A estranheza do estrangeiro


Wilma Rejane 

Hebreus 11:13 Todos esses viveram pela fé e morreram sem receber o que tinha sido prometido; viram-no de longe e de longe o saudaram, reconhecendo que eram estrangeiros e peregrinos na terra. 

Por toda a Bíblia encontramos referência a estrangeiros. A história dos hebreus tem inicio com um estrangeiro chamado Abraão que sai da cidade de UR dos caldeus em direção a Canaã. Abraão peregrinou por muitos lugares, assentando tendas, fazendo projetos e conquistando amizades, sem contudo ter visto de permanência em qualquer território. Os descendentes dele, de igual modo, viveram como estrangeiros no Egito até serem libertados por um peregrino chamado Moisés.
Uma das traduções para "estrangeiro" na Bíblia é paroikia (Strong 3940): Forasteiros, estrangeiros, estranhos, hóspede temporário, não cidadãos, morando como exilado residente.

A estranheza  do estrangeiro consiste no fato de que ele não é dono, nem natural, mas vive em harmonia e aprendizado em terras alheias. E mais: o estrangeiro, como citado anteriormente, desafia a amar, a olhar para o outro como sendo nós mesmos. O fator estrangeiro, imigrante, está diretamente ligado ao mandamento maior do Reino de Deus que é: "Amar ao próximo como a ti mesmo" Lucas 10:27.
Quando um estrangeiro peregrinar convosco na vossa terra, não o maltratareis.  Como um natural entre vós será o estrangeiro que peregrinar convosco; amá-lo eis como a vós mesmos; pois estrangeiros fostes na terra do Egito. Eu sou o Senhor vosso Deus. Levítico 19:33,34

Entre a dor e a saudade...


Autor: Milton Rodrigues
Portal Metodista 



Quando o espírito deles se vai, eles voltam ao pó;
naquele mesmo dia acabam-se os seus planos.Salmo 146:4

Era outubro de 1994. Numa manhã de segunda-feira, tão despretensiosa quanto qualquer outra daquele início de primavera, levantei-me sem muita pressa. Iria visitar meu pai num hospital próximo de minha casa. Mais uma vez ele estava internado para cuidar de sua leve hemorragia estomacal e, como em outras oportunidades, eu sabia que ele passaria uma ou duas noites sendo medicado e logo voltaria para casa. Porém, isso não aconteceu. Para a infeliz surpresa de todos, e principalmente a minha, naquele dia aconteceu o pior: eu perdi o meu pai.

Sem dúvida, aquele foi o dia mais triste de minha vida. A dor da perda, a separação irreversível, a ausência – que a partir daquele momento seria definitiva – e uma indescritível sensação de completo desamparo. Naquela lastimosa manhã de primavera uma grande chaga abriu-se dentro de mim e que, às vezes, ainda teima em sangrar.

Talvez você também tenha, assim como eu, um triste relato sobre a perda de um ente querido, alguém muito amado que se foi, há muito ou há pouco tempo, cuja falta inunda seus olhos e coração de lágrimas. Mas, para esses dias de profunda consternação, a Palavra de Deus mostra-se presente e oportuna para abrandar nossas mazelas.

E no texto bíblico do Salmo 146 essa preocupação com o amparo e o sustento dos que viveram a dura experiência da perda de alguém amado é manifesta.

O texto do Salmo 146, datado do período pós-exílico, fazia parte integrante da oração diária da manhã no judaísmo tardio. É um hino de louvor que celebra o projeto de Deus e o que Ele produz, procurando despertar nosso amor para com Ele, cuja ação benfazeja no mundo leva os fiéis a confiar na ajuda divina.

Nesse ambiente de celebração diária e de exultação, chama-nos a atenção a presença de dois elementos, a princípio, destoantes: o órfão e a viúva. Distintos em suas características próprias, mas congruentes num ponto crítico. Esse ponto é a o acontecimento do evento morte, e não uma morte distante ou irrelevante – se é que alguma morte pode ser considerada irrelevante –, mas a morte de um ascendente ou cônjuge, uma pessoa com a qual se mantinham fortes ligações emocionais e de assistência, pois naquele contexto, essa perda não significava apenas a falta de companhia, mas a total ausência de amparo e sustento.

Fique firme, Davi venceu Golias no ponto de inflexão!


João Cruzué


Quando estava no segundo ano da faculdade, o professor de matemática ensinou sobre o famoso ponto de inflexão da parábola. Em nossa vida cotidiana, à semelhança de uma parábola, também existe o momento da virada, em que nós paramos de descer e começamos a subir. Um exemplo muito real desta situação aconteceu com Davi, e ele está registrado em I Samuel 30.6. Recordo que este texto bíblico  foi muito útil para mim durante uma época muito difícil, tempo que passei por provação de 11 longos anos de desemprego.

