Quem são os levitas, eles ainda existem nos dias atuais?


Por Wilma Rejane

Amados leitores, estou bem atarefada com alguns trabalhos de escrita e não pude esse final de semana preparar novos artigos para o blog, por isso, selecionei um artigo que considerei completo e interessante para republicar. Espero que gostem, fiz breves edições e penso que lhes será valiosa e agradável a leitura.

1. Levitas, quem são?

 Muitas vezes os ministros de louvor e músicos evangélicos são chamados de “levitas”.

No Novo Testamento não temos referência a ministros de louvor nem a instrumentistas na igreja. Jesus disse que o Pai procura adoradores (João 4.24). O ensino apostólico, por sua vez, incentiva todos os cristãos a prestarem culto ao Senhor, com salmos, hinos e cânticos espirituais (Ef.5.18-20; Col. 3.16).

Então, de onde então vem o conceito de “levita”?

Tomamos por empréstimo de Israel e do Velho Testamento. Originalmente, “levita” significa descendente de Levi, que era um dos 12 filhos de Jacó.

Os levitas começaram a se destacar entre as 12 tribos de Israel por ocasião do episódio do bezerro de ouro. Quando Moisés desceu do monte e viu o povo entregue à idolatria, encheu-se de ira e cobrou um posicionamento dos israelitas.

Naquele momento, os descendentes de Levi se manifestaram para servirem somente ao Senhor (Êx.32.26).Daí em diante, os levitas se tornaram ministros de Deus. Dentre eles, alguns eram sacerdotes (família de Aarão) e os outros, seus auxiliares.

Embora os sacerdotes fossem levitas, tornou-se habitual separar os dois grupos.

Então, muitas das vezes em que se fala sobre os levitas no Velho Testamento, a referência se aplica aos ajudantes dos sacerdotes. Seu serviço era cuidar do tabernáculo e de seus utensílios, inclusive carregando tudo durante a viagem pelo deserto (Núm. capítulos.3, 4, 8, 18).

Naquele tempo, os levitas não eram responsáveis pela música no tabernáculo. Afinal, não havia uma parte musical no culto estabelecido pela lei de Moisés, embora as orações e sacrifícios incluíssem o sentido de louvor, adoração e ações de graças.

Muito tempo depois, Davi inseriu a música como parte integrante do culto. Afinal, ele era músico e compositor desde a sua juventude (I Sm.16.23), então, atribuiu a alguns levitas a responsabilidade musical.

Em I Crônicas (9.14-33; 23.1-32; 25.1-7), vemos diversas atribuições dos levitas:

“Havia entre eles porteiros, guardas, padeiros e também cantores e instrumentistas” (II Crônicas 5.13; 34.12).

Considerando o paralelo existente entre Israel e a igreja de Jesus Cristo, podemos utilizar o nome “levita”, embora não sejamos descendentes de Levi.   Mas, se queremos assim considerar, então todos os que servem em qualquer ministério podem ser chamados “levitas”. O levita é aquele que executa qualquer serviço ligado ao culto. O levita é simplesmente um servo.

Aqueles levitas, designados por Davi para o louvor, eram liderados por Asafe, Hemã e Jedutum, e tinham a tarefa de profetizar com harpas, alaúdes e saltérios (I Crônicas 25.1).

Nessa época, surgiu a maior parte dos salmos de Israel. Hoje, podemos testificar que aqueles levitas eram mesmo profetas. Através deles o Espírito Santo falava ao povo. Além disso, eram mestres no que realizavam (I Crônicas25.7). Se queremos usar o nome de “levitas” precisamos nos dispor para o serviço e para caminhar em direção a um nível de qualidade excelente no ministério.

Como um todo, os Levitas se tornaram responsáveis em “fazer o trabalho na tenda da congregação”, o Tabernáculo (Números 4:3).

A palavra Hebraica para serviço também significa luta, portanto, o serviço deles no Tabernáculo era uma figura da luta espiritual.

Levi teve três filhos: Gérson, Coate e Merari. O trabalho dos Levitas foi distribuído de acordo com suas famílias:

A família de Gerson era responsável por carregar e montar as cortinas do Pátio Externo do Tabernáculo, as coberturas do Tabernáculo, a cortina da Porta do Santuário, a cortina da Porta do Pátio Externo, juntamente com todas as cordas e fixadores que seguravam estas cortinas (Números 3:25-26)

A família de Merari era responsável por carregar e montar as Tábuas, as Travessas, as Colunas e Bases do Pátio Externo (Números 3:36-37)

A família de Coate era responsável pelo transporte da Arca da Aliança, o Véu, o Altar de Incenso, o Castiçal, a Mesa dos Pães, a Pia e o Altar de Holocausto juntamente com todos os utensílios do Santuário (Números 3:31).

Os filhos de Israel sabiam quando era a hora de sair para sua jornada através do deserto, pois havia uma coluna de nuvem durante o dia e uma coluna de fogo de noite para os guiar. Os Levitas desmontavam e transportavam o Tabernáculo, montando-o novamente no lugar indicado pela nuvem. Quando o Tabernáculo era edificado no novo local, Deus indicava o lugar que cada tribo deveria ocupar ao seu redor (Números 2:1-34).

Os Levitas deveriam armar as suas tendas ao redor do Tabernáculo (Números 1:53).

Podemos usar o termo Levita para quem não é da tribo de Levi?

Quando dizemos hoje que somos levitas alguém pode perguntar como podemos nos denominar Levitas se não somos da Tribo de Levi. Por isso gostaria de alongar este comentário sobre os levitas a fim de que ninguém se perturbe com estas questões.

Juízes 17:7

“Havia um moço de Belém de Judá, da tribo de Judá, que era levita e se demorava ali.”    

O levita de Mica veio de Belém e era da família de Judá. Como poderia ser ele levita sendo de Judá e não da tribo de Leví? O levita, neste texto é um exemplo da possibilidade de que indivíduos de outras tribos podiam, durante algum período, unir-se a tribo sacerdotal. Há ainda evidencias de que o termo levita fosse um título funcional com o sentido de voto, além de servir como designação de uma tribo. Tipologicamente o Levita do Velho testamento nada mais é do que a figura do servo do novo testamento, que se consagra e assume a posição de levita para trabalhar e conduzir o tabernáculo do senhor.


2. A divisão entre os Levitas.

O que será isso? Por que existe divisão entre os levitas num âmbito geral do corpo de Cristo?

Vamos voltar para o inicio de tudo… e em questão de Levitas, tudo começa com Levi.

Levi foi o terceiro filho de Jacó. E quando Jacó percebeu que iria morrer, chamou seus filhos e os abençoou, mas para Levi e Simeão (que eram irmãos e filhos da mesma mãe), Jacó disse:

Gênesis 49: 5-7

5: Simeão e Levi são irmãos; as suas espadas são instrumentos de violência.

6: No seu secreto conselho não entre minha alma, com a sua congregação minha glória não se ajunte; porque no seu furor mataram homens, e na sua teima arrebataram bois.

7: Maldito seja o seu furor, pois era forte, e a sua ira, pois era dura; eu os dividirei em Jacó, e os espalharei em Israel.”

O versículo 5 diz que Levi usava instrumentos de violência.

Muitas vezes os Levitas são rebeldes e até violentos com suas atitudes para com os seus Lideres e Igreja, mas, pelo contrário, os nossos instrumentos devem ser a paz e o amor para com a Igreja, e honrar os nossos Lideres.

Somos rudes e prepotentes… os “donos da verdade”… Não aceitamos a repreensão… Falamos uma coisa e vivemos outra. Deus olha para os instrumentos musicais e vê violência neles, Deus não aceita isso, por isso Jacó diz: ”No seu secreto conselho não entre minha alma, com a sua congregação minha glória não se ajunte”

Deus fala para estes levitas que, sua glória estará com eles… farão muitas coisas, mas não chegam a lugar nenhum sem a unção.

“…eu os dividirei em Jacó, e os espalharei em Israel.”

Este versículo mostra a razão pelo qual os Levitas são divididos…

É isso mesmo! Esta divisão entre os Levitas foi uma maldição lançada por Jacó aos próprios Levitas, mas, até quando…?

3. Levitas: A reconciliação com Deus e o Chamado.

Vamos agora adiantar um pouco na Bíblia e achegar ao monte Sinai onde Moisés recebeu os mandamentos do Senhor.

O contexto desta história fala que o povo achou que Moisés não iria voltar mais, então, resolveram fazer um bezerro de ouro e adorá-lo como o seu “deus”; mas o que acontece é que Moisés não morreu, e Deus manda Moisés descer do monte, pois o povo havia se corrompido.

Chegando lá Moisés quebra as tábuas do testemunho e destrói os bezerro de ouro.Moisés chega ao povo e faz uma pergunta decisiva: Êxodo 32:26 em diante:

“Pôs-se em pé Moisés na porta do arraial e disse: Quem é do Senhor, venha a mim.Então se ajuntaram a ele todos os filhos de Levi.”

