O Caminho Para a Cruz

Mark Johnson

Você já foi tentado a duvidar do amor de Deus por você? Talvez você tenha perdido uma pessoa amada, ouvido más notícias de um médico, ou tido que enfrentar novamente uma tentação perturbadora. “Deus”, você lamenta, “se Tu me amas de fato, como podes permitir que isto aconteça comigo?”.
Em todos esses momentos, na verdade, o fato de quanto Deus nos ama é que pode nos impedir de desesperarmos. “Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?” (Rm 8.32). Meditar sobre os sofrimentos de Cristo pode realmente nos ajudar a “Conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento” (Ef 3.19) e é uma maneira absolutamente prática de nos equiparmos para confiar nEle, aconteça o que acontecer.
Desde o século IV d.C. alguns cristãos têm encontrado consolação em caminhar pela Via Dolorosa, a saber, o “caminho do sofrimento”, ou “o caminho doloroso”, para se lembrarem da jornada de Jesus até a cruz. Essa rota de 700 metros de comprimento segue pela Cidade Velha de Jerusalém, desde a Fortaleza Antônia, perto do Monte do Templo, até a Igreja do Santo Sepulcro, o local tradicional mais antigo da crucificação e do sepultamento. Porém, o local visitado pela grande maioria dos cristãos conservadores contemporâneos é o Jardim do Sepulcro, localizado perto da Porta de Damasco.
O que realmente aconteceu no caminho para a cruz? E como meditar sobre as verdades da Escritura nos fortalece com a segurança do amor incondicional de Deus por nós? As Escrituras sobre a Via Dolorosa são claras e simples, contudo são profundas. Na estrada para a cruz, a glória de Deus estava à mostra; o plano de salvação estava sendo realizado; e o amor de Jesus por você e por mim foi demonstrado: “Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus” (1Pe 3.18).

A interpretação literal é mais apropriada

Ron Rhodes

No início dos anos 80, trabalhei em um serviço de correspondência cristão, juntamente com mais algumas dezenas de estudantes do Seminário de Dallas. Nós entregávamos certos tipos de documentos na área de Dallas e de Fort Worth.
Para esse serviço, foi necessário aprender a utilizar um guia de ruas. Com o auxílio do índice, no final do guia, ficava fácil e rápido encontrar a página certa e até o segmento da página onde se podia identificar a rua procurada. Constantemente éramos alertados: “Enquanto utilizássemos corretamente o guia de ruas não haveria erros para encontrar os endereços pretendidos”. Toda vez que ocorria um engano na busca de algum endereço, a razão era a de não ter procurado a orientação no guia com a devida atenção.
Com a Bíblia ocorre algo semelhante. Enquanto a lermos com a devida atenção, isto é, enquanto fizermos a interpretação adequada dos seus ensinamentos, não corremos o risco de nos perdermos em suas páginas ou de cometermos enganos. Então compreenderemos a Bíblia da maneira como Deus pretendia que fosse.
Gostaria de falar brevemente sobre o modo correto de ler a Bíblia. Se o fizermos dessa maneira, teremos condições de entender as revelações que Deus fez, através da Profecia Bíblica, também de modo correto – principalmente no que diz respeito à cronologia profética. Por outro lado, teremos melhores condições de verificar o quanto as interpretações proféticas da Teologia da Substituição[a] e do Preterismo[b] são falhas.

Uma Colina Chamada Calvário

Peter Colón

Jesus foi crucificado no Calvário ou no Gólgota? Seria chocante para você ouvir que Ele foi crucificado em ambos? Os dois nomes apontam para o mesmo local do lado de fora de Jerusalém. A palavra Calvário, do Evangelho de Lucas, é um termo latino traduzido da palavra grega que significa “caveira” (Lc 23.33). Os outros escritores dos Evangelhos, Mateus, Marcos e João, usaram a palavra Gólgota. Esta é uma transliteração de um termo aramaico tomado de uma palavra hebraica que significa “caveira” ou “lugar da caveira” (Mt 27.33; Mc 15.22; Jo 19.17). É o que basta para rebater a acusação de que as Escrituras se contradizem. Jesus foi crucificado no Calvário, que também era chamado de Gólgota.