A luta com Golias trouxe fama para o jovem Davi. A partir daquele dia, ele começou a ser visto com um olhar de ciúmes pelo rei Saul. Foram muito poucos os  dias da sua  fama no palácio real. 

Caçado como um animal, fugindo da morte, Davi escreveu os versos: Como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus! "Salmo 42:1".O cervo era o orix, um animal que se escondia nas mais altas rochas dos montes de Israel para  fugir dos caçadores. Quando estava no limite da morte pela sede, ele descia do monte bramando de angústia diante dos caçadores, em busca de água. A sede extrema o obrigava se expor, mesmo sabendo que seus algozes estavam à espreita. 

Davi conhecia na própria pele essa angústia. Ele foi descendo pela curva da parábola. Do matador de gigante a um foragido. De libertador a uma ameaça. O diabo sabia do propósito de Deus para a vida de Davi e procurava levá-lo a  erro para matá-lo pelas mãos de Saul. Davi era ungido de Deus, mas seus dias de glória ainda estavam no futuro. Quanto ao presente,  andava se escondendo em cavernas,  desertos e até morando com o inimigo: Os filisteus.

Não se iluda. Para conquistar uma grande bênção, Deus nos permite matricular na faculdade das aflições. Se você tiver atitudes, disciplina e muita paciência, pode correr o risco de abandonar a luta a poucos dias da vitória. Quando mais insuportável ficam as provações, menos dias faltam para o momento da virada.  Não tem jeito, só dá para descobrir insistindo - principalmente em oração, que é o exercício físico da alma.

Ponto de inflexão

A Propósito do Anti-Semitismo

O termo "anti-semitismo", com suas conotações biológicas e raciais, foi usado pela primeira vez em 1879, por Wilhem Marr, fundador da famosa Liga Anti-Semita.
A expressão "anti-semitismo" tornou-se logo de uso corrente, encontrando um campo amplo para seu emprego. Amparando-se no culto da ciência, que se tornou muito popular a partir dos últimos vinte anos do século XIX, todos os postulados "científicos" do termo foram avidamente aceitos por determinados segmentos da ideologia nacionalista-patriótica.
Marr embasava o termo "anti-semitismo" com uma identidade racial, asseverando que o caráter "inato" dos judeus ou semitas – considerados descendentes de Sem, um dos três filhos de Noé mencionados no livro do Gênesis – era absolutamente oposto ao caráter "nobre e puro" dos arianos (Marr, ao dizer "arianos", tinha em mente os teutões e nórdicos, tais como alemães, austríacos, escandinavos, holandeses, ingleses, franceses etc.). Ele considerava, magnanimamente, que os judeus não podiam deixar de ser o que eram: homens "inferiores moral e fisicamente", porque a natureza os havia predeterminado a serem assim.
Essa mistura de contra-sensos pseudocientíficos era ministrada pelos raivosos racistas aos ignorantes e apáticos e só divertia ou irritava os eminentes homens de ciência daquela época.
De certa forma, o arianismo começou assim: no ano de 1808, o célebre estudioso do sânscrito Friedrich von Schlegel (católico casado com a filha de Moisés Mendelssohn, Dorothea) observou, no decurso de suas pesquisas filológicas, certa proximidade entre o persa e o sânscrito, de um lado, e as línguas teutônicas (alemão, sueco, holandês etc.), de outro. A partir dessas observações inteiramente acidentais e de outras realizadas por vários filólogos, ele elaborou uma hipótese para a origem dessas línguas "aparentadas": elas viriam de uma língua ancestral comum, o "ariano", supostamente falado por um povo chamado "ariano", que habitava a terra de "Ariana".