Isso foi decisivo na vida dos Levitas.  Eles se achegaram ao Senhor, nos próximos versículos Deus os usa para fazer justiça no meio do povo de Deus… Eles foram zelosos.E veja o que Deus fala para os Levitas por terem se achegado ao Senhor e por terem sido Zelosos na casa de Deus.

29 – “Hoje fostes separados para o Senhor, pois cada um foi contra o seu filho, e contra o seu irmão, e hoje Ele vos abençoou”

Desde aquele momento, Deus separou os Levitas para oficiarem no templo e ensinar as leis em todo Israel. Realmente eles foram divididos em Israel, segundo o que Jacó falou.

Foram divididos porem agora para louvar a Deus no Templo e saírem por Israel a ensinar a Lei do Senhor. Todos com um só pensamento, uma só fé, unidos no Senhor… Deus converteu a maldição em benção… O mal em bem, para o louvor da sua glória.

4. Levitas são Profetas.

1Cônicas 25:1

“E Davi, juntamente com os capitães do exército, separou para o ministério os filhos de Asafe, e de Hemã, e de Jedutum, para profetizarem com harpas, com címbalos, e com saltérios; e este foi o número dos homens aptos para a obra do seu ministério…”

Aonde quer que você esteja você precisa ser um ministro do Senhor, um profeta do Senhor, levando a palavra d’Ele. Isso será possível querido (a), quando nos dispormos e nos colocarmos no altar do Senhor.

Preste atenção no que vou dizer: Você é profeta, e todo profeta vê e  ouve o que acontece no reino espiritual, e passa a mensagem quando recebe uma ordem. No seu caso você usa o seu instrumento, o seu corpo, a sua voz para profetizar o que vêm do Senhor, para trazer libertação, cura, quebrantamento etc. Você é luz porque permanece em Jesus Cristo! E luz não combina com trevas! Por muito anos satanás roubou ritmos, danças e outras artes para desviar o homem do propósito de Deus.

A música ou dança, tem um papel fundamental no reino espiritual. Você já percebeu que as pessoas que ouvem músicas que falam de adultério, promiscuidade, sexualidade, fornicação acabam recebendo e concebendo no seu próprio corpo o que as letras as asseguram?! Isso tem tudo seu início no Reino Espiritual –

Tg. 3:15 – “Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica. “

O profeta é um homem separado, santo! E você precisa ser santo, precisa ver e ouvir coisas santas, para profetizar! Você precisa ter os olhos e ouvidos abertos para ver e ouvir o que vêm do Trono do Senhor.

Tg. 1:17

“Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação.”

“Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra;”

Santifique seus ouvidos, sua boca, seu olhos e procure profetizar o que vêm do Senhor. Dançar o que está sendo dançado no céu, cantar o que está sendo cantado no céu, tocar o que está sendo tocado no céu! Haverá momentos em que a adoração na terra se juntará com adoração no céu!

Há referências ao trabalho levítico também nos capítulos 9, 15, 23 de I Crônicas e em II Crônicas 5-8, 17, 24, 29 e 35.  Encontramos relação entre o oficio levítico e o ofício profético.  Jaaziel, um levita dos filhos de Asafe, profetizou a vitória de Josafá (2 Cr 20:14).  Jedutum, o levita, é chamado de profeta do rei (2 Cr 35:15).

 Os profetas maiores fazem algumas referências ao papel dos levitas.  O profeta Isaías falou acerca de Deus reunir os israelitas dispersos (ou talvez gentios convertidos) para servi-lo na qualidade de sacerdotes e levitas: “vem o dia em que ajuntarei todas as nações e línguas; e elas virão, e verão a minha glória. (…) E também deles tomarei alguns para sacerdotes e para levitas, diz o Senhor.” (Is 66:18 e 21).

O profeta Ezequiel descreve uma aguda separação entre os sacerdotes levíticos, a quem denomina filhos de Zadoque, e os levitas infiéis (Ez 40:46; 43:19).  Os filhos de Zadoque são os sacerdotes levitas que permaneceram fiéis a Deus (Ez 44:15 e 48:11).  Os levitas infiéis são denunciados como idólatras e, face sua infidelidade, não poderiam mais se aproximar do altar, nem manusear as coisas sagradas (Ez 44:10-14).

No livro de Esdras encontramos diversas referências aos levitas.  Eles desempenharam uma parte proeminente no lançamento dos alicerces do novo templo (Ed 3:8ss) e quando da dedicação do mesmo (Ed 6:16ss).

Em Neemias encontramos os levitas envolvidos na reconstrução dos muros em Jerusalém (Ne 3:17) e, após seu término, na instrução da Lei ao povo (Ne 8:7-9), tendo uma participação preponderante na vida da nação (Ne 11:3ss, 12:27 ss).

            No Novo Testamento, Barnabé é mencionado como um levita (At 4:36).


5. O louvor na história.

O louvor a Deus está mencionado na bíblia desde os tempos mais remotos da humanidade, o primeiro ministro mencionado na bíblia foi Jubal, da descendência de Caim, pai de todos que tocam arpa e órgão (Gn4:21) , e em toda bíblia podemos ver a importância do louvor.

Sl 103:2

Todo o ser louve ao Deus Eterno, e que eu não me esqueça de nenhuma das suas bênçãos!

A Bíblia deixou bem claro do poder que um louvor sincero pode ter em nossa vida, um dos maiores exemplos disso foi da vitória de Josafá sobre os filhos de Amom e de Moabe nas montanhas de Seir; quando  ele pediu para que os cantores fossem louvando diante do exército e, quando chagaram diante os seus inimigos viram o poder de Deus através do louvor.

2Cr 20:21 e 22

“Depois de consultar o povo, Josafá ordenou que alguns cantores vestissem roupas sagradas e marchassem à frente do exército, louvando a Deus e cantando assim: “Louvem ao Deus Eterno porque o seu amor dura para sempre.”  Logo que começaram a cantar, o Deus Eterno causou confusão entre os moabitas, os amonitas e os edomitas, e eles foram derrotados.”

Muitos foram os ministros que se destacaram na história pela sua dedicação e submissão a Cristo, um exemplo foi Davi, além de ser um exemplo de consagração, ele foi um grande músico, cantor e inclusive inventou vários instrumentos musicais

A música nasceu no reino dos céus, o homem recebeu a música como uma dádiva de Deus, uma vez que somente os anjos podiam tocar louvores à Deus (claramente no livro de Ezequiel) mas o homem, pra não perder o “costume”, desobedeceu à Deus e começou a usar a música de maneira errada, começou a exaltar a mulher que amava, começou a exaltar a carne e hoje podemos ver como está a situação da música.

Deus criou tudo, inclusive a música em todos seus ritmos e estilos.

6. O poder do louvor.

- Texto introdutório: Atos 16. 25-26

- Diferenciar – louvor, adoração e música.

Existe poder no louvor?

- O poder do louvor se relaciona a vários elementos: seu veículo, seu conteúdo, sua origem, seu propósito e seu agente.

Seu veículo: A música

O poder natural da música – uma linguagem universal.

Sua influência psicológica com efeitos físicos – seu uso geral (no dia-a-dia, nos comerciais, nos eventos, nas religiões, na política, na didática, nas forças armadas, nas terapias, etc.) (com motivo ou sem motivo, com objetivo ou por simples prazer).

- Estímulo à memória na fixação de ensinamentos.

- Ativação da memória na recuperação de lembranças.

- Estímulo às emoções (exemplos: agitação, calma, romantismo e patriotismo).

A melodia como poderoso veículo da ideologia. O que a música está trazendo?

Influência na alteração do comportamento (exemplos: músicas “pró-rebeldia”, “pró-suicídio”, ou “pró-sexo”). Nossa música deve ser da melhor qualidade e executada com a melhor técnica.

Seu conteúdo: a palavra

- Nossas palavras, nossa mensagem.

- O poder está condicionado na essência das palavras usadas. É verdade o que cantamos? A verdade tem poder.

- Nossa música deve conter a palavra de Deus como essência indispensável. A palavra de Deus é viva e eficaz (Hb.4.12). Ela faz o nosso louvor vivo e eficaz.

Sua origem: fonte de inspiração

- O poder está condicionado à fonte da inspiração. Cuidado!

- Fontes de inspiração: humana, demoníaca ou divina.

- A Origem do nosso louvor deve ser o céu (onde a música e o louvor foram criados): Inspiração divina, poder de Deus.

- Além do poder natural da música, está em questão o poder espiritual.

Seu destino e propósito

- Intenção, objetivo

O destino do nosso louvor deve ser o céu: devemos louvar com o propósito de agradar a Deus e promover o seu reino. Existem riscos de desvio para: agradar ao homem, conseguir glória humana, conseguir dinheiro. O dinheiro é importante e necessário, mas não podemos fazer dele o alvo ou condição para o nosso louvor.

Seu agente: aquele que louva

- “Aos retos fica bem o louvor” (Salmo 33.1)

- O ministro de louvor precisa estar purificado para que o Espírito Santo atue através dele.

“… a purificação dos levitas para que possam trazer ofertas agradáveis ao Senhor.”

- Duas formas de purificação apresentadas no texto: água ou fogo.

