 32:24-28

Quem diria que uma leitura despretensiosa em uma reunião de oração comum, em mais um dia de trabalho normal, pudesse gerar uma lição tão complexa? Você já percebeu que, às vezes, é por meio das coisas mais comuns que podemos tirar grandes lições? Éramos apenas duas pessoas naquela reunião, claro, sem contar o Senhor, que disse que onde estivessem 2 ou 3 reunidos em Seu nome, ali Ele estaria também (risos). As coisas que aprendi naquele dia quero compartilhar com você, caro leitor.

Jacó, também conhecido por Israel, é um dos personagens mais intrigantes, singulares e ricos (material e psicologicamente falando) das Escrituras. Na verdade, o livro de Gênesis é todo ele um livro de uma tal riqueza literária que é até difícil apontar a história mais bonita ou interessante dentre as que são ali descritas. Um livro digno de abrir o rol da coletânea sagrada, inspirador, cativante e, por vezes, arrebatador (Enoque que o diga…). Cheio de histórias tristes, alegres, emocionantes e surpreendentes. Não é à toa que, mesmo tendo-o lido mais de dez vezes, ainda descubro coisas novas em suas páginas.

Jacó, um dos 3 patriarcas, ao lado de Isaque (seu pai) e Abraão (seu avô), é um dos personagens centrais da segunda metade do livro, e foi de uma pequena parte da vida desse homem de personalidade tão complexa que extraí as lições a seguir. Por favor, me acompanhe nesta fascinante e surpreendente jornada.

1. Solidão: inimigo invisível, porém implacável e cruel

Se nunca se sentiu sozinho, não se iluda, isso vai acontecer, mais cedo ou mais tarde. Como eu só fui casar quando já estava quase vencendo meu prazo de validade (oh! My God! risos) e, durante muito tempo, morei longe de meus familiares, a solidão se tornou quase uma coceira: quando era muita incomodava, mas quando era pouca, até gostava… oh, vida cruel. Sabe o que era mais chato na solidão? Eram aqueles momentos de desânimo e depressão justamente quando não havia ninguém por perto a quem recorrer.

Com Jacó foi assim: quando ele se viu sozinho, a maior luta de vida teve início. Talvez esteja acontecendo com você, justo agora, que chegou até aqui por acaso (ou não!) e não sabe a quem pedir ajuda. Todavia, neste momento, esfrie a cabeça e tenha em mente que esta pode ser a luta de sua vida e, vencendo-a, tudo mudará e sua história será contada de forma diferente a partir de então. Será isso possível? Sim. Foi com Jacó. Pode ser com você também, por que não?


Mesmo que você esteja lutando sozinho, abandonado no campo de batalha, ainda não é o momento de entregar os pontos.

2. A vitória, por mais difícil que a luta seja, ainda é possível

Aquele oponente inesperado, que apareceu em um momento crucial da vida de Jacó, tornou o que já era complicado em uma situação desesperadora. Observe: Jacó estava se sentindo ameaçado por seu irmão, a quem havia enganado décadas antes, jurado de morte, e agora me aparece um adversário no meio da noite, justo quando ele estava sem ninguém por perto para socorrê-lo? Era uma situação de borrar as botas bastante delicada, não acha? Para completar, o adversário parecia não se cansar facilmente (somente depois Jacó soube que era um Anjo).

Essa veio a se tornar a mais importante luta de sua vida, e seu adversário estava exigindo o máximo de Jacó. É o que acontece muitas vezes em nossa vida também: somos obrigados a enfrentar uma situação inesperada que, a princípio, parece ser impossível de ser vencida, como uma traição inesperada, a perda de um ente querido, uma decepção insuportável, uma doença sem aviso prévio… Eu concordo com você, a vida – muitas vezes – não é justa. Naquela situação, a vitória para Jacó parecia impossível, então para que continuar lutando? Mas, ele tinha boas razões: tinha família, tinha história, tinha experiência e, acima de tudo, esperança.

Talvez a luta que você está enfrentando também pareça impossível de ser vencida, mas tenha esperança e continue lutando, pois enquanto ainda houver vida, há esperança.

3. Qualquer luta, por mais longa que for, um dia vai ter fim

Quando se fala em luta demorada, é inevitável que eu me lembre do filme “O mais longo dos dias“, sobre o desembarque na Normandia, o famoso dia D. Ele é assim considerado porque a invasão estava sendo programada para acontecer dias antes, mas o mau tempo adiou a investida militar, já que uma parte das tropas seria lançada dos ares, tal como visto na excelente série de TV Band of Brothers (recomendo!). Também é assim chamado porque, assim que a invasão começou, a praia se tornou um verdadeiro inferno, com pesadíssimas baixas dos aliados. No filme “O resgate do soldado Ryan” isso é retratado de maneira bastante realista e crua.

Uma batalha pode ser tão longa como a Guerra dos 100 Anos (dica: NÃO durou 100 anos… risos) ou tão curta como a Guerra dos Seis Dias. Não importa. O que importa é que ela teve fim. Acabou. Tomou doril. Escafedeu-se. Sua luta? Também vai ter fim. Apenas se preocupe em permanecer lutando até o fim, mesmo que você pareça estar perdendo ou sendo vencido. Leia esta mensagem de ânimo que eu recebi bem no dia em que pensava em desistir, já mencionada no post no qual discuto que devemos deixar o que passou… para trás:

    NÃO DESISTA

 Contam que certo homem estava perdido no deserto, prestes a morrer de sede, quando chegou a uma casinha velha – uma cabana desmoronando, sem janelas ou teto, batida pelo tempo. O homem perambulou por ali e encontrou uma pequena sombra na qual se acomodou, fugindo do calor do Sol.