Temor dos homens



Elsbeth Vetsch
Pergunta: “Sou uma jovem cristã e ouvi uma pregação sobre 1 Samuel 16.14-23. O evangelista disse que, se tememos os homens e somos tímidos, temos uma obsessão demoníaca! Isso é verdade? Ele também disse que é fácil reconhecer quem tem esse problema, pois trata-se de pessoas retraídas. Não consigo entender isso. Se for verdade, por favor, diga-me o que devo fazer, pois sou tímida”.
Resposta: Conforme Provérbios 29.25, o temor dos homens é um grande perigo espiritual: “O receio do homem armará laços, mas o que confia no Senhor será posto em alto retiro” (Ed. Revista e Corrigida). Isso não significa, entretanto, de forma alguma, que aqueles que têm problemas com temor dos homens estejam sob uma obsessão demoníaca! Afirmar algo assim é, no mínimo, atrevimento e arrogância. Todo filho de Deus tem suas lutas pessoais: uns lutam com a inveja, outros tem tendências à mentira, alguns sofrem com sua avareza, outros com sua mania de saber tudo, alguns com suas tentações na área sexual... Freqüentemente enfrentamos lutas em diversas áreas ao mesmo tempo, em frentes de batalha onde precisamos combater o bom combate da fé. Mas Jesus é Vencedor!
Se você tem natureza temerosa, sua luta espiritual será olhar não para sua insuficiência mas para o Senhor Jesus Cristo, que tornou-se seu Salvador e Senhor e assumiu a responsabilidade sobre sua vida. Não existe nada maior e mais belo do que saber disso!
Por outro lado, o temor dos homens – e isso também precisa ser dito – não é algo inocente, pois paralisa nosso testemunho e pode até nos levar a negar o Senhor! Ele sabe desse problema e diz aos Seus: “Não temais!”, e: “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo” (Mt 10.28). Devemos aprender a depositar nossa confiança completamente no Senhor em todas as circunstâncias da nossa vida diária, que certamente são bem menos dramáticas que as apresentadas no versículo acima. Temos um Deus maravilhoso e onipotente, que podemos chamar de Pai por meio de Jesus! O verdadeiro temor a Deus expulsa de nosso coração o temor dos homens.
Muitos que seguem a Jesus e amam o Senhor de todo o coração conhecem esse temor dos homens por experiência própria, por serem tímidos por natureza ou, talvez, por se sentirem inferiores aos outros. Todo filho de Deus que tem problemas em falar de Jesus no meio de uma conversa e de dar-Lhe honra em público pode testar se isso é apenas timidez ou se o problema é o temor dos homens. É fácil descobrir a diferença; basta perguntar-se qual é seu comportamento quando surgem outros assuntos na roda de conversas: existe a mesma barreira que impede minha expressão ou me sinto livre, leve e solto para falar sobre tudo, menos sobre Jesus? Em geral sou uma pessoa de contato fácil, que gosta de compartilhar e conversar? Se existir uma diferença muito grande entre as duas áreas, ou seja, quando não temos a coragem de testemunhar de Jesus, então nossa posição em relação a Cristo precisa ser reavaliada com urgência, pois não estamos apenas sendo tímidos, mas covardes. Talvez nosso relacionamento com o Senhor esteja interrompido por causa do pecado. Apocalipse 21.8 fala com muita seriedade sobre a covardia: “Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte”. Cada um julgue a si mesmo, se ainda está firme na fé! Jamais deveríamos julgar os outros, pois somente o Senhor vê o que há nos corações! Por isso, está escrito em Tiago 4.12: “Um só é Legislador e Juiz, aquele que pode salvar e fazer perecer; tu, porém, quem és, que julgas o próximo?”
Portanto, querida irmã no Senhor, seja firme, consolada no Senhor, e tenha novo ânimo, pois Jesus é maior que tudo! Ele a ama com amor infinito e certamente vai concluir a obra que começou em sua vida (Fp 1.6). (Elsbeth Vetsch)

Fonte: http://www.chamada.com.br/perguntas_respostas/temor_dos_homens.html

Púlpitos Silenciosos


Tim LaHaye

Sete motivos pelos quais seu pastor pode estar despreparado ou não desejar pregar sobre as profecias dos tempos finais
Depois de 68 anos no ministério e servindo também como palestrante convidado em centenas de igrejas, frequentemente me pergunto por que tantos ministros são tão silenciosos quando se trata de usar seus púlpitos para falar sobre a profecia bíblica. Devemos lembrar que pelo menos 28% da Bíblia eram proféticos no tempo em que ela foi escrita.
O Dr. John Walvoord, grande estudioso da profecia, identificou mais de 1.000 profecias em seu livro The Bible Prophecy Handbook [O Manual da Profecia Bíblica]. Dessas profecias, mais da metade já foram cumpridas literalmente, assegurando-nos que a outra metade, que é composta das profecias dos tempos do fim, também será cumprida literalmente. Essas profecias já cumpridas deveriam tornar mais fácil crermos que estamos vivendo nos tempos, ou muito próximos do tempo, que a Bíblia chama de “os últimos dias” ou “os tempos finais”.
Dentre os muitos sinais que já foram cumpridos, nenhum é mais óbvio do que a própria existência do povo judeu agora morando em sua pátria, tendo sido obrigado a ir ou voluntariamente migrado para lá, vindo de mais de 170 nações do mundo durante os últimos 125 anos.
Hoje, Israel existe e ocupa o noticiário diário na televisão, no rádio e na mídia mundial, exatamente como os profetas e apóstolos predisseram que aconteceria nos últimos dias.
Qualquer pessoa que esteja familiarizada com essa grandiosa predição do final dos tempos reconhece o que Jesus quis dizer no Sermão do Monte das Oliveiras, quando falou: “Aprendei, pois, a parábola da figueira: quando já os seus ramos se renovam e as folhas brotam, sabeis que está próximo o verão” (Mateus 24.32). A figueira representa a nação de Israel. Em outras palavras, quando o povo judeu começar a se juntar novamente em sua terra, você saberá que este é um sinal da volta do Senhor e que o fim está “próximo”.
Muitos estudiosos das profecias consideram o Sermão do Monte das Oliveiras como a profecia mais importante sobre os tempos do fim no Novo Testamento. Pessoalmente, creio que ela indica que, entre o terrorismo islâmico do Oriente Médio e os muitos outros sinais do fim, podemos estar próximos daquilo que denomino “o fim dos tempos do fim”. A tragédia é que muitos dos púlpitos de nossas igrejas estão praticamente silenciosos com relação a este assunto.