A palavra de Deus é água (João 15.3, Ef.5.26), portanto, conserte-se antes que venha o fogo.

O fogo pode representar uma palavra dura (Jr.23.29) ou as tribulações (I Pd.1.6-7), ou a ira do Senhor (Jr.4.4).

Conclusão: Os efeitos do louvor

- Nosso louvor fixará a Palavra de Deus na memória das pessoas.

- Nosso louvor ativará a memória das pessoas para que lembrem seus pecados e os confessem.

- Nosso louvor influenciará o comportamento das pessoas para a glória de Deus.

Efeitos  do louvor inspirado pelo Espírito Santo: sensibilidade humana à ação de Deus; preparação de um ambiente propício à atuação do Espírito Santo (II Reis 3.15-16; Ef.5.18-19) e desfavorável à atuação demoníaca (I Sm.16.23 – Davi e Saul). Os inimigos são desbaratados e a vitória se realiza (II Cron.20.22).Onde o louvor  acontece, Deus habita e o Diabo não permanece.

7. Amadurecendo como Levitas.

Como vai sua vida de comunhão com Deus?

Como vai sua vida de oração?

Como vai sua vida de adoração no secreto do seu quarto?  Porque se você não fluir em adoração no seu quarto… como quer que flua na Igreja?

Quanto tempo tem ficado na presença de Deus?


Hoje se fala muito de levitas, infelizmente há muitos que não sabem o que é ser um levita, porém mesmo assim se autodenominam como tal. Para entendermos melhor a pessoa do levita vamos estudar sobre a origem deste nome. Levi do Hebraico Lêwi ligado a raiz Iâwê significa juntar , ou ainda Hillawe que significa

UNIR.  O nome Hilalawe (LEVÍ) é da mesma família onomatopaica da palavra haleluia.

Vamos estudar um pouco mais sobre Levi e entenderemos o porquê deste nome.

Gênesis 2:3  “Outra vez concebeu Lia, e deu à luz um filho, e disse: Agora, desta vez, se unirá mais a mim meu marido, porque lhe dei à luz três filhos; por isso, lhe chamou Levi.”

Veja o que lemos: O nome daquele de onde se originou a tribo dos levitas significa unir, vemos agora que essa união referida pelo texto acima se trata da união do esposo com a esposa. Tipologicamente falando podemos concluir que os levitas têm a responsabilidade de unir a Esposa (Igreja) ao esposo (Deus).

A pergunta que surge neste momento a todos os Levitas é:

“Eu estou usando o dom de Deus para unir o que? “

Um equivoco é imaginar que o simples fato de cantar bem, com qualidade e até conseguir emocionar pessoas é o bastante ou que esta seja a missão do levita, porém as responsabilidades do Levita são muito grandes e extremamente sérias.

OSÉIAS 6: 1,2 e 3

“Vinde, e tornemos para o SENHOR, porque ele nos despedaçou e nos sarará; fez a ferida e a ligará. Depois de dois dias, nos revigorará; ao terceiro dia, nos levantará, e viveremos diante dele. Conheçamos e prossigamos em conhecer ao SENHOR; como a alva, a sua vinda é certa; e el descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.”

A Palavra do Senhor é sempre muito clara. Ele, em todo o tempo nos orienta a buscá-lo mais, conhecê-lo mais, e crescermos espiritualmente. O apóstolo Paulo nos fala de deixarmos de ser meninos, e crescermos em maturidade.

1 Coríntios 13:11

“Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino.”

Na igreja podemos ver que o tempo vai passando, e muitos não vão amadurecendo. Continuam com as coisas de menino, continuam com valores, desejos, pensamentos infantis quanto às questões espirituais.

Se vamos crescendo, abandonando as coisas de “menino”, vamos nos aprofundando no relacionamento com o Pai.

1. O que é ser levita? Levita é o servo. Levita e todo aquele que dispõe os talentos que Deus concedeu, para o trabalho do Reino. A “criança” se preocupa apenas em tocar, em cantar, sobretudo nos “grandes cultos“. Se vamos amadurecendo,  vamos entendendo a seriedade de estarmos no altar para cultuarmos ao Senhor.

2. Como atua o levita na igreja? Ele foi dado por Deus como substituto dos primogênitos. De uma forma bem clara, quando nos colocamos diante da Igreja para servir com nossos dons, quando nos empreendemos na realização do culto ao Senhor, como levitas estamos substituindo uma família.

Alguém que está no templo, mas que não está adorando ao Senhor, alguém muito necessitado, alguém oprimido ou bloqueado pelo inimigo.

Enquanto servimos ao Senhor cantando ou tocando, estamos elevando a Ele um culto, e Ele recebe por nós e por mais alguém. Isto é maravilhoso, mas é responsabilidade também. É preciso estar com a vida diante do Senhor de forma limpa, transparente. Não posso ser “menino”, tenho que buscar seriamente, crescer com o Senhor, crescer na Palavra.

Leia Números 3:12 a 45 – 8: 16, 17, 18.

3. O que é o louvor na igreja?

O louvor ao Senhor é uma grande batalha.

Guerreamos contra nossa carne, para elevarmos a Ele um louvor em espírito.

Guerreamos contra nossa alma, para não buscarmos apenas o que nos agrada, nos emociona, ou nos interessa. Precisamos buscar o que o Espírito Santo deseja que ofertemos ao Senhor. · Guerreamos contra satanás e seus demônios, que não querem que adoremos ao Senhor. Eles trabalham intensamente para que as vidas não sejam tocadas pela unção do Espírito Santo.
Não estamos em uma apresentação, um show. Não estamos realizando um hobby, estamos em guerra espiritual que se vence com a vida, dia a dia no altar do Senhor.Busque a Deus dia após dia. Leia mais a Palavra, ore mais, jejue. Tenha seu tempo particular de louvor e adoração ao Senhor todo dia.

1 Co 14.20

” Irmãos, não sejais meninos no entendimento; na malícia contudo, sede criancinhas ”

É tempo de deixarmos de ser apenas músicos e cantores, e darmos alimento mais sólido aos que estão famintos.É hora de deixar nascer dentro de nós verdadeiros adoradores, com sinceras intenções de alimentar-se em Deus, e ser fontes de bênçãos à Igreja de Cristo.

Deus anseia por nosso crescer. Nosso Deus é um Deus de processos.Por exemplo: a gravidez de Maria durou nove meses. Você acha que Deus não poderia ter enviado Jesus pronto do céu? Sim, mas ele respeitou todo o processo humano. Outro exemplo foi a inundação da Terra na história da arca de Noé.

Você acha que Deus não poderia ter enchido a Terra em apenas alguns segundos? Sim, mas Ele permitiu que á água caísse do céu durante semanas! O nosso Deus é um Deus que respeita o processo humano. Da mesma forma, tenho convicção de que Deus também respeita o nosso processo de crescimento espiritual. Ele tem paciência quando erramos e sabe que precisamos de tempo para aprender.

Com relação a isto, o problema maior é quando não nos dispomos a aprender e continuamos no mesmo patamar espiritual durante muito tempo. Ficamos a vida inteira dependentes do pastor, dos líderes, dos presbíteros, dos pais, sendo tratados como crianças espirituais, como veremos posteriormente.

Como sabemos, o ser humano passa por várias fases em uma vida normal: o nascimento, a infância, a adolescência, a juventude, a fase adulta, e a fase idosa. Em cada fase nossos comportamentos se modificam. Quanto mais novos, tendemos ser mais irracionais e ingênuos. Se você disser a uma criança de 4 anos que o super-homem não existe, talvez ela ache graça de você.

Isto ocorre porque cada fase de nossa vida nos trás uma visão diferente das coisas, um linguajar diferente, sentimentos diferentes, etc. Mas o que eu quero dizer com isto tudo? Bem, a nossa vida espiritual se assemelha ao processo que vimos anteriormente. As fases vão desde o nascimento (entrega a Cristo) até a fase idosa (maturidade espiritual). Claro que este último ponto não tem fim. Quanto mais buscamos a Deus, mais crescemos espiritualmente! Isto deveria ser o principal item de nossas vidas.

Levita, se você quer começar a amadurecer espiritualmente, você terá que estudar! “Corra atrás” de seminários, congressos, escolas de louvor, livros, etc.

Devemos estar dispostos a crescer, crescer, crescer, …

Está na hora de resgatarmos a nossa identidade! Levita, está na hora de você começar a ganhar almas para Cristo! Está na hora de adorar em espírito e em verdade, de levar o evangelho ao perdido, … de crescer espiritualmente!

Muitas e muitas pessoas sobem no palco para ministrar tendo ainda visão de criança espiritual, comportamento de criança espiritual, etc.

Muitas e muitas pessoas sobem para ministrar como uma fonte seca, sem nada para falar ou , quando falam, acabam se frustrando e frustrando a igreja.

Quantas vezes somos convocados por Deus para ser adoradores, enquanto estamos sendo apenas músicos e cantores esquecendo do verdadeiro propósito do nosso chamado.

O louvor é um arma que está em nossas mãos, e armas não podem ficar nas mãos de crianças!