Sofrimento e Perseguição


Aqueles dentre vocês que acompanham regulamente as notícias sobre as perseguições podem achar, depois de um certo tempo, que tais notícias acabam sendo difíceis de ler. Em resposta às solicitações dos leitores sobre como lidar com tantas informações horríveis, quero compartilhar a maneira como trato com elas.
O horror de algumas histórias, juntamente com o sentimento de desesperança que elas deixam em sua esteira, pode ser desgastante. Ouvi falar que muitos leitores reclamam que não querem mais ler; as histórias são muito deprimentes. Imagine, então, como é para um jornalista escrevê-las e editá-las durante anos.
O incessante fluxo de más notícias me levou à única coisa que pode bloquear o efeito do contínuo impacto emocional: entregar tudo a Deus. Às vezes, quando minha filha de 19 meses de idade dorme em meus braços, eu oro pelos pais na Nigéria, cujos filhos foram mortos em suas caminhas pelos extremistas muçulmanos. Quando meu filho de 4 anos de idade chora depois de levar um tombo, eu me lembro de orar mais tarde pelas crianças na Somália, que choram por suas mães e pais que perderam a vida nas mãos de islâmicos assassinos.

Refúgio e Descanso em Jesus

Norbert Lieth

A Caverna de Adulão e Sua Profundidade Profética

Davi retirou-se dali e se refugiou na caverna de Adulão; quando ouviram isso seus irmãos e toda a casa de seu pai, desceram ali para ter com ele. Ajuntaram-se a ele todos os homens que se achavam em aperto, e todo homem endividado, e todos os amargurados de espírito, e ele se fez chefe deles; e eram com ele uns quatrocentos homens. Dali passou Davi a Mispa de Moabe, e disse ao seu rei: Deixa estar meu pai e minha mãe convosco, até que eu saiba o que Deus há de fazer de mim. Trouxe-os perante o rei de Moabe, e com este moraram por todo o tempo em que Davi esteve neste lugar seguro. Porém o profeta Gade disse a Davi: Não fiques neste lugar seguro; vai, e entra na terra de Judá. Então Davi saiu e foi para o bosque de Herete” (1 Sm 22.1-5).
O Antigo Testamento é um livro que ilustra o Novo Testamento, pois as marcas da cruz perpassam profeticamente a Bíblia toda. Repetidas vezes nossa atenção é despertada pela presença desse fato que é o maior que aconteceu na História da Salvação e em toda a eternidade: a morte de Jesus na cruz do Calvário! E é nessa perspectiva que até na caverna de Adulão e nos fatos que ali se sucederam podemos ver uma ilustração, um exemplo daquilo que o Davi celestial, que é Jesus Cristo, realizou na cruz.

Hoje ainda existem profetas?

Norbert Lieth

Há algum tempo foi inaugurada uma Escola de Profetas em Tel Aviv, Israel. No meio cristão é recorrente a menção a “falsos profetas”. Mas será que hoje ainda existe o ministério de profeta?
No Novo Testamento, um texto-chave sobre o ministério profético é o de 1 Coríntios 13.8:“O amor jamais acaba; mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará”. Essa é uma declaração básica sobre o futuro, esclarecendo se haveria ou não profecias, línguas ou ciência (aumento do conhecimento bíblico).
A Bíblia explica, portanto, que essas coisas certamente cessarão. A questão é: quando elas cessarão? Chegaremos mais perto da resposta se continuarmos lendo os versículos 9-10: “porque, em parte, conhecemos e, em parte, profetizamos. Quando, porém, vier o que é perfeito, então, o que é em parte será aniquilado”. O que fora designado como passageiro, as profecias, as línguas e a ciência, cessaria com a chegada do que“é perfeito”. Poderíamos pensar que “o que é perfeito” seria a vinda de Jesus e o início do Seu reinado na terra. Mas o versículo 13 mostra que não é isso:
Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três (não profecias, línguas e ciência, que claramente já deixaram de existir); porém o maior destes é o amor” (1 Co 13.13).

Teísmo Aberto ou Heresia Velada?

Richard Emmons

Alguma vez você já se perguntou se foi você mesmo quem tomou aquela importante decisão de receber a Cristo em sua vida ou se foi Deus quem a tomou por você? Já chegou a questionar se realmente tem “liberdade” de escolha para decidir por si mesmo ou se Deus já determinou todas as coisas a seu respeito? Se a sua resposta for afirmativa, é sinal de que você já experimentou a tensão que deu origem ao Teísmo Aberto – uma perspectiva teológica relativamente nova que amplia o alcance do livre-arbítrio humano e alega que Deus não conhece o futuro.
Concebido em 1980 (com a publicação do livro de Richard Rice, intitulado The Openness of God [A Abertura de Deus]) o Teísmo Aberto surgiu no cenário teológico evangélico nos idos de 1990, chegando ao centro desse palco no ano de 1994 com a publicação do livroThe Openness of God: A Biblical Challenge to the Traditional Understanding of God [A Abertura de Deus: Um Desafio Bíblico à Concepção Tradicional de Deus].[1]
Clark Pinnock, um dos autores dessa última obra referida, adere ao Teísmo Aberto “porque [Deus] concede liberdade às Suas criaturas, alegra-se em aceitar o futuro como uma realidade aberta, não fechada, e em manter um relacionamento dinâmico com o mundo, não estático”.[2]
Entretanto, será que tal “abertura” é bíblica?