Fé com profundidade



Mas, quanto a mim, ficarei atento ao Senhor, esperando em Deus, o meu Salvador, pois o meu Deus me ouvirá” (Miqueias 7.7).
Nas circunstâncias externas da vida você sempre encontrará algo que contrarie a sua fé. Você consegue confiar no Senhor Jesus quando seu intelecto grita: “Isso nem é possível!”? Estando no alto das montanhas da fé é fácil agitar as bandeiras da alegria. No entanto, precisamos retornar ao vale da realidade e submeter nossa fé aos duros desafios da vida. Nossa fé precisa ser provada se ela pretende ser reconhecida como genuína. E então acontece que passamos “pelos vales” e milhares de perguntas parecem permanecer sem resposta: “Senhor, por quê? Por que justamente comigo? Qual a provação para minha fé nesse momento? Em que nível está agora a confiança no Senhor Jesus? Por que essas dores, por que essa enfermidade? Por quanto tempo mais? Por que esse acidente trágico?”.
Como é bom poder confiar em um Senhor que tem uma resposta para todas as perguntas e problemas. Por isso: acalme-se diante do Senhor e espere nele, pois dele também vem a ajuda para você. Não estamos à mercê do acaso. Esse mundo é e permanece sendo um vale de lágrimas no qual precisamos subsistir. Através de sofrimentos chegaremos à glória. Por isso, não permita que nas horas turbulentas de sua vida o inimigo venha a incitá-lo contra o Senhor. Não permita ser derrotado pelo espírito do desânimo. Na ocasião em que Jó caiu em horríveis questionamentos, e até sua mulher e amigos se distanciaram dele, Satanás imaginou que pudesse vencer o jogo. No entanto, como é bom saber que, nessas horas, nosso Salvador intercede por nós diante do Pai e menciona a ele o nosso nome. Como é bom poder estar seguro da intercessão de nosso fiel Sumo Sacerdote por nós. “[Pedro,] eu orei por você, para que a sua fé não desfaleça” (Lucas 22.32). Que Senhor maravilhoso!
Quando o Senhor Jesus lavou os pés dos seus discípulos, Pedro manifestou sua discordância. Ele não teve compreensão para com o gesto do Senhor. Não, apenas com a lógica humana nunca conseguiremos compreender os maravilhosos planos de Deus. Por isso não devemos ser relutantes quando o Senhor Jesus nos sugere caminhos que não conseguimos administrar tão bem naquele momento. Nessa ocasião não devemos raciocinar tanto, mas confiar e crer com fé singela. “Não falei que, se você cresse, veria a glória de Deus?” (João 11.40). Querido filho de Deus, a sua fé necessita de nova profundidade. É sempre melhor obedecer do que compreender.
Podemos estar certos de que as soluções para todos os problemas da nossa vida estão nas boas mãos de Deus.
Isso me lembra de minha neta que, quando era pequena, tinha medo da ducha e chorava a plenos pulmões quando sua mãe a agarrava e fazia o que estava previsto: tomar uma ducha! A querida mãe não vai prejudicar sua pequena joia, por mais que ela grite e discuta. Do mesmo modo, o Senhor Jesus fará grandes coisas em sua vida se você confiar nele. Algumas coisas ficarão ocultas para nós na terra. No entanto, podemos estar certos de que as soluções para todos os problemas da nossa vida estão nas boas mãos de Deus: “Mesmo que eu não saiba o caminho, tu o sabes; e isso deixa minha alma calma e cheia de paz!” (Hedwig von Redern).
Por isso, deposite sua vida confiadamente nas mãos de seu Senhor. Ele sabe, melhor do que ninguém mais, como fazer o bem para a sua alma. Chegará o dia em que você verá como foi bom ter confiado no Senhor Jesus e que, ao final de tudo, os caminhos difíceis foram caminhos de bênçãos. — Manfred Paul