É tempo de despertar, de crescer, … e nos tornar servos confiáveis nas mãos do nosso Deus.


8. A importância da técnica para o Levita.

Salmos 33:3

“Cantai-lhe um cântico novo, tocai bem e com júbilo”.

A Unção realmente é necessária para que o Espírito Santo se manifeste em nós através do Louvor e Adoração a Deus. Mas, será que a nossa dedicação ao Ministério também não conta!? Será que o nosso esforço de melhorar cada vez mais através do estudo da Palavra, ao que conta no crescimento espiritual, como também o estudo técnico para um melhor conhecimento e domínio daquilo que temos em nossas mãos não conta para darmos o melhor de nós a Deus!?

Qualidade técnica do louvor é importante:

Todos nós que somos chamados pelo Senhor a algum Ministério, devemos ter em mente 3 coisas importantes:

1. Deus nos chamou e devemos dedicar tempo ao Ministério a que fomos chamados: nesse tempo, além de orarmos para pedirmos que Deus nos dirija através do Espírito Santo, devemos também dedicar tempo para o estudo. Nesse período devemos ter acima de tudo disciplina que é a essência do aprendizado para depois termos Decisão naquilo que faremos durante o Louvor.

2. Devemos nos dedicar cada vez mais através de treinamento para podermos levar ao Senhor o melhor. Os ensaios também são muito importante: devemos ensaiar exaustivamente até termos a música exatamente como ela é…

3. Deus exige que tenhamos habilidade, ou seja, toquemos bem o instrumento: em Sm 16.17-18 vimos que o Rei Saul pede que tragam diante dele um “homem que toque bem” para afastar um espírito maligno que o possuía. Esse “homem” era Davi. Deus só se agrada daqueles que aprimoram suas habilidades.

Os talentos são dados por Deus quando nascemos, não para que o enterremos, mas para que o façamos crescer em nós para depois dá-los ao Senhor com juros. E o Senhor se agradará de nós..

O primor da técnica:

Vemos no livro de Crônicas que os levitas representavam os músicos (ICr 15.22; 16.4-5 e que eram escolhidos por Deus pela sua habilidade (ICr 15.16-19) e consagrados, isto é, viviam exclusivamente para levar o povo de Deus em adoração.

Todo este comprometimento com a obra nos leva a sermos mestres, ou seja, tudo aquilo que aprendemos devemos passar aos futuros Ministros. Por fim, levantamos discípulos para que a obra do Senhor não pare na Igreja devido à nossa falta de conhecimento ou por sermos relapsos com o Ministério.

O Senhor mesmo disse “levantai discípulos”, mas para isso devemos ter total consagração ao Ministério e ao Senhor. Lembre-se: quando levantamos discípulos traremos unção dobrada à Igreja.

“E era o número deles, juntamente com seus irmãos instruídos no canto ao SENHOR, todos eles mestres, duzentos e oitenta e oito.”

Deus usará você com aquilo que você tem. Se você não procurar aumentar o que você tem, de nada adiantará. Você será substituído por outro que esteja melhor preparado. Mas, o Senhor é fiel àquele que se dedica à sua obra.

“Louvai ao Senhor ao som da trombeta, com o sautério e a harpa. Louvai ao Senhor com o adufe e a flauta, com instrumentos de cordas, com címbalos sonoros e vibrantes. Todo ser que respira, louve ao Senhor.”

Sl 150.3-6
Mas, o que é técnica, para que serve, em que ela pode contribuir para a nossa vida?

1. O que é prática?

Segundo o dicionário técnica é o lado material de uma arte ou ciência.

É a prática, norma, é a especialização. Em suma, técnica é o estudo de determinada matéria.

Um exemplo prático no Louvor são os músicos: eles estudam seus instrumentos em um determinado período para poder exercer suas funções dentro do Ministério de Música.

Quanto mais conhecimento tiverem, melhor será o nível do Grupo de Louvor.


2. Para que serve?

Ela serve para aprimorarmos os conhecimentos de determinado assunto. É através dela que desenvolvemos a prática.


3. COMO TER ACESSO?

Através de escolas especializadas. Em qualquer área que você queira atuar, terá uma pessoa ou um grupo especializado para poder ensiná-lo.

Esses mestres também já passaram por isso e continuam sempre se aprimorando para poder dar o melhor nas suas profissões, sejam elas dentro ou fora do Ministério.

4. EM QUE ELA CONTRIBUI NA NOSSA VIDA?

Todo trabalho de ensino exige da pessoa dedicação. Essa dedicação só é exercida através da disciplina. A disciplina é acima de tudo o respeito que nós temos pelos nossos mestres.

A disciplina gera na pessoa humildade e também submissão que é importante para podermos crescer dentro de qualquer área.

Para o cristão e acima de tudo o Levita, a submissão e a humildade em reconhecermos a liderança do Ministério, dos Pastores na Igreja faz com que o Espírito Santo possa atuar de forma mais intensa através dos seus membros dando-lhes profecias, curas, libertação e muito mais.

A unção do Espírito pode aparecer mais claramente dentro da Igreja.

Lembremos que vários profetas no Antigo Testamento também obtiveram êxito no seu Ministério através de uma preparação específica, ou seja, trabalharam para que Deus pudesse usá-los para fazer seus grandes feitos entre o seu povo.

9. Levita: Conhecendo o inimigo.

Estamos em luta permanente contra o nosso inimigo comum – Satanás e suas hostes.  Qualquer exército em guerra tem a necessidade de conhecer seu inimigo!  É preciso saber como o inimigo atua, quais suas armas, suas estratégias, etc.  Observe as palavras de Jesus em Lucas 14:31 e 32 “Ou qual é o rei que, indo entrar em guerra contra outro rei, não se senta primeiro a consultar se com dez mil pode sair ao encontro do que vem contra ele com vinte mil? No caso contrário, enquanto o outro ainda está longe, manda embaixadores, e pede condições de paz.”.

1. Existência, personalidade e natureza de Satanás

A existência de Satanás é ensinada em sete dos livros do Antigo Testamento: Gênesis, I  Crônicas 21:1, Jó 1 e 2, Salmo 109:6, Isaías 14, Ezequiel 28 e Zacarias 3:1 e 2.  Os demônios são mencionados no Antigo Testamento nos seguintes textos: Deuteronômio 32:17, II Crônicas 11:15 e Salmo 106:37.

A existência de Satanás e de seus demônios é ensinada por todos os escritores do Novo Testamento, inclusive nos ensinos do próprio Senhor Jesus.  Das 29 passagens referentes ao Inimigo nos Evangelhos, 25 citações são de Jesus.

a) Acerca da personalidade e natureza de Satanás:

Ele tem todos os requisitos que caracterizam uma personalidade: capacidade de falar (Mateus 4:1-12), vontade (Isaías 14:12), astúcia (II Coríntios 11:3), um ser moralmente responsável (Mateus 25:41).

Quanto à sua natureza, trata-se de um ser criado (Ezequiel 28:15), um ser espiritual (Efésios 6:11 e 12), pertenceu à ordem dos querubins (Ezequiel 28:14).

b) Os nomes conferidos a Satanás na Bíblia:

O nome Satanás (adversário) é mencionado 52 vezes (Mt 4:10), Diabo (acusador, caluniador) é utilizado 35 vezes (At 13:10).  Eis os outros nomes: Maligno (Mt 13:19), Serpente (Ap 12:9), Dragão (Ap 12:7), Tentador (Mt 4:3), Belzebu (Mt 12:24), “o príncipe deste mundo” (Jo 12:31), “o deus deste século” (II Co 4:4) e “o príncipe das potestades do ar” (Ef 2:2).

c) A queda de Satanás e suas conseqüências:

Sua queda foi causada pelo orgulho e ambições ilícitas (I Timóteo 3:6 e Isaías 14:12-14) e fez com que ele se tornasse inimigo de Deus e adversário de Seu povo (Mateus 13:25 e 39 e I Pedro 5:8). Desde a queda e até agora é assassino (João 8:44, Hebreus 2:14), mentiroso (João 8:44, Gn 3:4 e 5) e rebelde (I João 3:8).

d) Em relação aos anjos caídos:

Ele exerce o governo (Apocalipse 12:7-9). Também exerce controle sobre o mundo (I João 5:19). Originalmente, o planeta foi criado por Deus e entregue ao controle do homem (Gênesis 1:27 a 30) porém, com a queda do homem, este governo foi passado ao Maligno (Lucas 4:6). Apocalipse 13:2 demonstra a influência que o Dragão exerce sobre o mundo.

e) Opõe-se à Obra do Senhor Jesus Cristo e de Sua Igreja:

Impedindo os incrédulos de compreender a Verdade (II Coríntios 4:4), implementando a falsa igreja e a pregação de um falso evangelho (II Coríntios 11:13-15) e patrocinando toda sorte de perseguição aos crentes (Apocalipse 2:10). Arrebata a Palavra semeada em muitos corações (Lucas 8:12) e coloca seus súditos no meio dos filhos de Deus como estratégia para prejudicar a Igreja (Mateus 13:25 e 38).

f) Quanto ao poder que o Diabo tem:

Seu poder não é negado na Bíblia (II Tessalonicenses 2:9). O diagnóstico de Pedro acerca do mal que atingiu Ananias e Safira bem demonstra este poder: “por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo…?” (Atos 5:3).  Ele e seus demônios têm poder para infligir doenças físicas e mentais nas pessoas (Lucas 13:11,  I Coríntios 5:5, Marcos 9:17, Marcos 5:3). Tem poder para matar pessoas! (Hebreus 2:14 e João 10:10).

g) Ainda em relação ao povo de Deus:

Acusa e calunia os servos do Senhor (Apocalipse 12:10).  Coloca dificuldades e obstáculos à Obra (I Tessalonicenses 2:18).  Tenta influenciar os servos de Deus para que não cumpram Seus propósitos (Mateus 16:21-23).  Arma astutas ciladas, arremete dardos inflamados… (Efésios 6:11 e 12). Tenta os filhos de Deus para a prática de atos imorais (I Coríntios 7:5). Usa alguns para se oporem ao progresso na fé cristã de novos irmãos (Atos 13:8-10).