O Anticristo

Arno Froese

O anticristo é a manifestação visível e encarnada de Satanás na Terra. O ser humano criará uma imagem que será adorada por todos os povos. 
Filhinhos, já é a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também, agora, muitos anticristos têm surgido; pelo que conhecemos que é a última hora. Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos” (1 João 2.18-19).
O apóstolo João é o único escritor que faz uso da palavra “anticristo” na Bíblia. O versículo anterior diz o seguinte: “Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente” (v. 17). Portanto, neste ponto trataremos de duas coisas: aquilo que é temporal e aquilo que é eterno. Embora tenha escrito há cerca de 2000 anos atrás, João afirmou: “já é a última hora”. É preciso que tenhamos em mente que ele escrevia tais palavras por uma perspectiva espiritual. Tudo o que percebemos com nossos cinco sentidos pertence a este mundo físico, que é temporal, mas aquilo que conhecemos através das Escrituras é eterno.
O anticristo e o espírito do anticristo sabem, muito bem, que pouco tempo lhes resta; logo, é preciso que a humanidade seja levada rapidamente a se sujeitar a ele. Esse processo de sujeição não se dá por meio de armas de guerra. Pelo contrário, cumpre-se de maneira moderna e elegante de modo que as pessoas venham a se submeter voluntariamente aos desejos criados por uma mídia inspirada por Satanás.

Muito além de apenas viver um pouco mais!

Norbert Lieth

Quem crê em Deus vive mais tempo

Cientistas da renomada Duke University em Raleigh (Carolina do Norte/EUA) descobriram: "Quem crê em Deus vive mais tempo." Durante oito anos eles mediram regularmente a pressão arterial de 4.000 moradores do Estado. O resultado surpreendente foi: as pessoas que iam aos cultos no domingo ou liam a Bíblia e oravam regularmente tinham pressão arterial 40% mais baixa do que os não-crentes.
Harold Koenig, um dos autores do estudo, diz: "Principalmente pessoas mais idosas se sentem seguras devido aos cultos e às orações, o que reduz o stress, baixa a pressão arterial e protege o coração." (BZ)
A genuína fé em Deus tem efeitos sensíveis, inclusive sobre a vida física. O Senhor Jesus disse: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei" (Mt 11.28). Mas a fé em Jesus Cristo produz mais do que apenas redução do stress ou sensação de segurança. Pois não devemos apenas nos sentir bem, tudo em nossa vida deve estar bem. A fé é uma fonte que jorra para a vida eterna. Aquele que crê em Jesus recebe o perdão dos pecados. Quem nEle crê é liberto do pecado original de Adão. Quem recebe a Jesus em sua vida pela fé é liberto legalmente de toda culpa e se torna um filho de Deus legítimo (Jo 1.12). A fé em Cristo nos transporta para o reino de Deus e nos dá uma esperança viva que nos sustém também em dias difíceis. A fé em Jesus tira o poder da morte (embora o temor dela ainda possa persistir), nos abre as perspectivas para o reino de Deus e permite a nossa entrada nele. Por meio da fé o homem obtém razão para viver e sua alma inquieta encontra descanso. Foi o que já disse Agostinho: "Fomos criados para ti, ó Deus, e nosso coração não tem paz até que a encontre em ti" (Norbert Lieth - http://www.apaz.com.br)