Fonte: http://www.chamada.com.br/meditacoes/amado_guiado_realizado/fe_com_profundidade.html

Um Pioneiro do Arrebatamento Pré-Tribulacionista



Thomas Ice
Muitos hoje ficam surpresos por verificar que a maioria dos defensores do pré-milenismo pré-tribulacionista dispensacional antes da Primeira Guerra Mundial pertencia aos círculos presbiterianos. James Hall Brookes (1830-1897), um ministro presbiteriano muito conhecido em seus dias, é considerado o pai do pré-tribulacionismo e do dispensacionalismo americanos. Brookes foi um dos primeiros a ensinar o Arrebatamento pré-Tribulação e as verdades dispensacionalistas que o acompanham, na América pós Guerra Civil. O ministério dele foi caracterizado pela dedicação a uma exposição bíblica versículo por versículo das Escrituras e por uma asserção e defesa firmes da inspiração completa e infalível da Escritura Sagrada. Ele foi um pastor muito amado, que demonstrava grande integridade pessoal e espiritualidade, e que exerceu muita influência nacional tanto dentro da denominação quanto por todo o âmbito evangélico.[1]

Vida Pregressa

Brookes nasceu no dia 27 de fevereiro de 1830, em Pulaski, no estado americano do Tennessee. Seu pai, um ministro presbiteriano, morreu de cólera em junho de 1833, deixando a família e James em uma situação financeira de pobreza. Ambos os avós de James eram também ministros presbiterianos. Brookes aparentemente tornou-se crente em Cristo com a idade de oito anos e também começou a se sustentar nessa mesma ocasião. Quando Brookes tinha 14 anos, foi-lhe oferecida uma designação na Academia Militar de West Point, mas ele não a aceitou porque, em vez disso, desejava se preparar para o ministério. A maior parte da educação formal de James até aos 14 anos foi ministrada por sua mãe, que era bem educada e capaz de oferecer uma excelente instrução escolar. Aos 16 anos, James se tornou professor em Pulaski, Tennessee, e economizou tanto dinheiro quanto lhe foi possível a fim de poder pagar seus estudos na faculdade.
James acabou começando sua carreira na faculdade com 20 anos e entrou na Universidade de Miami em Oxford, no estado americano de Ohio. Ele foi colocado em turma mais adiantada por causa de suas habilidades acadêmicas e de seu treinamento anterior. Durante seu último ano no curso de graduação, Brookes assumiu estudos adicionais no Seminário Presbiteriano Union de Oxford, Ohio, a fim de se equipar melhor para conseguir fazer seu treinamento ministerial em Princeton. Brookes se formou na Universidade de Miami em 1853 e entrou para o Seminário Teológico de Princeton em Nova Jérsei no mesmo ano. Ele não somente recebeu o diploma de graduação na Universidade de Miami, mas foi lá que encontrou sua esposa, Susan Oliver, filha de um proeminente médico. Diz-se que Susan era excepcionalmente bonita e bem educada, e que seria uma ótima esposa de pastor. Eles se casaram no dia 2 de maio de 1854, em Dayton, Ohio, onde Brookes se tornou pastor da Primeira Igreja Presbiteriana. James terminou seus estudos de pós-graduação no Seminário de Princeton, que naquela época era considerado o melhor e mais conservador seminário nos Estados Unidos. Em 1854, foi ordenado pelo seminário por conta de seus estudos de pós-graduação.

Venha comigo, pois vou mostrar-lhe muitas coisas da minha janela!

João Cruzué


Gosto de escrever olhando o lado simples das coisas. Quando observo a maneira de relacionamento de Jesus Cristo com as pessoas no Evangelho aprendo que Ele era simples e bem pragmático. Então, vamos ver como podem ser entendidas algumas formas de crescimento para chegar a perfeição cujo padrão é Cristo. Para quem já sabe "tudo" talvez não possa eu acrescentar muito, mas creio não ser desperdício de tempo ficar conosco nos próximos sete minutos. Venha comigo, pois vou mostrar-lhe muitas coisas da minha janela!

O cego de Jericó: Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim!

Jesus - Que queres que eu te faça?

O cego de Jericó - Senhor, eu quero ver.

