Abraão Hospeda Três Anjos Que O Visitam

 tres anjos aparecem a abraão
Esta porção da Torah, também conhecida como Vayera, inicia com uma das mais famosas cenas da bíblia, o encontro de Abraão com três enigmáticos personagens.

O Gênesis os chama de homens. É somente depois que somos informados que na verdade eles são anjos, cada qual com uma missão específica.

"Depois apareceu-lhe o Senhor nos carvalhais de Manre, estando ele assentado à porta da tenda, no calor do dia E levantou os seus olhos, e olhou, e eis três homens em pé junto a ele.

E vendo-os, correu da porta da tenda ao seu encontro e inclinou-se à terra, E disse: Meu Senhor, se agora tenho achado graça aos teus olhos, rogo-te que não passes de teu servo." Gênesis 18:1-3
A princípio, este capítulo parece uma narrativa simples, todavia, examinado com mais profundidade, descobrimos o quanto é complexo e ambíguo, composto, no mínimo, de mais de uma seção:
  • Deus aparece a Abraão no verso 1;
  • Já nos versos 2-16 os anjos/homens encontram Abraão;
  • Versos 17-33 Ocorre o diálogo entre Deus e Abraão sobre o destino de Sodoma.
O desenvolvimento desta história está longe de ser claro. Será que há mais de uma cena neste episódio? Quantas seções estão presentes nesta passagem, uma, duas ou três seções?
Há uma grande possibilidade de se tratar de três. Os acontecimentos sequenciais que o texto descreve, passam a percepção de se tratarem de eventos separados. Primeiro Deus aparece a Abraão para, como explica o rabino Rashi, "visitar o doente", pois esta cena ocorre após a circuncisão do pai da fé.
Depois chegam os visitantes com a notícia de que Sara teria um filho. Após isso é que se dá o diálogo sobre o juízo e punição do povo de Sodoma e Gomorra. Maimônides Rambam, em seus escritos, sugere que há apenas duas cenas: O diálogo com Deus e a visita dos anjos, e o primeiro verso seria uma espécie de cabeçalho de todo capítulo.
Uma terceira possibilidade seria que todo o texto descrevesse uma única e contínua cena: Deus aparece a Abraão, mas antes que Ele começe a falar, Abraão visualiza os três estrangeiros e pede respeitosamente que Deus o aguarde, para que ele possa oferecer sua hospitalidade, receber e servir aos homens que passam em frente a sua tenda. Somente depois que eles se vão, é que o diálogo com Deus é retomado.
"E disse: Meu Senhor(Adonai), se agora tenho achado graça aos teus olhos, rogo-te que não passes de teu servo." Gênesis 18:3

Sodoma e Gomorra e a intercessão de Abraão - Desafiando Deus?

 dois anjos salvam ló e sua família
O grande diálogo entre Abraão e Deus em Gênesis 18 é um ponto de mudança na história do mundo da fé.

Pela primeira vez, um ser humano "desafia" Deus sobre o conceito de justiça. Sabendo sobre a iminente destruição de Sodoma e das cidades da planície do Jordão Abraão diz:

"E chegou-se Abraão dizendo: Destruirás também o justo com o ímpio

Se porventura houver cinquenta justos na cidade, destruirás também e não pouparás o lugar por causa dos cinquenta justos que estão dentro dela?

Longe de ti que faças tal coisa, que mates o justo com o ímpio; que o justo seja como o ímpio, longe de ti. Não faria justiça o Juiz de toda a terra?" Gênesis 18:23-25.
Nunca havia acontecido algo semelhante antes, mas ainda assim não foi um fenômeno isolado. Era o nascimento do diálogo com os céus, uma discussão entre Deus e o homem, em nome da justiça.
Nós vemos este "desafio" acontecer novamente com Moisés, onde suas palavras iniciais em favor dos Israelitas, pareceram tornar o sofrimento do povo ainda pior:
"Então tornando-se Moisés ao Senhor, disse: Senhor! por que fizeste mal a este povo? Por que me enviaste?" Êxodo 5:22
Jeremias questionou a justiça e a história:
Justo serias, ó SENHOR, ainda que eu entrasse contigo num pleito; contudo falarei contigo dos teus juízos. Por que prospera o caminho dos ímpios, e vivem em paz todos os que procedem aleivosamente? Jeremias 12:1
Da mesma forma, faz Habacuque:
"Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! e não salvarás? Por que razão me mostras a iniquidade, e me fazes ver a opressão? Pois que a destruição e a violência estão diante de mim, havendo também quem suscite a contenda e o litígio." Habacuque 1:2-3

Abraão Oferece Isaque em Sacrifício

 abraão e isaque indo para moriá
Esta é uma das passagens mais difíceis do Antigo Testamento, e que parece desafiar o entendimento de toda a bíblia.

Abraão e Sara vinham esperando há décadas por um filho. Deus os tinha prometido repetidamente que eles teriam muitos descendentes, tantos quantas fossem as estrelas do céu, ou o pó da terra, ou ainda os grãos de areia do mar.

E eles esperam, mas nenhum filho lhes é dado. Sara em desespero, sugere que Abraão tenha um filho com sua serva Agar, e ele tem, nasce Ismael, mas Deus fala a Abraão: Não é este o filho da promessa. O tempo passa, Sara envelhece, agora ela é avançada em idade, incapaz de ter filhos por meios naturais.
Anjos "disfarçados" de homens vêm a tenda de Abraão e a prometem novamente um filho. Sara ri, mas um ano depois nasce Isaque. A alegria de Sara é indescritível, um louvor nasce em seus lábios. E ela diz:
"Deus me tem feito riso; todo aquele que o ouvir se rirá comigo. Disse mais: Quem diria a Abraão que Sara daria de mamar a filhos? Pois lhe dei um filho na sua velhice" Gênesis 21:6-7.