Olhando ao redor, viu uma velha bomba d’água, bem enferrujada, a uns cinco metros de distância. Ele se arrastou até ali, agarrou a manivela e começou a bombear, a bombear, a bombear, sem parar. Nada aconteceu. Desapontado, caiu prostrado para trás e notou, ao seu lado, uma velha garrafa. Olhou-a, limpou-a, removendo a sujeira e o pó, e leu um recado que dizia: “Você precisa primeiro preparar a bomba com toda a água desta garrafa, meu amigo. Faça o favor de encher a garrafa outra vez antes de partir”.

 O homem arrancou a rolha e, de fato, lá estava a água: a garrafa estava quase cheia! De repente, ele se viu num dilema. Se bebesse aquela água, poderia sobreviver, mas se a despejasse toda na velha bomba enferrujada, talvez obtivesse água fresca, bem fria, lá do fundo do poço. Ou talvez não. Que deveria fazer? Despejar a água na velha bomba e esperar vir a ter água fresca, fria, ou beber a água da velha garrafa e desprezar a mensagem? Deveria perder toda a água, na esperança daquelas instruções pouco confiáveis, escritas não se sabe quando?

Com relutância, o homem despejou toda a água na bomba. Em seguida, agarrou a manivela e começou a bombear, e a bomba pôs-se a ranger e chiar incessantemente. Nada aconteceu! A bomba foi rangendo e chiando. Surgiu, então, um fiozinho de água, depois, um pequeno fluxo e, finalmente, a água jorrou com abundância!

Para grande alívio do homem, a bomba velha fez jorrar água fresca, cristalina. Ele encheu a garrafa e bebeu dela, ansiosamente. Encheu-a outra vez e tornou a beber seu conteúdo refrescante. Em seguida, voltou a encher a garrafa para o próximo viajante. Encheu-a até o gargalo, arrolhou-a e acrescentou uma pequena nota: “Creia-me, funciona. Você precisa dar toda a água antes de poder obtê-la de volta”.

As pessoas que se arriscam a viver assim verdadeiramente alcançam vôo elevado, sublime. Vivem acima da mediocridade. Não desista quando as coisas derem errado, como, às vezes, acontece: quando a estrada na qual você caminha com dificuldade parece íngreme demais; quando os fundos estão baixos e as dívidas, altas; quando você quer sorrir, mas tem de suspirar.

Quando o cuidado o pressionar um pouco para baixo, descanse, se precisar, mas não desista, pois a vida é esquisita com suas idas e vindas. Como cada um de nós, às vezes, aprende, muitos fracassos ocorrem quando se poderia tê-los vencido, se tivesse resistido. O sucesso é apenas o fracasso virado pelo avesso, a tinta prata das nuvens da dúvida.

Você nunca sabe dizer quão próximo está: pode ser perto e parecer tão longe! Aferre-se à luta ao receber os golpes mais duros. Quando as coisas parecem piores é que você não deve desistir!

Texto sem indicação de autoria. A redação foi diversas vezes alterada.

Como citar este artigo: JESUS, Damásio de. Não desista. São Paulo: Complexo Jurídico Damásio de Jesus, dez. 2005. Disponível em:http://www.damasio.com.br.

E então, reanimou? Calma que ainda tem mais… risos

4. Você pode até ser pego de surpresa, mas não se deixe abater

Se você é daqueles que, há pouco tempo, começaram a assistir [e gostar] de lutas, principalmente MMA (mixed martial arts = artes marciais misturadas ou mistas, antigo Vale Tudo), deve saber que, mesmo no VALE TUDO, há regras a serem respeitadas e, por increça que parível, não vale tudo (risos). Muitos dos principais atletas da modalidade já foram penalizados por desrespeitarem as regras (golpe ilegal), e somente para ficar em dois exemplos, cito Anderson Silva (campeão peso médio) e Jon “Bones” Jones (campeão meio-pesado). Alguns dos golpes considerados ilegais são: dedo no olho (óbvio), soco na nuca (também, né!) e golpe-omelete (já ouviu aquela piada que não se pode fazer um omelete sem antes “quebrar os ovos“? Ok, essa foi terrível, mas tá valendo).

Na vida, apesar de haver regras para quase tudo, muitas vezes somos pegos desprevenidos por um golpe baixo, abaixo da linha da cintura. Nessas situações, como agir? Deitar de costas no chão, pedir tempo ao juiz e depois dar 3 pulinhos? A vida nem sempre nos dá essa chance. Mas, olhe o exemplo de Jacó: ele recebeu um golpe baixo (abaixo da linha da cintura, provavelmente na virilha), mas não entregou os pontos, não desistiu da luta. Pode estar sendo o seu caso: recebeu um golpe baixo e está desanimado, abatido. Não desista, amigo. Mesmo ferido, continue na batalha e dê o seu melhor.

Uma música que, ainda hoje, mesmo sendo antiga, me comove é Soldado Ferido (Júnior). Você pode ser um soldado ferido, mas a luta ainda não acabou, e você é peça importante no exército vencedor. Continue, mesmo se tiver recebido um golpe baixo.

5. A vitória pertence a quem não desiste da luta

Como já escrevi acima, já passei por vários momentos em que pensei em desistir de tudo, jogar tudo para o alto e sumir. Mas, nesses momentos, havia uma mensagem de ânimo e conforto que me fazia mudar de idéia e perseverar. Uma dessas vezes em que pensei em parar e abandonar meus esforços foi quando estava estudando para a CGU (Controladoria-Geral da União), cujo depoimento está disponível gratuitamente para quem desejar. Eu havia feito um planejamento detalhado e antecipado, de modo que minhas férias iriam coincidir justamente com a provável data das provas.

Todavia, assim que minhas férias iniciaram e eu comecei a estudar com afinco total (manhã, tarde e noite), fui acometido de uma virose muito forte, de modo que tive que ir ao hospital, onde fiquei internado uma tarde tomando remédios e soro. Mas, isso não foi nada. Minha esposa contraiu a virose de mim e, na semana seguinte, tive que levá-la ao hospital. Ela entrou em uma quarta e somente foi sair no sábado. Eu tentei continuar estudando, mas ia visitá-la todos os dias. Em uma dessas visitas, fui até uma sala de recepção tentar estudar um pouco.