2. A obra redentora de Cristo e a derrota de Satanás:
i. Cristo foi manifestado para destruir a obra de Satanás (I João 3:8).

ii. Cristo nos transmitiu autoridade sobre todo espírito maligno (Lucas 10:17-18).

iii. A morte e ressurreição de Jesus já condenaram o diabo (João 16:11).

iv. Através da cruz, o poder que Satanás tinha sobre a morte foi anulado (Hebreus 2:14 e 15).

v. A vitória dos salvos sobre Satanás é embasada no sangue do Cordeiro (Apocalipse 12:11).

vi. Através de Jesus Cristo, o crente tem poder para resistir a Satanás (Mateus 10:1 e Tiago 4:7).

vii. Satanás já está julgado (João 16:1).

3. Nossa atitude para com Satanás:

i. Um filho de Deus não deve ter medo do Diabo e dos demônios (II Timóteo 1:7);

ii. É preciso confiar que o nosso Deus é por nós!  Ele prometeu estar conosco (Mateus 28:20) e se coloca como nosso intercessor (João 17:15);

iii. Não esqueça de que Satanás é um ser limitado: não é todo poderoso, onisciente, nem onipresente.  Maior, infinitamente maior, é o nosso Senhor! (I João 4:4);

iv. Dependa de Deus em oração. Ore para que Deus o livre do Maligno (Mateus 6:13 e Efésios 6:18);

v. Seja sempre vigilante e sóbrio (I Pedro 5:8);

vi. Não fale do Diabo com desdém ou provocação (Judas 9);

vii. Confie que Deus é fiel em nos guardar do Maligno (II Tessalonicenses 3:3);

viii. Revista-se de toda a armadura de Deus (Efésios 6:10-18);

ix. Acostume-se a usar da autoridade do nome de Jesus (Atos 3:16 e 16:18).

10. Postura de um Levita.

Um ministro não apenas canta ou toca, ele jejua, dá testemunho, dá uma palavra à igreja, prega e tem testemunho da vida cristã. Para você falar o que Jesus é, você precisa ser o que Jesus quer!

Tanto o Ministro e principalmente a equipe de louvor, devem manter a maior reverência possível, pois todos visitantes estão de olho em você! Todo e qualquer movimento que você fizer eles o verão!

Não se deve:

- Conversar ou combinar arranjos durante o culto;

- As mulheres não devem usar roupas muito curtas ou decotadas;

- Virar as costas para o a igreja;

- Deixar de usar Bíblia, o louvor não apenas toca ou canta, ele deve ser um exemplo, orando, lendo a bíblia.

e participando de todos os cultos!

- Nunca afinar instrumentos na hora do culto, pois além de ser uma falta de educação, isso irá quebrar a reverência do culto;

- Nada de chegar atrasado e muito menos sair da igreja depois de tocar;

- Se caso alguém errar nunca olhe para trás (talvez ninguém tenha notado!);

- Seja sempre discreto, se algo der errado acontecer, deixe parecer que está tudo sob controle; Não deixe de tocar por uma simples discussão, seja adulto, peça o perdão;

- Muitos ministros gostam de fazer “aquela pregação” entre uma música e outra, evite isso, pois pregação é papel do pastor!

- Não abandone seu posto na hora da pregação; muitos músicos acham que seu culto acabou na hora em que começou a pregação.

- Só desligue o seu instrumento na hora em que o culto for encerrado, pois alguém pode pedir uma música especial.

- Evite criar “certas manias” ao executar o instrumento, principalmente diante da igreja.

- Não discuta por coisas banais e nem alimente o ódio por um simples erro do companheiro.  (quem é que não erra?);

- Não chegue atrasado, não tem motivo que justifique seu atraso.

Um Levita não apenas canta ou toca, ele jejua, dá testemunho, dá uma palavra à igreja, prega e tem testemunho da vida cristã.

11. Cultive sempre o Perdão.

a) Devemos perdoar como Deus nos perdoou: Ef.4:32; Mt.18:21-35.

b) Não há limite de vezes para perdoar: Mt.18:22.

c) Devemos perdoar mesmo que a pessoa não peça perdão: Mt.5:23-24.

Consequências da falta de perdão

a) Se não perdoarmos, Deus não nos perdoará: Mt.6:14,15.

b) Quem não perdoa fica espiritualmente preso: Mt.5:25; Mt.18:34.

c) A falta de perdão dá vantagem ao diabo: II Co.2:10,11.

d) Não resolve a mágoa e ainda piora situação.

Liberando o perdão

a) O perdão não é um sentimento, é uma decisão e também uma atitude de fé.

b) O perdão deve ser continuamente renovado.

c) Precisamos ver nossos ofensores como vítimas: Lc.23:34; At.7:60.

d) Devemos nos tornar “mensageiros” do perdão: Mt.5:9.

Tratando com o passado

a) Deus apagou nosso passado – Rm.8:1; II Co.5:17.

b) Mas muitos pecados deixam conseqüências – II Sm.12:9-14.

c) Importância de ser “transparente” quanto ao que já ocorreu e não renovar a questão. (Pv.17:9)

Estudo retirado do Mônica Korber, Arquivo para Levitas e elaborado pelo ministro de música Emerson Gonçalves.

Deus os abençoe. 


fonte: http://www.atendanarocha.com/2015/02/quem-sao-os-levitas-eles-ainda-existem.html#more

Maria Madalena, a discípula amada


Wilma Rejane

"Quando Jesus ressuscitou, na madrugada do primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena, de quem havia expulsado sete demônios."Marcos 16:9

Magdala ou Madalena era uma próspera cidade situada cerca de três quilômetros de Cafarnaum, seu nome se traduz em "torre", para lá concorriam os comerciantes de peixes. Segundo o historiador Flávio Josefo,nos anos 30 depois de Cristo, Magdala tinha cerca de 40 mil pessoas e uma frota de 230 barcos para exportação de peixes. Também tinha a péssima fama de abrigar muitos prostíbulos, por isso, dizem, a cidade fora destruída nos muitos embates entre cruzados. 

É desse lugar que surge a discípula de Jesus mais citada nos Evangelhos: Maria de Madalena. Ela auxiliava Jesus com seus bens, sua renda (Lucas 8:3), o que indica que tinha certa posse. Não sabemos detalhes da vida desta mulher, sua família, trabalho, não é dito. Lucas diz que ela era uma entre tantas outras mulheres que haviam sido curadas de enfermidades e possessões demoníacas, contudo, destaca que somente de Madalena foram expulsos sete demônios(Lucas 8:2). Quais eram as enfermidades, quais os vícios, os pecados desta mulher? Não sabemos além do que as especulações permitem.

O testemunho de Madalena é uma prova do que um encontro real com Jesus pode proporcionar. Ela foi transformada de tal forma que sua gratidão pelo filho de Deus dava agora, todo o sentido a sua vida. Jesus olhou para a pecadora, perturbada, doente  e enxergou não apenas o presente, mas também o futuro. Ele viu o que ela era e o que viria a ser. Somente Jesus tem essa capacidade de conhecer o que está no profundo do coração humano. Madalena era alguém que havia perdido a identidade por causa da corrupção da alma. E Jesus conseguia vê-la limpa,liberta, feliz, mesmo quando ela ainda não era assim. O amor tem esse dom de enxergar além do que os olhos podem ver. 

Jesus amou Madalena, assim como ama todo e qualquer pecador. E Jesus restaura e devolve a identidade a todo e qualquer pecador que deseja segui-Lo e servi-Lo. Esta mulher era tão grata pela nova vida, que cultivou em si a meta de doar aquilo que recebeu: amor. Gosto do modo com que Jean-Yves-Leloup comenta o fato de Madalena ser amada por Jesus e ter tido o privilégio de ser a primeira discípula a encontrá-Lo após a ressurreição:

"Madalena é a revelação de que Deus não amou um povo ou uma pessoa em razão de suas qualidades. Ele os amou para serem testemunhos de um amor que transborda. Mesmo quando formos excluídos pelos homens saibamos que existe um outro recurso, o recurso do amor de Deus que nos acolhe, quaisquer que seja nossa aparência magnifica ou deplorável".