http://www.chamada.com.br/mensagens/viver_mais.html

Vitória Sobre o Desânimo

Elsbeth Vetsch

Em nossa época há inúmeras coisas que podem nos levar ao desânimo. A situação se agrava quando se acrescentam os problemas pessoais.
Mas Jesus é maior que tudo! Ele nos ama e jamais permitirá que as provações sejam superiores ao que podemos suportar: "Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar" (1 Co 10.13). Como discípulos de Jesus, é importante que aprendamos a assumir uma posição interior oposta às dificuldades logo que elas aparecerem, e não deixemos que elas tomem conta de nós.
Como podemos fazer isso? Levantando bem alto o escudo da fé! Quero acentuar que isso deve ser feito "imediatamente". Em outras palavras: agradeça logo ao Senhor por estar absolutamente protegido e seguro nEle. Se Jesus Cristo tornou-se nosso Salvador e Senhor pessoal, então a cada hora, a cada minuto, estamos seguros e protegidos de verdade. Assim, lemos em Colossenses 3.3: "...porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus." Não restam dúvidas nem incertezas!
O profeta Isaías, inspirado pelo Espírito Santo, diz a mesma coisa quando nos apresenta um quadro maravilhoso, para servir de ilustração a essa verdade tão importante: "Acaso pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia, não me esquecerei de ti. Eis que nas palmas das minhas mãos te gravei; os teus muros estão continuamente perante mim" (Is 49.15-16). Deus estava em Cristo e nos reconciliou consigo mesmo. Isso aconteceu na cruz do Calvário, onde literalmente fomos gravados nas palmas de Suas mãos! E este mesmo Deus maravilhoso tem nossos "muros" continuamente diante de Si! Ele sabe das nossas limitações, das nossas mudanças de humor e das nossas falhas! Ele conhece nossas ansiedades e angústias. E através de Sua Palavra Ele nos anima, dizendo: "Eu fiz tudo por você porque o amo. Confie em mim! Não fique olhando apavorado ao seu redor – levante seus olhos para mim! Eu sou o Autor e o Consumador de sua fé!"
Segure novamente as mãos traspassadas de Jesus: numa decisão cheia de fé, lance todas as suas angústias sobre Ele, que se preocupa com você e cuida de você:"lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós" (1 Pe 5.7)! (Elsbeth Vetsch – http://www.aPaz.com.br)

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Quando a Alegria Vence o Medo

Norbert Lieth

"O medo da solidão é o triste líder

Seus compatriotas, diz o pesquisador inglês Michael Whiteburgh, que estuda o estresse, têm medo de muitas coisas – mas o que mais temem é a solidão. O psiquiatra Whiteburgh, que mantém clínicas de repouso em Liverpool e Londres, publicou uma lista das principais fobias (com base em 2.000 casos de que tratou).
Nela, a solidão (monofobia) está na frente da claustrofobia (medo de ficar em ambientes apertados), da agorafobia (medo de ficar em grandes espaços descobertos), da insetofobia (medo de insetos), da zoofobia (medo de animais) e da astafobia (medo de trovões). O medo de voar vem mais adiante, até mesmo depois do medo de andar de metrô..."

O Senhor é o meu Pastor

Marcel Malgo

Salmo de Davi. O Senhor é o meu pastor; nada me faltará. Ele me faz repousar em pastos verdejantes. Leva-me para junto das águas de descanso; refrigera-me a alma. Guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome. Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam. Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unges-me a cabeça com óleo; o meu cálice transborda. Bondade e misericórdia certamente me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na Casa do Senhorpara todo o sempre” (Sl 23).
Salmo de Davi”. O Salmo 23 certamente é o mais conhecido e afamado dos Salmos. Davi sabia do que estava falando ao utilizar a figura de um pastor apascentando ovelhas, pois essa era a sua profissão.
Quando o profeta Samuel quis ungir Davi como rei, foi necessário primeiramente chamar o jovem das suas atividades junto ao rebanho: “Perguntou Samuel a Jessé: Acabaram-se os teus filhos? Ele respondeu: Ainda falta o mais moço, que está apascentando as ovelhas. Disse, pois, Samuel a Jessé: Manda chamá-lo, pois não nos assentaremos à mesa sem que ele venha” (1 Sm 16.11). O Salmo 78.70-71 se refere a isso, dizendo:“Também escolheu a Davi, seu servo, e o tomou dos redis das ovelhas; tirou-o do cuidado das ovelhas e suas crias, para ser o pastor de Jacó, seu povo, e de Israel, sua herança”.
A Bíblia não menciona se Davi compôs o maravilhoso Salmo 23 enquanto estava apascentando o rebanho. Em todo caso, os pastos verdejantes, as águas de descanso, o bordão e o cajado eram elementos do dia-a-dia de um pastor de ovelhas.

Graça Barata?