Não sei se foi o ambiente depressivo da internação hospitalar, se foram as luzes amareladas da recepção ou se foi o sofá esquisito, eu só sei que me veio um pensamento desanimador: “Wallace, desista. As pessoas vão entender. Isso que você está passando é muito difícil e você não vai conseguir estudar assim”. Por um momento, eu me vi concordando com aquilo, mas algo falou mais forte dentro de mim e disse a mim mesmo: “agora é que eu vou botar pra quebrar, dê o que der, não vou desistir, se não passar não passei, mas parar na beira do caminho eu não vou“! Sim, sim (pergunta você) mas, e aí? Aí que eu passei né! risos

Sabe? Eu passei não por ser o melhor ou mais bem preparado, mas acho que por ser o mais teimoso! Vença, nem que seja por teimosia.

6. Só pare de lutar após a vitória estar garantida

Como já dizia um famoso filósofo da antiguidade chamado Vicente Matheus: “o jogo só termina quando acaba“. Era um gênio #NOT. Luta é luta, e cada luta tem sua história. Mas, a lição de Jacó é clara: eu só vou parar de lutar quando a minha vitória chegar. O anjo, quando viu que Jacó não ia desistir, que não iria “pedir arrêgo“, quis parar a brincadeira. Só que Jacó tinha outros planos: “olha aqui, anjo, você vem lutar comigo quando estou sozinho, luta a noite toda e ainda me dá um golpe baixo, e na hora que eu estou pra vencer, você quer cair fora? Não, Senhor, pode me dar a minha vitória, porque eu só vou parar de lutar quando a vitória chegar“!

Brincadeiras à parte, eu me lembro de uma luta onde o lutador estava vencendo e estava prestes a concluir, mas algo inusitado ocorreu: ele parou de combater e foi comemorar. Daí o juiz foi chamar ele de volta pro combate e quase que ele perde! Estou falando do lutador brasileiro Rousimar Palhares, o “Toquinho“, que também tem uma história de superação comovente. Outra cena marcante vem do filme Carruagens de Fogo, logo no começo, onde um dos atletas cai enquanto os demais continuam correndo. Mas, ele se levanta e volta à corrida ainda a tempo de chegar em primeiro! Um filmaço de 1981.

#fica a dica: só pare de lutar quando a vitória estiver garantida.

7. Um vencedor é aquele que sabe reconhecer e aprender com seus fracassos

Ao responder ao anjo que seu nome era Jacó, o patriarca assumiu seus erros do passado e tomou uma atitude corajosa: “eu reconheço que errei, que cometi erros, que tomei decisões equivocadas e fiz escolhas erradas! Eu faço jus ao meu nome. Eu sou Jacó mesmo: enganador e usurpador. Mas, agora é momento de parar de me iludir, de parar com a enganação e assumir quem eu sou e o que eu fiz”. Ao deixar cair a máscara, Jacó se credenciou a ser transformado, pois estava assumindo que já não queria mais ser quem era.

O vencedor, desculpe repetir isso tantas vezes, é um perdedor que aprendeu com suas derrotas, superou seus limites e corrigiu suas fraquezas. Nossas derrotas podem nos ensinar muito, se estivermos atentos a essas preciosas lições. Quando não prestamos atenção ao que as derrotas querem nos dizer, somos condenados a ficar estagnados e não conseguimos avançar na estrada da vida.

Um filme que mostra isso de forma bem feita e dramática e, melhor, baseado em fatos reais é “O Vencedor“, estrelado por Mark Wahlberg e Christian Bale (de Batman). Não vou contar o filme pra não ser [mais] chato, mas a história gira em torno de alguém com potencial para ser o melhor lutador de sua época, todavia o vício das drogas o releva à sarjeta da vida. Seu irmão, um lutador apenas mediano, mas obstinado, resolve lutar profissionalmente para resgatar a honra da família. E, por fim… bem, é melhor você mesmo ver o filme (risos).

Percebe como a perseverança é, muitas vezes, o fiel da balança que separa vencedores e perdedores? Uma das poucas coisas que me faz figurar do lado vencedor não é o talento, mas a perseverança. Eu deixei para trás muitos melhores do que eu, mas que não tinham a vontade de ir até o fim como eu. E você, vai parar no meio do caminho ou seguir até o fim? Você fracassou no passado? Parabéns! Isso significa que você tentou. Agora, que tal corrigir os erros, aprender com seu passado e tentar novamente, até conseguir?

8. Frutos da vitória: reconhecimento e mudança de vida

Conforme falado no tópico anterior, ao reconhecer sua história de vida repleta de derrotas, Jacó abriu espaço para que sua vida fosse transformada. Alguém poderia pensar que ele agora, tornando-se um vencedor, conseguiria aquilo que ele sempre sonhou e nunca conseguiu. Sim, essa é uma reflexão válida, mas o que, talvez, cause espanto a muitos hoje é que não era riqueza o que ele ansiava, pois já era rico. Provavelmente, seu maior desejo não era traduzido em coisas exteriores, mas sim no interior.

A mudança de Jacó para Israel (de enganador para vencedor) nos dá mostras de que a riqueza não estava mais conseguindo iludi-lo de que tudo estava bem. Havia algo mais profundo e íntimo a ser preenchido, e as posses, os bens e até mesmo as companhias não eram capazes de satisfazer esse desejo. A mudança na vida de Jacó não foi apenas uma simples alteração de nomenclatura, mas algo muito mais radical. Naquela cultura, o nome era associado ao caráter da pessoa, e a mudança de nome era, automaticamente, refletida no caráter.