Tão logo soube que Jesus passava, Bartimeu - o cego de Jericó, começou a gritar seu nome. Embora mandassem-no calar a boca, continuou a gritar até que Ele ouvisse. Com esse excerto do Evangelho registrado no final de Lucas 18, vamos escrever sobre o crescer no conhecimento da pessoa de Cristo. "II Pedro 3:18 "Antes cresçamos na graça e no conhecimento de Cristo."

Crescer em conhecimento de Cristo, é procurar estudar a Palavra de Deus que está registrada na Bíblia Sagrada. Isso não é tarefa de pouco tempo, pois sempre que voltamos ao mesmo texto, acontece de sempre descobrirmos coisas novas. O tempo que passamos tanto em oração quanto na leitura da Bíblia é o mesmo tempo que a presença Deus se aproxima de nós. Esta presença se faz na pessoa do Espírito Santo. A presença de Deus em nossa vida depende de quanto tempo dedicamos à leitura, meditação do que se lê e à oração. Este, é o começo.

Às Mães que choram


Wilma Rejane


Ramá é a abreviação do nome Ramote-Gileade, região citada muitas vezes no Antigo Testamento. Atualmente, atribui-se a localização de Ramá a Ramith situado em uma colina a duas horas de viagem de Jerusalém. O lugar ficou marcado pela tragédia da morte das crianças por mando de Herodes. De dois anos de idade para baixo, nenhuma criança foi poupada da espada e em apenas um dia  a matança se realizou gerando pranto e grande choro das famílias.

Profecia por Jeremias: "Assim diz o SENHOR: Uma voz  se ouviu em Ramá, o gemido de muito choro amargo: Raquel chorando os seus filhos, recusando ser consolada quanto a seus filhos, porque eles não mais existem." Jeremias 31:15

Cumprimento: "Um som se ouviu em Ramá, o som do choro de tristeza amarga. Raquel estava chorando por seus filhos. Ela não quer ser consolada, porque eles estavam mortos."  Mateus 2:18

Raquel era esposa de Jacó, mãe de José e Benjamim. Por muito tempo Jacó chorou a morte de José, mas ele não estava morto,  havia sido levado por mercadores como escravo para o Egito. Por ser um homem valoroso e temente a Deus, superou todo o contexto de tragédias que o haviam levado ao Egito, José tornou-se governador, um homem admirado por todos . Benjamim era o mais novo e serviu de instrumento de resgate para a família se livrar da fome e da morte e reencontrar o irmão José.

Os dois filhos de Raquel citados acima, representam choro e restauração. E é justamente o que a passagem Bíblica sobre o choro das mães em Ramá pretende nos transmitir. Enquanto Herodes mata as crianças, uma obra de esperança - a maior de todas - acontece nas redondezas: Jesus é dado como salvação para os povos, consolação de toda alma chorosa e amargurada.

No livro do profeta Jeremias, a profecia relacionada a Raquel era uma parábola ao cativeiro Babilônico, quando Ramá havia se transformado em campo de prisioneiros. O território era herança dos filhos de Benjamim (Josué 18:25) e agora abrigava as tribos do norte, chorosas e temerosas pelo destino de cada um. O ano, 722 a.C.


Voltando do cativeiro

A profecia completa de Jeremias fala não apenas de sofrimento, mas especialmente de restauração,vejamos:

Assim diz o Senhor: reprime a voz de choro, e as lágrimas de teus olhos, porque há galardão para o teu trabalho, diz o Senhor, pois eles voltarão das terras do inimigo. E há esperança no derradeiro fim, para os teus descendentes, diz o Senhor, porque os teus filhos voltarão para o seu país” Jr 31: 16:17.

Deus enche de esperança as mães de Ramá! E podemos dizer que essas mães, são todas aquelas que choram por filhos em cativeiro. Os "filhos da Ramã" são vítimas de uma matança sem precedentes: o tráfico das drogas,  vício em pornografia, a rebeldia contra Deus e o mundo, as doenças, enfim.  É preciso continuar trabalhando para que venha o galardão. E esse trabalho é à base de fé e oração.

Deus não omite o sofrimento e a dor em Sua Palavra, mas deixa evidente que Seu amor é capaz não apenas de curar, mas de restituir o que se perdeu.


Esperança no hebraico, se traduz como tiqvah  “estender a corda ou cordão” .(Strong 08615)

Talvez seja mais fácil falar sobre fé e esperança do que viver esses referenciais. Mas a vida é esse desafio que se torna rude e pesado se lutamos com as próprias forças. E se torna  surpreendente quando estamos com Cristo. O “cordão” alcança até os insondáveis lugares da eternidade, onde apenas Deus tem acesso para de lá nos revestir do impossível.