Alguns teólogos não suportam o fato de Madalena ter sido a primeira a ver Jesus ressuscitado." Uma mulher? Por que Ele a escolheria? A tradução deve estar equivocada, Marcos 16 que narra o encontro na entrada (ou saída) do sepulcro foi adicionado posteriormente, só pode." Mas está escrito e ninguém poderá apagar que Jesus reapareceu ressuscitado para ela e pediu que ela transmitisse as boas novas aos demais discípulos. Ela era a expressão da graça de Deus,o avesso de uma vida que somente Jesus conseguiu compreender os caminhos, as linhas, as entrelinhas, os remendos que haviam na alma.  "Remendo novo não cabe em veste velha" (Mt 9:16), por isso Jesus troca as vestes espirituais de Madalena, devolvendo-lhe a dignidade,  paz, a felicidade que ela procurava mas não tinha.

Jesus havia curado as feridas de Madalena, quantas cicatrizes testemunhavam do milagre? Aquelas cicatrizes nos pulsos, mãos e pés de Jesus,o sepulcro, a condenação, tudo era para Madalena, era para todos nós, encerrados sob o véu do pecado e da morte. 

Em nenhum lugar da Bíblia está dito que Madalena tenha sido prostituta, essa ideia porém, foi propagada a partir de um sermão do papa Gregório Magno que afirmou ser Maria Madalena a prostituta arrependida que ungiu os pés de Jesus no jantar na casa de Lázaro. Mas isto é especulação. Maria era um nome comum em Israel e haviam muitas Marias entre as seguidoras de Jesus, só para citar algumas: Maria, esposa de José, Maria mulher de Clopas (João 19:25), Maria irmã de Marta (João 11:1) e a própria Maria nascida em Magdala. Talvez o fato de Madalena ser de uma cidade de vida noturna agitada, onde os estrangeiros comerciantes frequentavam os prostíbulos ali existentes, tenha colaborado para afirmação de Maria ser prostituta. Pelo sim pelo não, o que importava agora era o fato de Maria ela ser uma nova mulher,  segura e feliz a partir de um encontro real com Jesus.

O que marca a história de Madalena é a sua transformação, possível através do amor de Jesus pelos miseráveis. Mulheres não eram tão valorizadas no período que contempla a estadia do filho de Deus em carne e sangue entre os homens. Elas eram subjugadas a uma cultura negativista de exclusão e Jesus vem provocando mudanças nesse processo social, conferindo o valor devido a mulher. Elas foram um elo em seu ministério, um marco que de forma tão sublime contempla a Criação de Deus nas palavras do Gênesis 2:20: " Farei para o homem (macho), uma adjutora, auxiliadora, para estar diante dele". As Marias eram auxiliares do filho de Deus, amadas, tão importantes em Seu ministério que puderam ser vistas aos pés da cruz, quando todos os demais não suportando as afrontas, O abandonaram. Madalena estava lá, contrita, pesarosa pelo sofrimento que a libertaria de uma vez por todas para um convívio na eternidade, junto Àquele que mais amava e que a tinha amado como ninguém.

Esse é o cristianismo verdadeiro, da transformação, restauração, de amor pelos miseráveis. 

Deus o abençoe.

Fontes:

BÍBLIA. Português. Bíblia de Estudo Plenitude, Tradução João Ferreira de Almeida, São Paulo, Sociedade Bíblica do Brasil, 1995.

LELOUP. Yves. Maria de Madalena.2005. Tradução de Lise Mary Alves. Editora Vozes RJ, pg.101

fonte:http://www.atendanarocha.com/2015/02/maria-madalena-discipula-amada.html#more

Sete marcas de um pecado mortal

 
Nem todo pecado significa a mesma coisa. Apesar de todo pecado te colocar sob a ira de Deus, e enquanto qualquer pecado é suficiente para criar um eterno abismo entre Deus e o homem, nem todo pecado é idêntico. No capítulo 9 do seu livro Overcoming Sin and Temptation [Vencendo a Tentação e o Pecado], John Owen quer que você pense sobre aquele pecado presente em sua vida, para analisar se é um pecado “ordinário”, ou se é um daqueles que são particularmente mortais e que, portanto, requerem algo mais do que o padrão comum de mortificação. A letalidade de um pecado não está tão relacionada à categoria desse pecado, mas a quão profundamente enraizado ele está em sua vida, e a como você tem respondido a Deus à medida que Ele tem revelado-o para você.

Aqui estão sete marcas de um pecado profundamente mortal:

1. Seu pecado é profundamente enraizado e habitual. Talvez haja alguns pecados que estão na sua vida por tanto tempo e com tanta incidência que você nem o acha mais chocante ou particularmente incômodo. Sua mente e consciência se endureceram para esse pecado e agora ele está profundamente entranhado em seus pensamentos e hábitos. Você, meu amigo, está em um lugar perigoso quando você se torna indiferente em relação a esse pecado. “A não ser que algum curso de ação extraordinário seja tomado, tal pessoa não tem base para esperar que o seu fim tardio seja pacífico”.

2. Você proclama a aprovação de Deus, mas sem combater o pecado. Você sabe que um determinado pecado é prevalente em sua vida, e mesmo assim você continua dizendo que é aceito em Cristo. Mesmo que Deus tenha revelado aquele pecado à você, e mesmo que você não tenha feito nenhum esforço real para mortificá-lo, você continua proclamando a graça de Deus em relação a você e você continua se confortando na paz do evangelho. Owen deseja que você saiba que não se pode pregar a paz de Deus para você mesmo enquanto abraça aquele grande pecado. O evangelho não oferece conforto àqueles que dançam lentamente com seu pecado favorito.

3. Você aplica a graça e a misericórdia àqueles pecados que você não planeja mortificar. Você não pode afirmar que o evangelho cobriu o seu pecado se você não planeja lutar contra ele. “Aplicar a misericórdia a um pecado que não é vigorosamente mortificado é fazer prevalecer os desejos da carne em sobreposição ao evangelho”. Algumas vezes o coração deseja paz com Deus, mas ao mesmo tempo deseja a satisfação naquele pecado. Nesses casos, você pode até rapidamente olhar para o evangelho para aliviar sua consciência, mesmo que não tenha nenhuma intenção de parar de pecar. No entanto, o evangelho não nos permite a aplicar a misericórdia e graça de Deus a um pecado que você ama e ao qual pretende se prender.

4. O pecado é frequentemente bem sucedido em seduzir os seus desejos. Há momentos em que seu coração se deleita em um pecado, mesmo que, na verdade, você não cometa esse pecado externamente. Se um pecado começa a ser seu deleite e começa a ocupar uma posição importante em sua alma, é um perigoso sinal de que esse é um pecado particularmente mortal. Isso é verdade até mesmo se você não comete aquele pecado. Se seu deleite é no pecado, não em Deus, sua alma está sendo levada para longe do seu Salvador.

5. Você debate contra o pecado apenas por temor de receber a punição. Esse é um sinal de que o pecado apoderou-se significativamente da sua vontade, quando você debate contra o pecado ou não comete esse pecado apenas por temer a punição. Nesse caso, seu deleite não é fazer a vontade de Deus, mas você apenas teme as consequências da sua desobediência. Um verdadeiro cristão combate o pecado como um desejo de agradar a Deus e de encontrar deleite em nEle

  
6. Você percebe que Deus está permitindo um pecado na sua vida apenas para alertá-lo de outro pecado. Há vezes em que Deus permite que você lute contra um pecado para expô-lo a um pecado mais profundo. “Um novo pecado deve ter sido permitido, bem como uma nova aflição enviada, para trazer um velho pecado à memória”. Nesse caso, Deus está exercendo sua disciplina paternal. Se Deus está te disciplinando por meio de permitir outro pecado ou trazendo a você algum tipo de aflição, Ele está mandando uma mensagem sobre a dureza do seu coração e a profundidade do seu pecado. Considere o aviso!

7. Você endureceu seu coração contra Deus enquanto Ele estava expondo seu pecado a você. Deus graciosamente revela seu pecado por meio de Sua Palavra, por meio da consciência, por meio de outros cristãos e por vários outros meios. Quando Ele revela o seu pecado, Ele também o instiga a agir contra esse pecado. Se você continuamente rejeita a ajuda dele e endurece seu coração em relação a esse pecado, você está em um estado muito, muito perigoso. “Indescritíveis são os males aos quais o coração nesse estado está sujeito. Cada aviso em particular para um homem em tal estado é inestimável misericórdia; como então ele despreza o Deus que o confronta com esses avisos? E que paciência infinita é essa de Deus, tal que não expulsa esse alguém e não jura em sua ira que ele nunca entrará em Seu descanso!”

Cristão, analise seu pecado, e lute fortemente contra ele. É a graça de Deus que revela seu pecado, e é a Graça de Deus que te fornece tudo que você precisa para mortificar o seu pecado.