A forma que os outros nos vêem pode não corresponder à realidade, mas a forma como nos vemos impacta diretamente nosso modo de agir e ser. A mudança mais radical é aquela que acontece em nosso interior, de dentro para fora. As pessoas, na maioria das vezes, não enxergam essa mudança de imediato, mas vão vê-la, aos poucos, com o passar do tempo.

Dito isso, percebemos que a forma como nos vemos tem uma grande importância. Todavia, a forma como Deus nos vê é ainda mais importante. E você, como tem visto a si mesmo: como perdedor ou vencedor? Quando o anjo disse que ele não era mais “Jacó”, mas “Israel” (vencedor), aquilo era o reconhecimento que Jacó precisava para mudar de vida. Talvez você seja um vencedor e ainda não saiba… e precisa que alguém venha e lhe diga isso. Que tal eu, então? risos
 
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O milagre da multiplicação de pães e peixes

 
Wilma Rejane

Alguma vez ao ler o milagre da multiplicação dos pães e peixes você relacionou-o com a entrada dos israelitas na terra prometida? Se ainda não fez essa conexão entre Antigo e Novo Testamento convido-o a ler o artigo e se aprofundar um pouco mais no estudo da Palavra. É simplesmente maravilhoso constatar a perfeição das Escrituras e a grandeza escondida nos detalhes.  

No livro de Josué, capitulo 5, encontraremos subsídios para compreendermos melhor o que foi descrito pelos evangelistas: Mateus, Marcos, Lucas e João sobre a multiplicação. Tomaremos por base o Evangelho de João.

João 6: 1 a 14:

“Depois disto partiu Jesus para o outro lado do mar da Galileia, que é o de Tiberíades. E grande multidão o seguia, porque via os sinais que operava sobre os enfermos. E Jesus subiu ao monte, e assentou-se ali com os seus discípulos. E a páscoa, a festa dos judeus, estava próxima. Então Jesus, levantando os olhos, e vendo que uma grande multidão vinha ter com ele, disse a Filipe: Onde compraremos pão, para estes comerem? Mas dizia isto para o experimentar; porque ele bem sabia o que havia de fazer. Filipe respondeu-lhe: Duzentos dinheiros de pão não lhes bastarão, para que cada um deles tome um pouco. E um dos seus discípulos, André, irmão de Simão Pedro, disse-lhe: Está aqui um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas que é isto para tantos? E disse Jesus: Mandai assentar os homens. E havia muita relva naquele lugar. Assentaram-se, pois, os homens em número de quase cinco mil.

E Jesus tomou os pães e, havendo dado graças, repartiu-os pelos discípulos, e os discípulos pelos que estavam assentados; e igualmente também dos peixes, quanto eles queriam. E, quando estavam saciados, disse aos seus discípulos: Recolhei os pedaços que sobejaram, para que nada se perca. Recolheram-nos, pois, e encheram doze alcofas de pedaços dos cinco pães de cevada, que sobejaram aos que haviam comido. Vendo, pois, aqueles homens o milagre que Jesus tinha feito, diziam: Este é verdadeiramente o profeta que devia vir ao mundo. ”

Josué capitulo 5: 10 a 12:

 "Na tarde do décimo quarto dia do mês, enquanto estavam acampados em Gilgal, na planície de Jericó, os israelitas celebraram a Páscoa. No dia seguinte ao da Páscoa, nesse mesmo dia, eles comeram pães sem fermento e grãos de trigo tostados, produtos daquela terra. Um dia depois de comerem do produto da terra, o maná cessou. Já não havia maná para os israelitas, e naquele mesmo ano eles comeram do fruto da terra de Canaã."

Compreendendo Josué

O maná que descia do céu a cada manhã foi cessado tão logo Josué e os Israelitas alcançaram os limites da terra prometida. O que era o maná? O nome maná foi dado pelos israelitas quando da peregrinação no deserto, significa: “O que é isto?”. Deus, ao instruir Moisés sobre o alimento que viria a cada manhã descendo do céu para as campinas,para ser colhido, chama o alimento de pão:

Êxodo 16: 4“Eis que vos farei chover pão dos céus e o povo colherá a porção para cada dia, para que eu veja se anda na minha lei ou não” .

Portanto, o maná foi um nome dado pelos homens ao pão que descia do céu.

Em Josué está o exato momento em que o maná desaparece da comunidade de Israel . A  partir dali, todos teriam que trabalhar e do suor do rosto conquistar o alimento, o pão. Este pão não significava apenas comida física, mas e principalmente, espiritual:Israel teria que permanecer confiando em Deus como provedor diário,mesmo sem colher os pães nas campinas pela manhã. O Pão do céu ganha novo significado relacionado a fé.

Romanos 1:17: O justo viverá da fé.
Deuteronômio 8:3 “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda Palavra que sai da boca de Deus”

Percebamos ainda que o maná desaparece no dia subsequente a Páscoa.

Compreendendo João

Apenas João cita que era véspera da Páscoa quando milhares de pessoas subiram a um monte próximo ao mar da Galileia para ouvir Jesus e receber milagres. Todos permaneceram no lugar até a chegada da Páscoa, até o amanhecer. Por este motivo Jesus interroga seus discípulos sobre o que haveriam de comer porque a noite se aproximava e não havia indícios de que pudessem conseguir pão nas proximidades.

É interessante porque na indagação de Jesus, feita de forma proposital para experimentar a reação dos discípulos, está o reflexo da ansiedade humana por provisão. Claro que Jesus não tinha essa ansiedade, é por isso que os Evangelhos enfatizam o fato de a pergunta surgir como um teste aos discípulos: “ Onde conseguiremos pão, haveremos de comprar”? ( João 6:5).

Quem ali tinha fé o suficiente para acreditar na provisão de Deus? Quem seria capaz de afirmar que o alimento físico não era o mais importante, mas o espiritual e este estava absolutamente suprido pela presença de Jesus com eles?

A reação dos discípulos diante da interrogação de Jesus é semelhante a reação de qualquer um de nós diante das incertezas. A interrogação de Jesus é sobre “o desaparecimento do maná”: “E agora, o que fazer para conseguir pão?”