Raquel chorando seus filhos em Ramá é um lugar de indecifrável dor e de incomparável amor. Foi em Ramá que Ana chorou a Deus por um filho e recebeu como resposta Samuel e depois dele mais cinco crianças.


Ramá diz respeito a mães e filhos, mas também a situações como a que atravessava a nação de Israel na época de Jeremias. Raquel se recusa a ser consolada pelos homens, porque a nenhum deles é dado o poder de curar a alma das calamidades espirituais.

Ramá significa "lugares altos, elevados" , podemos dizer que é um lugar altíssimo, perto de Deus, onde se ouve orações. Enquanto os filhos de Raquel morriam em Ramá, Deus entregava o consolo aos homens em Belém, Jesus era a promessa de restauração do cativeiro. Por essa causa, não desprezemos a fé, ela é a melhor escolha em todos os tempos.

Basta um olhar sobre o mundo e as matanças diárias, para percebemos que o choro de Raquel persiste através das gerações. Basta mais que um olhar para Deus, uma entrega de fé, para que a esperança permaneça viva nas mães que choram.


Deus o abençoe.

Fonte: http://www.atendanarocha.com/2017/05/as-maes-que-choram.html#more

Páscoa - Como Tudo Começou

Thomas C. Simcox
De todas as celebrações de Pessach (a Páscoa judaica), apenas uma foi a verdadeira. Ela aconteceu mais de 34 séculos atrás, quando o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó estava fazendo os preparativos para libertar Seu povo escolhido da escravidão no Egito.
O Senhor havia enviado Moisés e seu irmão Arão a Faraó para exigir que fosse permitido aos israelitas irem para o deserto a fim de adorá-lO. Faraó se recusou a dar a permissão. Então, Deus atacou o Egito com nove pragas devastadoras. Mesmo assim, Faraó ainda se recusou a permitir que os israelitas deixassem o Egito.
Então, Deus falou a Moisés: “Ainda mais uma praga trarei sobre Faraó e sobre o Egito. Então, vos deixará ir daqui; quando vos deixar, é certo que vos expulsará totalmente” (Êxodo 11.1).
Deus, como sempre, fez como havia prometido. A décima praga é a chave para o feriado de Pessach porque envolve o cordeiro pascal.

O Significado Profético da Dispersão de Israel

Thomas Ice
Muitos que estudam as profecias estão bastante conscientes das predições cumpridas por Cristo em Sua vinda. Aqueles que estudam acontecimentos proféticos destinados ao futuro, como o Arrebatamento, a Tribulação e os muitos eventos associados a ela, a Segunda Vinda e o Reino Milenar de Cristo, são geralmente informados detalhadamente sobre tais coisas. Entretanto, freqüentemente, muitos de nós não sabemos como a profecia bíblica foi e tem sido cumprida relativamente ao curso do destino de Israel durante sua atual Dispersão entre as nações. Há profecias específicas que proporcionam uma visão geral sobre a Diáspora de Israel.

A Situação Atual de Israel

Primeiro, devo observar que a atual Dispersão de Israel entre as nações (isto é, a Diáspora) começou depois da destruição de Jerusalém pelos romanos, no ano 70 d.C. Houve outra revolta contra Roma, liderada por Simon bar Kokhba, que foi tido como o Messias judeu, de 132-136 d.C. O imperador romano Adriano desbaratou essa revolta, devastou Jerusalém totalmente e depois espalhou os judeus, no ano 135 d.C. Como resultado disso, todas as comunidades judaicas, com exceção de algumas poucas, viveram fora da terra de Israel até o início do moderno retorno à terra, que se deu nos anos 1880. Durante o tempo da Diáspora os judeus têm cumprido determinadas profecias relacionadas ao seu destino completo.

Salvo pela graça

... mas o Senhor foi o meu amparo. Ele me deu total libertação; livrou-me porque me quer bem” (Salmo 18.18b-19).
Não – você não foi abandonado por Deus! Mesmo que você no momento acha que tudo se voltou contra você. Na verdade, o Senhor tem todas as circunstâncias da sua vida plenamente sob controle. Nada escapa da sua atenção. O coração amoroso de Deus está voltado para você. O Senhor mantém as mãos protetoras sobre cada um dos seus passos. Quando Davi ficou à mercê do seu oponente, o rei Saul e seus perseguidores, ele pôde experimentar como seu Deus providenciou a maravilhosa solução para os temores do seu coração e para os apertos de sua alma.
Com muita frequência o inimigo tenta convencer os filhos de Deus de que nosso Senhor tem outras coisas a fazer do que amar justamente a nós. Considerar-se inferior aos olhos de Deus não é sinal de humildade. Você não foi comprado por preço muito caro? Você imagina que aquele que fez tanto por você simplesmente abrirá mão de você novamente?
Impossível! Deus entregou o seu Filho amado à morte, também em seu lugar, para que você possa viver eternamente. O céu é o seu lar. Você está sendo esperado lá! Os aposentos na glória de Deus instalados como em sonho. O Arquiteto da gloriosa Criação preparou coisas maravilhosas para os seus amados. “Olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, mente nenhuma imaginou o que Deus preparou para aqueles que o amam” (1Coríntios 2.9). E: “Nós amamos porque ele nos amou primeiro” (1João 4.19).