Autor Tim Charlles

fonte: http://www.atendanarocha.com/2015/02/sete-marcas-de-um-pecado-mortal.html#more

Compreendendo o dom de línguas

 
Wilma Rejane

O fenômeno ocorrido no dia de Pentecostes, em 33 d.C. quando os apóstolos e outros discípulos receberam do derramamento do Espírito Santo, com a evidência do falar em línguas, ainda hoje é motivo de controvérsias. A Igreja cresceu, se expandiu para fora dos limites de Jerusalém e atualmente o dom de Línguas é também propagado por outras religiões, gerando assim dúvidas, mitos, exaltação e rejeição por parte dos crentes.

O tema é polêmico e o objetivo desse artigo é tão somente, através do confronto com as Escrituras, reafirmar a importância desse dom, por muitos, considerado inútil. Para outros, considerado extinto.

Na profecia de Isaías.

Apóstolo Paulo, em exortação a Igreja de Coríntios cita uma passagem do Antigo Testamento, livro de Isaías 28: 11,12. “Assim por lábios estranhos, e por outra língua, falará a este povo. Ao qual disse: Este é o descanso, daí descanso ao cansado; e este é o refrigério; porém não quiseram ouvir” .

Deus proveria o dom de línguas para igreja, como  refrigério, descanso.  Em grego temos “menuchah”, se referindo a um lugar de descanso, sossego, refrigério, consolo, paz, silêncio e condição de repouso. É derivado de “nuach” um verbo que significa: descansar, acalmar, tranquilizar, consolar. Partindo desse radical, podemos fazer uma releitura do Salmo 23:2 da seguinte forma: “guia-me mansamente as águas de menuchah (as águas tranquilas)”.

Sabemos que em Cristo Jesus, recebemos a paz que excede todo entendimento. Somente Ele é capaz de promover a satisfação plena do homem, em todos os aspectos. Essa paz se tornou possível porque Cristo veio como homem, nasceu morreu e ressuscitou, ascendeu ao céu e prometeu  nos enviar um consolador, O Espírito Santo de Deus.

É sobre esse tempo que fala Isaías, o dom de línguas é o único que não está evidente no Antigo Testamento, ele é profetizado e está como sinal para a igreja testemunha de Cristo. E a igreja de Cristo é esta assentada sobre a pedra da revelação, dos dons, da operação do Espírito Santo, cuja obra produz o novo nascimento. Um nascimento espiritual que dá acesso a salvação. 

É fato, que a partir do novo nascimento, dispostos a enfrentarmos novidade de vida, nos lançamos em uma caminhada de renúncia, enquanto vida tivermos. Enfrentamos toda espécie de lutas, internas e externas. Muitos, são os que esfriam na fé, perdem o ânimo, caem, desistem, e sentindo-se fracassados, perdem a alegria da salvação. Isto é constatado no livro de Apocalipse. Quando Jesus se dirige as sete Igrejas, cada uma atravessava problemas no que tange a caminhada de fé:
  • Igreja de Éfeso: “lembra-te de onde caíste, e arrepende-te e praticas as primeiras obras” - o amor não era mais fervoroso. Ap 2: 1-7
  • Igreja de Pérgamo “Seguem a doutrina de Balaão- tolerava  heresias. Ap 2:12-17
  • Tiatira: tolerava o culto idólatra e a imoralidade Ap 2:18-29
  • Sardis: era uma igreja morta Ap 3:1-6
  • Igreja de Laodiceia: “Não és frio nem quente: quem dera fosses frio ou quente”, eram indiferentes. Ap 3:14-22.

Esmorecer na caminhada cristã é, portanto, uma realidade. O dom de línguas surge como um revestimento especial, dado por Deus, para fortalecer o crente. É uma habilidade sobrenatural que permite ao Espírito Santo se expressar diretamente através de nós. Ele fala o que precisa ser falado e que nós de maneira natural, não falaríamos. Isto produz paz, descanso e mais que isso: produz edificação pessoal e profecia para igreja.

Paulo  se dirigindo a igreja de Coríntios diz: 

“Dou graças a Deus por falar em línguas mais do que todos vocês. Todavia, na igreja prefiro falar cinco palavras compreensíveis para instruir os outros a falar dez mil palavras em língua. ”1 Coríntios 14:18-19
  • Paulo confessa ter recebido o dom de línguas
  • Ele orava em línguas em secreto, em devoção pessoal a Deus
  • Na igreja Paulo preferia falar de modo compreensível, em língua que todos falavam.

Definições para Dom de Línguas:

“Chegando o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos num só lugar. De repente veio do céu um som, como de um vento muito forte, e encheu toda a casa na qual estavam assentados. E viram o que parecia línguas de fogo, que se separaram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito os capacitava. Havia em Jerusalém, judeus, tementes a Deus, vindos de todas as nações do mundo.Ouvindo-se este som, ajuntou-se uma multidão que ficou perplexa, pois cada um os ouvia falar em sua própria língua. Atônitos e maravilhados, eles perguntavam: "Acaso não são galileus todos estes homens que estão falando? Então, como os ouvimos, cada um de nós, em nossa própria língua materna? “ Atos 2:1-8

Tradução para línguas em Atos 2:

1-  "línguas" = glossa normalmente se refere tanto a língua como um órgão físico como a uma linguagem humana.
2- dialekton- dialektos- línguas estrangeiras, idiomas.

As línguas que foram faladas eram idiomas, o sobrenatural consistia no fato de que eles falavam por mérito Divino, Deus os capacitou, distribuiu o dom de idiomas como maravilha. Os estrangeiros: medos, persas, elamitas, mesopotâmicos, etc.se admiraram de que homens indoutos, não versados em escolas de idiomas, não poliglotas, pudessem falar perfeitamente cada idioma.
A expectativa do Antigo Testamento, da promessa de Cristo sobre o derramar do Espírito Santo tem seu cumprimento em Atos 2. As línguas foram um sinal da presença do Espírito Santo, Jesus profetizou sobre isso em Mateus 16:7: “ E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas.”

Línguas Como Jargão:

Uma "onda" de erros tem se estabelecido nas igrejas pentecostais, neopentecostais e católicas romanas carismáticas, onde, falar em línguas, é uma repetição de jargões. Chega-se ao absurdo de ensinar a falar línguas, algo totalmente anti bíblico. Há uma confusão generalizada onde todos falam ao mesmo tempo, sons repetitivos que não se traduzem, não têm significado. Esse não é um comportamento  de acordo com as recomendações Bíblicas.
O dom de línguas, conforme vimos, conduz a expressão sobrenatural de se falar um idioma. Uma língua que o crente jamais falaria por seus próprios méritos.

Línguas Como edificação:

“O que fala língua estranha edifica-se a si mesmo” I Cor 14:4

A palavra edificação é oikodomeo que se traduz por se “construir uma casa, tijolo a tijolo”. É como se ao falar em língua, estivéssemos erguendo um edifício, tijolo a tijolo. Construindo uma fortaleza para nossa vida cristã. Deus, além de nos conceder o menuchah (refrigério), concede conhecimento: “Porque o que fala em língua desconhecida não fala aos homens senão a Deus; porque ninguém o entende e em espírito fala em mistérios” I Cor 14:2.

O propósito das línguas na igreja

Primeiro de tudo, vale dizer que Deus ouve toda oração que é feita com fé: pequena, grande, silenciosa... Ele escuta até mesmo pensamentos. Deus, não faz acepção de pessoas. Porém, existe um revestimento especial advindo da oração em línguas. Ela produz crescimento pessoal, espiritual, refrigério diário: “Este é o descanso, daí descanso ao cansado; e este é o refrigério; porém não quiseram ouvir” Is 28:13.  Além de enfatizar o refrigério, profetizado por Isaías, as línguas surgem com outras funções:

  • Línguas é cumprimento da profecia de Isaías (Is 28:11)
  • É cumprimento da profecia de Jesus Cristo (Marcos 16:17)
  • É prova da ressurreição e glorificação de Jesus ( João 16:7 e Atos 2: 26)
  • É uma evidência da presença do Espírito Santo ( Atos 2,4)
  • É um dom espiritual para autoedificação ( I Coríntios 14:4 e Judas 20)
  • É dom para edificação da igreja, quando houver interpretação ( I Cor 14:5)
  • É um dom especial para comunicação com Deus e adoração pessoal ( I Coríntios 14:15)
  • É um meio pelo qual o Espírito Santo opera em nós ( I Coríntios 14: 14)
  • É meio de regozijo ( Efésios 5:18,19 – I Coríntios 14:15)
  • É confirmação da Palavra de Deus pregada ( Marcos 16: 17,20 e I Coríntios 14:22)

Oração em Espírito:
  • Porque, se eu orar em língua desconhecida, o meu espírito ora bem, mas o meu entendimento fica sem fruto. Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento. De outra maneira, se tu bendisseres com o espírito, como dirá o que ocupa o lugar de indouto, o Amém, sobre a tua ação de graças, visto que não sabe o que dizes? 1 Coríntios 14:14-16 
  • Mas vós,amados, edificando-vos a vós mesmos, sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo. Judas 20.
  • Orem no Espírito em todas as ocasiões, com toda oração e súplica; tendo isso em mente, estejam atentos e perseverem na oração por todos os santos. Efésios 6:18
Qual a diferença entre orar com o espírito e orar com o entendimento? Está claro que Paulo fala de dois tipos de oração, ou dois estados em que se ora. Compreendo que com o entendimento seja com o intelecto, de modo natural, em nossa própria língua. Orando no Espírito é a oração em línguas, em idioma dado por Deus no momento em que se ora. Se a oração em Espírito produz profecia porque fala de mistérios que somente o Espírito de Deus conhece, quem ora em línguas é profeta e o espírito do profeta está sujeito a ele ( I Coríntios 14:32). Assim, o que ora pode exercer o autocontrole, pode intercalar oração com entendimento e oração em Espírito. Pode escolher não falar em línguas em público para não causar confusão na igreja.