É André que de forma despretensiosa, depois de inspecionar a multidão, relata para Jesus a existência de cinco pães e dois peixes. Não há fé nessa descrição de André, pelo contrário,ele até ironiza: o que é isto para tanta gente? (João 6:9).

André somos nós com nossas soluções. Somos nós quando ignoramos a presença e providência Divina. Somos nós murmurando, considerando as dificuldades,as impossibilidades.

Dai-lhes vós de comer

Jesus pede aos discípulos que organizem a multidão em grupos de cem e de cinquenta e então  eleva os cinco pães e peixes ao céu e ora a Deus realizando assim o milagre da multiplicação.

O Pão do céu,o maná,estava anunciando um novo tempo em que o Reino de Deus era chegado aos homens. Um novo tempo em que o maná, O Pão estaria sempre e por todos os dias entre os homens.

Deus não havia abandonado Israel e o maná também não havia sumido. Jesus estava anunciando que Ele era o verdadeiro Pão que alimentava a vida,os homens.

Os grupos de cem e cinquenta organizados, sob a orientação dos doze discípulos é um retrato da Igreja, da nova organização que haveria de surgir.

Em Mateus 14:16, está escrito que Jesus dá a responsabilidade de alimentar aos discípulos: “Dai-lhes vós de comer”. A Igreja como representante de Jesus tem a missão de alimentar, orientar, cuidar, apascentar com a Palavra de Deus a fim de que a “multidão não se disperse, não se perca”. Ela deve fazer estas coisas e se não faz está sendo negligente, inoperante por ter pão e não alimentar a multidão. A igreja está para servir, mas quem salva, quem transforma é Jesus.

O que é isto?

Imediatamente após o milagre da multiplicação dos pães e peixes Jesus iniciou seus sermões sobre o Pão da vida. Ele se apresentou como o verdadeiro Maná que descia do céu em uma clara referência ao Antigo Testamento:

João 6:48-51 "Eu sou o pão da vida. Vossos pais comeram o maná no deserto, e morreram. Este é o pão que desce do céu, para que o que dele comer não morra. Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo.”

Ele é o Pão e a Páscoa (a carne que deu a vida pelo mundo). É a Páscoa em Josué,é a Páscoa em João. Ele é o que dá acesso a terra prometida, Ele é o Caminho das promessas, É a eternidade com Deus! Aqui está o motivo pelo qual o maná cessou ao entrarem na terra prometida. Aqui está o motivo pelo qual João enfatiza ser Páscoa o dia do milagre da multiplicação dos pães e peixes.

É interessante que ao verem pão caindo do céu os israelitas foram tomados de espanto e todos se perguntavam: “O que é isto? Como é possível cair pão do céu?”. E quando Jesus disse ser o pão da vida, o Pão que desceu do céu, os discípulos,fariseus, a multidão espantada falou: “Mas o que é isto? O que ele está dizendo? Este não é o filho do carpinteiro José?” (João 6:40,41,42).

A murmuração limita os campos de visão física e espiritual.  Tanto os israelitas quanto os fariseus estiveram impossibilitados de discernir sobre o agir de Deus por causa da murmuração. João 6:61-62:"Sabendo, pois, Jesus em si mesmo que os seus discípulos murmuravam disto, disse-lhes: Isto escandaliza-vos? Que seria, pois, se vísseis subir o Filho do homem para onde primeiro estava?Ora, se descer o Pão do céu era espantoso, quanto mais vê-lo subir?".

Maná na arca

O Maná que desaparece em Josué é citado em Hebreus , ele faz parte dos elementos interiores da Arca da Aliança: Hebreus 9: 4: “A arca do concerto, coberta de ouro, continha o maná, a vara de Arão que tinha florescido e as tábuas do concerto”.

O mesmo capitulo de Hebreus diz que A Arca e tudo quanto nela há são símbolos da Antiga Aliança e Cristo é o portador da Nova Aliança, o Tabernáculo Eterno,o Próprio Maná, A Páscoa que aboliu os sacrifícios de sangue com bodes e bezerros,sendo Ele o perfeito e definitivo sacrífico. (Hebreus 9: 11-12)

Em Apocalipse 2:17:"Aquele que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao vencedor darei do maná escondido.”

Vimos em Hebreus que Jesus é portador da Nova Aliança que aboliu toda a lei de sacrifícios pelo sacrifício da cruz. A Arca da Aliança já não é o tabernáculo da presença de Deus entre os homens, mas Jesus é o Tabernáculo, o Templo na Nova Aliança. E esta aliança também nos torna templos, morada do Espírito Santo de Deus.

O Maná escondido, dado aos vencedores, portanto, é o acesso direto a Jesus Cristo, é viver em Sua presença eterna e através Dele conhecer os mistérios que estiveram ocultos sobre vida e morte.

Concluindo...

Aquilo que está escondido precisa ser revelado.  O maná que se esconde na antiga aliança, se revela no Cristo da eterna aliança em quem se esconde os mistérios da vida e morte:

Colossenses 2:2-3:“Esforço-me para que eles sejam fortalecidos em seus corações, estejam unidos em amor e alcancem toda a riqueza do pleno entendimento, a fim de conhecerem plenamente o mistério de Deus, a saber, Cristo. Nele estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento. ”

Escondido, porém, não quer dizer ausente. Jesus nunca esteve ausente da história da humanidade, Ele É: sem principio,nem fim, mas eterno. É antes do principio (Gênesis) e não se encerra no Apocalipse.

Da mesma forma que o Maná foi provisão para os dias de deserto, também foi para a Terra Prometida. Deus cuidou de Israel mesmo quando eles não tinham consciência disso,mesmo quando eles murmuravam e não conseguiam enxergar os milagres diários.