René Malgo

Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente” (Tito 2.11-12).
Jesus vive! Ele está sentado à direita do Deus Pai. Ele intercede constantemente por nós diante do Pai. Os Céus estão abertos. A graça foi revelada a todas as pessoas, nos oferece a vida eterna gratuitamente e, se cremos em Jesus Cristo, Ele nunca mais nos deixará. Sobre isso há um exemplo fictício que já foi utilizado em muitos sermões – duas situações, dois dias diferentes na vida de um cristão:
1º Dia – Levanto-me cedo, pela manhã, invisto tempo para ler a Bíblia e para orar. Dirijo-me ao trabalho, bem humorado. Meu chefe me ordena fazer algumas tarefas desagradáveis que, na verdade, deveriam ser feitas por um dos meus colegas. Com algum esforço, consegui responder: “Sim, faço com prazer!” ao invés de responder com reclamações. Depois do expediente, a caminho de casa, encontrei alguém para compartilhar o Evangelho e faço-o com alegria. À noite, ao invés de sentar à frente da TV, aproveito para ler a Bíblia. No fim do dia, bem disposto e tranqüilo, vou dormir.
2º Dia – Mal consigo sair da cama. Chego ao trabalho quase “queimando” o horário. Estou mal-humorado, não tive tempo para tomar café e muito menos para ler a Bíblia e orar. Novamente, meu chefe – ainda entusiasmado com o dia anterior –me encarrega de fazer algo que é de responsabilidade daquele meu colega preguiçoso. Mesmo resmungando, aceito a incumbência, mas, em meu coração, fico extremamente irritado. Executo o trabalho totalmente irado. O almoço também não estava bom e, além disso, ninguém me elogiou pelos meus serviços. Estou intratável e tenho auto-comiseração. Depois das horas-extras que fui obrigado a fazer, finalmente saio do meu local de trabalho. Novamente surge a oportunidade de testemunhar, porém, estou sem vontade de fazê-lo. Cansado e frustrado sigo o meu caminho. À noite, sobrecarrego meu estômago e me jogo no sofá, diante da “telinha” e a Bíblia fica ao meu lado, abandonada. Inquieto deito-me e procuro adormecer.

Doutrinas Falsas

Norbert Lieth

Partindo eu para a Macedônia, roguei-lhe que permanecesse em Éfeso para ordenar a certas pessoas que não mais ensinem doutrinas falsas, e que deixem de dar atenção a mitos e genealogias intermináveis, que causam controvérsias em vez de promoverem a obra de Deus, que é pela fé” (1Tm 1.3-4 – NVI).
Se há doutrinas falsas, então obrigatoriamente precisa haver uma doutrina conhecida e reconhecidamente correta. Na verdade, há uma doutrina sem par e há outras doutrinas. Quando existe uma sã doutrina, é notório que existam doutrinas insanas ou que causam insanidade. A sã doutrina fortalece, enquanto as outras enfraquecem e causam enfermidade. As falsas doutrinas causam confusão, a sã doutrina, por outro lado, proporciona a certeza. De um modo geral, as falsas doutrinas se ocupam principalmente de coisas secundárias. Os falsos mestres procuram vincular as pessoas a um personagem ou à sua organização.
E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens falando coisas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles” (At 20.30). Esta é a origem de todas as seitas e de todos os grupos de natureza sectária. Elas se baseiam em lendas, mitos, fábulas, fantasias. Além disso, trata-se também de conteúdo exotérico e de filosofias extra-bíblicas. São acréscimos humanos à Palavra de Deus. Timóteo deveria estar atento para que não fossem ensinadas “falsas doutrinas” (ver v.3-4), como também Tito foi intimado a fazer: “e não se ocupem com fábulas judaicas, nem com mandamentos de homens desviados da verdade” (Tt 1.14).
No que se refere às genealogias, os judeus provavelmente estavam interessados em saber de que patriarca eles descendiam. No Novo Testamento, no entanto, isso não tem a menor importância. “Evita discussões insensatas, genealogias, contendas e debates sobre a lei; porque não têm utilidade e são fúteis” (Tt 3.9). Em algumas seitas, como entre os Mórmons, por exemplo, a genealogia também é valorizada. O Novo Testamento, porém, não trata de descendência, mas de vocação, de fé e de conversão.

A figueira que falhou e o fruto que não falha



I Pedro 4:8: Acima de tudo, porém, tende amor intenso uns para com os outros, porque o amor cobre uma multidão de pecados

Wilma Rejane


Sem fé é impossível agradar a Deus, mas é possível ter fé e não ter amor? O apóstolo Paulo nos afirma que sim: “...e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria" I Cor 13:2. A fé nos faz alcançar o impossível, o amor nos faz fazer o impossível em nome da fé: amar os que nos odeiam e perdoar os “imperdoáveis”.  

Esse estágio de amar se torna real quando o Divino habita em nós.  Quando o que é  Perfeito habita no que é imperfeito, daí nasce a graça, abundante, cobrindo uma multidão de pecados. Somente ela, é capaz de produzir em nós os frutos do Espírito. Fruto não é para apodrecer na árvore, mas  servir de alimento aos famintos.

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