O Significado do Israel Moderno

Thomas Ice
Trarei de volta Israel, o meu povo exilado, eles reconstruirão as cidades em ruínas e nelas viverão. Plantarão vinhas e beberão do seu vinho; cultivarão pomares e comerão do seu fruto. Plantarei Israel em sua própria terra, para nunca mais ser desarraigado da terra que lhe dei, diz o Senhor, o seu Deus” (Amós 9.14-15, NVI).
O Estado de Israel moderno está sob ataque, não apenas por parte dos muçulmanos, mas também, e cada vez mais, dos chamados evangélicos, especialmente dentre aqueles que têm 35 anos ou menos. Uma geração atrás, era praticamente sinônimo ser pró-Israel e evangélico. Contudo, com a chegada do chamado “cristianismo pós-moderno”, tornou-se mais importante ser relevante para a cultura pagã do que ser bíblico em determinadas questões. E o mundo está cada vez mais encontrando motivos para se opor a Israel enquanto, ao mesmo tempo, esse mesmo mundo está se tornando cada vez mais anticristão.

O Que Diz a Bíblia?

Por todo o Antigo Testamento, Deus diz que a terra que conhecemos como Israel é para os descendentes físicos de Abraão, Isaque e Jacó – ou seja, os judeus. Todos os profetas do Antigo Testamento, exceto Jonas, falam de um permanente retorno dos judeus à terra de Israel.[1] Em nenhum lugar no Novo Testamento essas promessas do Antigo Testamento são mudadas ou negadas.[2] Na verdade, elas são reforçadas por algumas passagens do Novo Testamento. Walter Kaiser observa que “o autor de Hebreus [afirma] (Hb 6.13,17-18) (...) [Deus] jurou por Si mesmo quando fez a promessa: para mostrar quão imutável era Seu propósito”.[3] Paulo diz sobre as promessas a Israel: “Pois os dons e o chamado de Deus são irrevogáveis” (Rm 11.29, NVI).

Israel: o maior sinal da breve vinda de Jesus

Tim LaHaye
Através das profecias contidas nas Escrituras, o Senhor Jesus Cristo nos deixou o maior sinal possível de Sua vinda para arrebatar Sua Igreja no final dos tempos. Ele, sendo “o espírito da profecia”, acrescentou informações mais significativas e detalhadas do que qualquer um dos profetas do Antigo Testamento. Tenha sempre em mente ao estudar o Sermão do Monte das Oliveiras, em Mateus 24 e 25, que Ele estava respondendo à pergunta especial dos discípulos: “E qual será o sinal da tua vinda e do fim dos tempos?” (Mt 24.3, NVI).
Em Sua resposta, Ele delineou por inteiro os acontecimentos dos tempos do fim, que compreendem os “últimos dias” ou “o final dos tempos”. É importante observar que Ele nunca repreendeu os discípulos por fazerem tal pergunta, mas, pelo contrário, entrou em maiores detalhes ao lhes responder.
Por isso, podemos concluir que não é possível sabermos “o dia e a hora” em que Cristo voltará. É razoável e até mesmo natural que façamos a pergunta sobre qual sinal irá nos avisar de Sua breve vinda à medida que o fim se aproxima. Deveríamos então estudar a resposta dEle cuidadosamente, pois podemos muito bem estar vivendo nos dias do fim sobre o qual os discípulos estavam perguntando.
Há muitos sinais “do fim” que deveremos estudar nos próximos meses, mas nenhum deles é mais significativo do que o sinal específico que Ele deu em resposta à pergunta dos discípulos no Monte das Oliveiras, registrado em Mateus 24 e 25. Antes de tratarmos do sinal, vamos estabelecer o ambiente, pois ele é sumamente importante.
O fato aconteceu apenas cerca de um dia antes do julgamento e da crucificação de Jesus por causa do pecado do mundo todo. Foi, portanto, dentre as últimas palavras que o Salvador proferiu antes de Seu injusto julgamento e da Sua morte compulsória, que Ele sofreu pelos nossos pecados e pelos pecados do mundo todo.
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