O menino entregou seus pães e peixes para Jesus e viu tudo ser multiplicado. O gesto do garoto lembra o gesto da viúva de Sarepta que entregou todo o azeite para profeta Eliseu e recebeu em troca a multiplicação. O Pão da vida que é Jesus abastece os celeiros de nossa alma, multiplica nossas forças. Sua graça é a expressão máxima de alegria, bondade e misericórdia e todos os dias Ele abre seus potes de amor e misericórdia para nos alimentar e esses potes não têm fim (Lamentação de Jeremias 3:22)

Deus o abençoe. 


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O segredo do Salmo 91

 
João Cruzué

Em 1974, quando tinha 18 anos eu aceitei Jesus em uma Igreja, na antiga Rua Oito do Jardim São Luiz, em São Paulo. Tios Paulo e Glória me convidaram para o culto e disseram que os crentes falavam em línguas estranhas. Eu queria ver de perto a novidade. Naquele tempo, a leitura do Salmo 91 era muito comum e as pessoas costumavam pregar um quadro com ele atrás de alguma porta, para trazer segurança contra o mal. Convido você para refletirmos juntos sobre este preciso Salmo.

Três anos mais tarde, já batizado nas águas e batizado também com o Espírito Santo, falando em línguas estranhas, mudei de São Paulo para as Gerais e da Igreja Deus é Amor para a Assembleia de Deus. O tempo passou e eu voltei para São Paulo.
Um belo dia ouvi um ensino bíblico do Pastor Luiz Vicente Branco, homem de Deus, que hoje já dorme no Senhor. Ele ensinou que as bênçãos contidas no Salmo 91 são reais, mas também elas são condicionais. Há condições para que elas alcancem com toda plenitude a vida do crente. Estas condições se encontram no versículo 14: "Pois que tão encarecidamente Me amou, também o livrarei, pô-lo- ei em um alto retiro (o esconderijo) porque conheceu o Meu nome".


Duas condições: Porque conheceu o meu nome e tão encarecidamente me amou. Aqui está a causa cujas consequências são o cumprimento de todas as promessas do Salmo 91. Conhecer e amar o Senhor.

Quando fui naquela Igreja da Rua Oito eu  ainda não queria conhecer Jesus, mas, sim, ver os crentes falarem em línguas estranhas. Somente meses mais tarde, é que cheguei à conclusão de que eu tomei a decisão de aceitar Jesus como meu Senhor, e  que passaria a andar sob a vontade Dele. Eu entendi o amor Dele por mim e comecei a amá-lo também. "Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos a ele e faremos nele morada.

As promessas de Deus no Salmo 91, e centenas de outras que registradas na Bíblia, estão ao alcance de qualquer pessoa que deseje ter intimidade com Deus. Esta intimidade passa por duas decisões e uma atitude: Aceitar Jesus com Salvador para ter o direito de filiação no Livro da Vida; amar a Deus obedecendo a Sua vontade e buscar uma vida de oração diante de Deus.

Assim está escrito no versículo 15: "Ele me invocará, e Eu lhe responderei; estarei com ele na angústia; livrá-lo-ei e o glorificarei. A presença de Deus na vida do crente em tempos de angústia e a resposta de Deus a uma oração aflita são apenas para quem tiver intimidade com Deus. Não é por menos. Para chegar a esta intimidade você precisa deixar tudo que desagrada ao Senhor - vale a pena? Vale! Isto chama-se ser fiel a Deus.

Se o mal está rondando a sua vida, sua saúde, sua família, seu lar, sua vida financeira ou qualquer outra coisa - aí está a receita: Deus garante a sua segurança e todas as bênçãos que você necessita - desde que busque a vontade Ele. Se ainda não é crente, dê o primeiro passo e aceite Jesus na Igreja Evangélica do seu bairro, aí na sua cidade. Se já é crente e precisa muito das bênçãos do Senhor, abandone o que desagrada a Deus, fortaleça seu relacionamento com Ele, adquirindo o hábito da oração. Não fique inativo na Igreja, procure servir em alguma coisa. Agrade o Senhor e Ele cumprirá o desejo do seu coração.


João Cruzué
cruzue@gmail.com

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Debaixo da figueira

 
Wilma Rejane
"Jesus viu Natanael vir ter com ele, e disse dele: Eis aqui um verdadeiro israelita, em quem não há dolo. Disse-lhe Natanael: De onde me conheces tu? Jesus respondeu, e disse-lhe: Antes que Filipe te chamasse, te vi eu, estando tu debaixo da figueira. Natanael respondeu, e disse-lhe: Rabi, tu és o Filho de Deus; tu és o Rei de Israel. Jesus respondeu, e disse-lhe: Porque te disse: Vi-te debaixo da figueira, crês? Coisas maiores do que estas verás. E disse-lhe: Na verdade, na verdade vos digo que daqui em diante vereis o céu aberto, e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem." João 1:47-51

O que fazia Natanael debaixo da figueira? É uma especulação comum aos que lêm essa passagem. Natanael poderia estar orando já que a pratica de orar embaixo da figueira era comum aos rabinos judeus que em suas orações incluíam o retorno do Messias. Independente do que fazia Natanael, o mais esplêndido de tudo é que Jesus o viu em um momento que ninguém poderia ter visto. Era somente Natanael, seus pensamentos e uma frondosa figueira. Por isso o espanto de Natanael. Ele só poderia estar frente a frente com o Messias, alguém capaz de enxergar nitidamente o mundo espiritual, além da matéria.

A promessa dos céus abertos sobre Natanael substituía o simbolismo da sombra da figueira. A figueira que já estava presente no Éden:

Gênesis 3.7: "Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueiras e fizeram cintas para si."