Quer dizer que quem ora com o intelecto, não possui o Espírito Santo?

De modo algum! O cristão que ora sem o dom de línguas, recebe o auxílio do Espírito Santo na oração. O Espírito o instruí sobre o que deve pedir, o que deve falar:

  • Da mesma forma o Espírito nos ajuda em nossa fraqueza, pois não sabemos como orar, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis.  Romanos 8:26

Medo de Falar em Línguas

Algumas denominações proíbem seus membros de buscar esse dom, por acreditarem ser obra do diabo, por julgarem desnecessário, uma coisa do passado, histórica, não mais disponível. Existem muitos mitos, envolvendo o tema. Contudo, escolho acreditar na Bíblia. Este dom é descrito tanto no Antigo como no Novo Testamento e tem sua utilidade, ainda que muitos não compreendam ou rejeitem.

Falar em línguas, não é entrar em êxtase, transe, mudar de aparência, tonalidade de voz, se isto acontecer é porque há algo errado. Também não é balbuciar palavras repetidas. É tão somente comunicar-se com Deus sob intercessão direta do Espírito Santo. É a boca falando mistérios de Deus que somente o Espírito Santo poderia revelar: “porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus senão o Espírito de Deus” I Cor 2:11.

Línguas e presença do Espírito Santo:

“Recebeste já o Espírito Santo quando crestes?” At. 19:2.

Falar em línguas não significa ser mais espiritual, ter mais fé, ser especial. Nada disso. Muitos cristãos sinceros e admiráveis podem não possuir este dom. “Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. Há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos” I Cor 12: 4,6. Alguém pode não falar em línguas e possuir outros dons  úteis para o ministério. E alguém pode não falar em línguas e ser selado com o Espírito Santo. O fato de alguém arrepender-se dos pecados e entregar sua vida a Cristo já é obra do Espirito de Deus.  Este é quem convence o homem do pecado, da justiça e do juízo ( João 16: 8-10). Não há porque afirmar que somente através do dom de línguas há comprovação da presença do Espírito Santo.

Minha experiência pessoal

Encontrei muitas dificuldades para compreender o emprego correto do dom de línguas. Comecei minha vida cristã em uma pequena congregação Batista tradicional, recebi o revestimento do dom de línguas em casa, enquanto orava. Tinha acabado de ler o livro de Atos e estava transbordando de alegria pela formosura do Senhor, pelo chamado missionário de Paulo e as conversões. Radiante, contei para o meu pastor a boa notícia e voltei por demais decepcionada para casa: “Wilma, qualquer pessoa pode falar em línguas, isto não quer dizer nada, é como um teatro” e daí ele começou a pronunciar palavras repetidas, enquanto eu reprimia meu choro. Não dava mais para ficar naquela igreja, mesmo porque o assunto se espalhou e as irmãs me viam como um escândalo.

Fui para uma igreja pentecostal e tive decepções ainda maiores: A desordem nos cultos me incomodava. O pastor ordenava: “falem em línguas, profetizem!” Também não era ali o meu lugar. Sofri e no secreto falava com Deus: “Senhor sei que tudo que vem de Ti é precioso, se este dom for para o meu bem deixa-me com ele, se não retira-o”. O Senhor não retirou, e testifico quão maravilhoso é dialogar com Deus dessa forma.

Hoje congrego em uma igreja Batista tradicional e em secreto adoro o Senhor no Espírito. Quando me faltam palavras no idioma português para dialogar com Deus, o Espírito Santo provêm o sobrenatural, elevado, acima, com canções e também interpretações do que oro. O Senhor me concedeu a maravilha de falar outros idiomas e é dessa forma que Ele refrigera minha alma, fortalece minha fé.

Na igreja, sigo a orientação Bíblica de falar em idioma compreensível. O dom não é para exibição pública,não é para exaltação humana, mas para glorificar a Deus.

" Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus. ”1 Coríntios 14:28

O mérito não é do homem, é de Deus. A glória é Dele, o dom vem Dele e não há porque vangloriar-se, pois sem Deus, nada aconteceria de sobrenatural. E como disse Paulo, sem o amor, as línguas não edificam, o que fala é como um metal zunindo.

Língua dos anjos e dos homens

“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse o amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine” I Cor 13:1.

Aqui temos mais uma referência às línguas: dos homens e dos anjos. Interpreto, e de acordo com o contexto deste artigo, que a língua dos anjos não é algo incompreensível, mas  sobrenatural por falar mistérios de Deus. 

Todas as vezes que anjos apareceram em relatos Bíblicos, eles se fizeram entender, falando em idioma totalmente compreensível. Contudo, falando de coisas que nenhum homem estava capacitado a conhecer de modo natural.

Exemplo:

Um anjo fala com Daniel: “E me disse: Daniel, homem muito amado, entende as palavras que vou te dizer, e levanta-te sobre os teus pés, porque a ti sou enviado. E, falando ele comigo esta palavra, levantei-me tremendo. Então me disse: Não temas, Daniel, porque desde o primeiro dia em que aplicaste o teu coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, são ouvidas as tuas palavras; e eu vim por causa das tuas palavras.” Daniel 10:11-12

Assim, o que Paulo enfatiza para a igreja de Coríntios, em língua dos homens e dos anjos é: falando eu de modo natural (homem) ou sobrenatural (como os anjos), sem o amor, seria como o metal que soa cujo som nada transmite de inteligível.

Paulo repreendeu a igreja de Coríntios porque eles estavam supervalorizando o dom de línguas, mas esquecendo do fruto supremo do Espírito Santo que é o amor. Havia desordem, traições, contendas em uma prova real de que os dons podem não produzir santidade se houver em nós a servidão ao pecado. Jesus faz uma alerta sobre isso em Mateus 7:22,23:

 “Muitos me dirão naquele dia: 'Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres? Então eu lhes direi claramente: Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês que praticam o mal!”

Edificados Por Deus, Capacitados a Amar.

Dizer que orar em línguas é desnecessário porque não edifica a Igreja, é interpretar erradamente as Escrituras. “O que ora edifica a si mesmo”. Irmãos que crescem no conhecimento, ajudam outros irmãos. Que bom seria se todos pudessem orar em línguas! Se todos compreendessem o que Deus tem a nos oferecer através desse maravilhoso dom! Um “tijolo” firmado corretamente sustenta outros, não? Mas um “tijolo” fora do prumo, põe em risco toda uma estrutura.

Dizer que esse dom não existe é negar a Escritura.

Em I Coríntios 1: 5-7 está escrito:

“Porque em tudo fostes enriquecidos nele, em toda a palavra e em todo o conhecimento (Como o testemunho de Cristo foi mesmo confirmado entre vós). De maneira que nenhum dom vos falta, esperando a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo”

Dom= charisma= gratificação, de graça, livre, milagrosamente.

Não há alegria maior para um cristão nessa terra  do que a de ser instrumento de Deus para abençoar vidas.  Recebemos de graça o que há de mais precioso no mundo, que são os dons de um Deus amoroso, bondoso e justo. Dons para que pudéssemos transmitir ao mundo aquilo que o mundo não pode transmitir aos homens.


Concluindo...

Fico ouvindo os debates à cerca do assunto, pessoas zombando de quem acredita ou fala em línguas, e oro a Deus para que tenha misericórdia de quem ainda não compreende a operação do Espírito Santo na igreja. Oro por mim, inclusive, para que não venha a esfriar na fé, no amor, a ponto de viver mais teologia e menos Jesus. Oro para que eu não queira, jamais, estar cega, surda, muda em relação ao Reino de Deus, pois,  nada sou nesse  fugaz reino dos homens. É em Deus que me sinto feliz, é na certeza de que Ele É e faz o que sua Palavra afirma.

Deus está vivo, Jesus Cristo ressuscitou, o Espírito Santo foi dado para a igreja, no dia de Pentecostes, e não se ausentou ainda de nós. Ele opera hoje, da mesma forma que operou no passado.

Que Deus nos abençoe.


BÍBLIA. Português. Bíblia de Estudo Plenitude, Tradução João Ferreira de Almeida, São Paulo, Sociedade Bíblica do Brasil, 1995. A Bíblia Plenitude contêm dicionário do grego.
 
fonte:http://www.atendanarocha.com/2015/02/compreendendo-o-dom-de-linguas.html#more
Clique aqui para colocar este site aos seus favoritos!