Em Gênesis a primeira referência a figueira está nas vestes confeccionadas por Adão e Eva. A figueira seria o esforço do homem por tentar salvar-se, seria o código das leis de Moisés que apontavam para a salvação em Cristo Jesus. Deus substituiu as vestes de Adão e Eva feitas com folhas de figueira por roupas feitas com pele de cordeiro. O Cordeiro que tira o pecado do mundo já estava profetizado, Ele seria o sacrifício perfeito e completo a cobrir, redimir todo pecado:"Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo." João 1:29

E quando Jesus diz: Natanael, daqui em diante, vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem,entende-se como: "Natanael, o novo tempo chegou em que tereis acesso ao Pai através do Filho, o véu foi rasgado e o Reino de Deus é chegado a vós."

Natanael orava como um verdadeiro Israelita, ele conhecia as Escrituras e esperava a redenção da nação via Messias. Mas Jesus lhe mostra algo maior: céus abertos! 

Debaixo da figueira:

Essa passagem de Natanael embaixo da figueira nos fala dos atributos de Deus: Onipresença, onisciência, onipotência. Deus está em todos os lugares, tem todo o poder e conhece todas as coisas. Ele vê cada momento solitário nosso. Ele conhece sobre o que oramos, Ele ouve até mesmo nosso silêncio. 

Nossa procura por lugares seguros (figueiras frondosas) pode ser constante, mas o encontro com Aquele que nos resguarda a Sombra do Onipotente (Salmo 91:1) é que verdadeiramente nos salva.

"Eu te vi Natanael, embaixo da figueira" essa frase pode ser transferida para qualquer um de nós: "Eu te vi........(Maria,João, Jacó...)quando oravas, quando esperavas, quando buscavas refúgio para tuas aflições". E da mesma forma que Jesus aguardava Natanael ir ao seu encontro, Ele também nos aguarda, todos os dias para que possamos viver das promessas que o Reino de Deus reserva para cada um de nós. 


Deus o abençoe

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Aos cães as coisas santas e as pérolas aos porcos

 
Wilma Rejane



"Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis aos porcos as vossas pérolas, não aconteça que as pisem com os pés e, voltando-se, vos despedacem." Mateus 7:6

Essa passagem Bíblica é intrigante porque de inicio parece nos dizer para não desperdiçar coisas valiosas com pessoas imerecidas. Como aplicar isso no dia a dia? Primeiramente precisamos compreender quem são: os cães,os porcos e as pérolas a que Jesus se refere. 

Cães:

A palavra cão aparece na Bíblia em vários significados: animal (João 10:12), homens (Salmo 22:16),falsos profetas (Filipenses 3:2). Estudando a raiz da palavra cão, temos uma surpresa, ela denota um tipo de personalidade:

cão no grego =  kunikos = cínico. Essa palavra surge na Grécia com uma corrente filosófica que defendia a indiferença, o escárnio, a falta de pudor e também de interesses materiais. Dois principais filósofos ficaram bem conhecidos por terem levado ao extremo o cinismo, são eles: Antístenes e seu discípulo Diógenes que morava em um barril e usava uma lanterna. Posteriormente a escola filosófica é que a palavra se propagou como adjetivo para descrever as características de homens detestáveis, dissimulados, indiferentes, escarnecedores. Na época em que a Bíblia foi escrita, os gentios (não judeus)  também eram chamados de cães (Mateus 15:21,28).

Como passagens Bíblicas que se referem aos cães, podemos citar ainda:

"Bem-aventurados aqueles que guardam os seus mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas.Mas, ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idolatras, e qualquer que ama e comete a mentira."Apocalipse 22:14-15


"Porque melhor lhes fora não conhecerem o caminho da justiça, do que,conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento que lhes fora dado;Deste modo sobreveio-lhes o que por um verdadeiro provérbio se diz: o cão voltou ao seu próprio vômito, e a porca lavada ao espojadouro de lama."II Pedro 2:21-22

Porcos :

"E o porco, embora tenha casco fendido e dividido em duas unhas, não rumina; considerem-no impuro. Vo­cês não comerão a carne desses animais nem tocarão em seus cadáveres; considerem-nos impuros." Levítico 11:7-8

No Antigo Testamento porcos eram considerados imundos.Judeus não se alimentavam de carne de porco em obediência a Levítico. Jesus, porém, era judeu e contrariou seus compatriotas ao comer carne de porco. Ele ensinou que o verdadeiro mal não reside nas coisas exteriores, mas no coração dos homens. A carne de porco não tinha poder para transformar o homem em puro,impuro, digno ou indigno, mas o que estava no coração dos homens sim,isso que tinha que ser considerado:

"Não percebem que o que entra pela boca vai para o estômago e mais tarde é expelido? Mas as coisas que saem da boca vêm do coração, e são essas que tornam o homem impuro. Pois do coração saem os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as imoralidades sexuais, os roubos, os falsos testemunhos e as calúnias. Essas coisas tornam o homem impuro."Mateus 15:17-20

Se comer carne de porco era lícito,então por que a proibição no Antigo Testamento? A carne de porco era uma instrução sobre saúde,higiene e não sobre santidade. Os judeus estavam relacionando o comer carne de porco com ser ou não santo e Jesus lhes revela a verdade, santidade não era um ritual, mas uma essência espiritual.

Pérolas:

A principal referência sobre ela está no Evangelho de Mateus:

"O Reino dos céus também é como um negociante que procura pérolas preciosas. Encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo o que tinha e a comprou."Mateus 13:45-46
Pérolas, portando, está na passagem como sendo O Reino dos céus. Para entender melhor vamos ver de que modo nascem as pérolas: A pérola é o resultado de uma reação natural do molusco contra invasores externos, como certos parasitas que procuram reproduzir-se em seu interior. Para isso, esses organismos perfuram a concha e se alojam no manto, uma fina camada de tecido que protege as vísceras da ostra. Para se livrar do perigo o molusco faz um pequeno ferimento em seu interior e desse ferimento nasce a pérola.

Foi  a custo de dor,sofrimento e também trabalho que o Reino dos céus chegou até nós. Jesus verteu seu precioso sangue para que tivéssemos acesso a Ele. Ele é o que nos livra da morte (invasores), da destruição eterna. Mas Jesus também nos ensina a nos protegermos dos perigos e armadilhas desse mundo preservando essa pérola de grande valor.

Relacionando as passagens:

Percebamos que no sermão completo de Jesus sobre " Não deitar aos cães as coisas santas, nem aos porcos as vossas pérolas" em Mateus 7, o que está em questão é o julgamento entre pessoas. Jesus diz:

" Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós. E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho?Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu?Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão. Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis aos porcos as vossas pérolas, não aconteça que as pisem com os pés e, voltando-se, vos despedacem."Mateus 7:1-6

Conhecer quem é cão ou porco é uma questão de julgamento,discernimento. E uma vez discernindo o cínico,escarnecedor, aquele que gosta de se "lambuzar na lama" como porco, convêm não confiar demasiadamente, não se unir a eles, não perder tempo lançando-lhes suas pérolas (vida dedicada ao Evangelho, A Palavra de Deus) porque ele irá desprezar e ainda fará com que seu amor, seu cuidado, sua atenção para com ele, seja um instrumento de decepção.

Mas isso não vai totalmente contra a mensagem do Evangelho de "amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo"? (Marcos 12:30,31). Não vai contra o "ide e pregai o Evangelho a toda criatura"? (Marcos 16:15).

Não. Jesus não se contradiz. A Palavra de Deus é perfeita sem erros, sem contradições:

  • “A lei do Senhor é perfeita” Salmos 19:7. 
  • “Toda palavra de Deus é pura” Provérbios 30:5
  • “Toda a Escritura é inspirada por Deus" II Timóteo 3:16

Entendo que Jesus instruí seus discípulos a julgarem corretamente entre bem e mal e ainda que não se faça acepção de pessoas, ainda que as amemos, será preciso não se deixar contaminar, atrair pelo "chiqueiro" a ponto de desperdiçarmos coisas úteis e edificantes em detrimento de coisas inúteis e destruidoras. Por todo seu ministério Jesus conviveu com o cinismo, a indiferença dos fariseus que não amoleciam seus corações por nada, nem por cegos que voltavam a enxergar, nem por pessoas que eram ressuscitadas. Jesus não desperdiçava Sua paciência e Suas palavras com eles. Jesus ia de encontro aos pobres, humildes, sedentos por justiça. 

Claro que Deus tem poder para transformar cães e porcos, o Evangelho para isso veio: Paulo de Tarso, Pedro, João, a mulher samaritana, o Zaqueu (corrupto comerciante). Todos foram transformados graças ao Evangelho ter sido anunciado para eles.

"Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego. Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá pela fé." Romanos 1:16-17

O desperdício das pérolas




As pérolas combinaram com o porco?
Não combina um cristão,um servo de Deus não ter discernimento a ponto de se lambuzar na lama alheia por uma causa que não lhe trará resultados. É como uma jovem honesta e cheia de fé que namora,noiva e casa com um malandro que não teme a Deus, não tem amor aos pais e não vai respeitar a esposa. Lá se foram as pérolas da jovem... Lá se foi sua felicidade. E não adianta culpar Deus porque somos responsáveis por nossas escolhas. É como um jovem que serve ao Senhor com todo o coração e conhece uma jovem que não tem planos na vida,não tem temor a Deus e gosta mesmo é de baladas. E os dois tragicamente se casam. Conflitos, brigas,desarmonia, filhos traumatizados, tudo poderia ser evitado.

As pérolas foram para o chiqueiro,custaram tão caro, mas agora estão pisadas pelos porcos...

Na oração

Sempre usamos esses versos para falar da eficácia da oração, eles também fazem parte do sermão de Jesus sobre os cães e os porcos:

"Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis aos porcos as vossas pérolas, não aconteça que as pisem com os pés e, voltando-se, vos despedacem. Pedi, e vos será dado; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á.Porque, aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e, ao que bate, abrir-se-lhe-á. E qual dentre vós é o homem que, pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma pedra?E, pedindo-lhe peixe, lhe dará uma serpente?Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem?Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei lho também vós, porque esta é a lei e os profetas."Mateus 7:6-12

Entendo que Jesus se refere não apenas ao pedir coisas de nossa vontade,mas a pedirmos discernimento sobre julgar corretamente pessoas e situações. Nosso agir precisa estar de acordo com nossos julgamentos. Isso já acontece conosco, nos movemos nas virtudes de nossas deduções, conclusões. Erramos, acertamos, imploramos a Deus para nos ajudar a concertar erros, e Ele ajuda. Ele dá o melhor, o pão,mesmo quando lhe pedimos pedra. E esta referência sobre "pedir pedras" significa que muitas vezes não sabemos o que pedir, o que é melhor para nós,mas Deus sabe. E como saber o que Deus tem e quer de nós? Orando. Mas não esqueçamos que além do orar tem o vigiar:

"Vigiai e orai, para não caírdes em tentação. O espírito, com certeza, está preparado, mas a carne é fraca”. Mateus 26:41

Que Deus nos ajude a julgarmos corretamente e a sermos tementes e fiéis para com Ele. Se fomos alcançados mediante a graça do Evangelho, temos conosco A Pérola de grande valor citada por Jesus. Nossa vida, portanto, é um tesouro precioso porque em nós habita Cristo. Apocalipse 21:21, diz:
"Os doze portais eram doze pérolas; cada um dos portais construído a partir de uma só pérola; e a rua principal da cidade era de ouro puro, reluzente como o vidro límpido."

No Reino do céu as portas são feitas de pérolas. Entendo que passam por elas aqueles que renunciam ao mundo, sofrem por amor ao Evangelho. Guardemos nosso tesouro e não desperdicemos as pérolas nos chiqueiros desse mundo.

Deus o abençoe.

*  ALMEIDA, João.  Bíblia de Estudo Plenitude. Sociedade Bíblica do Brasil. Ed 1995. São Paulo/SP. 
 
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