O Sacrifício de Isaque

Mas o dia da provação é chegado. Abraão se apresenta prontamente ao chamado divino. Deus lhe dirige duras e pesadas palavras:
"Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi" Gênesis 22:2.
Todos conhecem o restante da história, Abraão toma a seu filho Isaque e eles viajam três dias até o local do sacrifício, e constroem um altar juntamente. Sob a promessa de que "Deus proveria para si um cordeiro", Abraão posiciona Isaque sobre a lenha do altar, ergue seu braço com um cutelo em sua mão, mas naquele momento...
"o anjo do Senhor lhe bradou desde os céus, e disse: Abraão, Abraão! E ele disse: Eis-me aqui. Então disse: Não estendas a tua mão sobre o moço, e não lhe faças nada; porquanto agora sei que temes a Deus, e não me negaste o teu filho, o teu único filho" Gênesis 22:11-12.

Acaba a provação, o supremo teste de fé, o clímax na vida daquele que seria, dali por diante, chamado de pai da fé. Este é o momento chave na história e na memória da fé, entretanto, é um fato profundamente problemático a ser entendido.
Porque Deus haveria de querer tomar um filho que Ele já tinha dado? Porque Deus colocaria este casal tão amado por Ele mesmo, sob tamanha provação? Porque Abraão, que havia anteriormente desafiado os céus, sobre o destino de Sodoma, não protestou contra este ato cruel que envolvia um inocente?
A interpretação padrão da maioria dos comentaristas, tanto antigos como os modernos, afirma que Abraão demonstrou todo o seu amor por Deus, querendo sacrificar o que ele possuía de mais precioso em sua vida, um filho que vinha esperando por tantos e longos anos para ter.
O teólogo cristão dinamarquês Sóren Kierkegaard, escreveu um livro muito interessante sobre esse assunto chamado "Temor e Tremor" , onde ele cunhou a idéia da "suspensão teológica da ética", a idéia de que por amor à Deus, podemos ser levados a praticar ações que seriam consideradas moralmente erradas.
Kierkegaard também procurou usar expressões como "fé no absurdo", Abraão sabia que Deus poderia fazer do impossível, possível.
Para Kierkegaard, a fé transcendia qualquer tipo de racionalidade. O rabino russo Yossef Dov Soloveitchik, via nessa passagem que nós não devemos ter a expectativa de sempre sermos vitoriosos, há situações em que somos vencidos, "Deus ordena que o homem abra mão daquilo que mais desejamos", dizia Soloveitchik.

"Eu Sou o que Sou" - O Deus do Nosso Futuro?

 eu sou o que sou
“Então disse Moisés a Deus: Eis que quando eu for aos filhos de Israel, e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós; e eles me disserem: Qual é o seu nome? Que lhes direi?
E disse Deus a Moisés: [אֶהְיֶה אֲשֶׁר אֶהְיֶה Ehyeh Asher Ehyeh ] EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós.” Êxodo 3:13-14
Há um aspecto dinâmico em sermos criados à imagem e semelhança de Deus. Parte desse dinamismo é o entendimento de que conforme nós amadurecemos o nosso relacionamento com Deus também evolui, na busca de nos tornarmos a צלם tselem, imagem, a reflexão de Deus em nosso mundo.
E em nosso relacionamento com os mistérios de Deus, o veículo usado para a evolução desse relacionamento é frequentemente expressado pela busca do profundo entendimento, e pela interpretação e reinterpretação da palavra de Deus, tantas quantas forem necessárias, para a compreender e fazê-la chegar ao coração humano.
E o texto de Êxodo 3:14, nos traz à consciência, que o entendimento de Deus está em constante movimento, modificando-se à medida que somos transformados pela palavra do Senhor.
Moisés, ainda no episódio da Sarça Ardente, já antecipando o desafio que os Israelitas enfrentariam a partir de um novo modo de se relacionar com Deus, pergunta pelo nome do Eterno.
Pelo que Deus o responde com uma descrição deveras oculta, “Ehyeh Asher Ehyeh, “EU SEREI O QUE SEREI”. Esse diálogo é uma lembrança do quão fluido e constantemente mutável é o nosso relacionamento com Deus.

Nós podemos vir a entender Deus de diferentes maneiras, dependendo do contexto em que estivermos vivendo no momento.
Há situações em que ficamos incapazes de ouvir o chamado divino. E há também ocasiões em que nos tornamos sensíveis e este chamado, quando as coisas que acontecem em nossas vidas mudam quem somos, e o que estamos inclinados a ouvir.
É por isso que as edições mais atuais da Bíblia não trazem mais o Êxodo 3:14 “Ehyeh Asher Ehyeh”, com a tradução estática “Eu Sou o Que Sou”, mas passam a registrar esta frase como ela está no seu original hebraico, “Eu Serei o que Serei”, implicando que o nosso relacionamento e as nossas definições de quem é Deus, estão abertos para constante mudança.
Nosso relacionamento com Deus é um processo em constante expansão que se desenvolve e muda, conforme cresce o nosso entendimento sobre o Criador. Porém, quando nós o “definimos”, acabamos por “limitá-lo”. Abraham Joshua Heschel reflete esta abertura quando escreveu:
“Uma ideia ou uma teoria sobre Deus pode facilmente se tornar um substituto para Deus. É por isso que não se pode definir Deus em termos de uma ideia.
Deus, em busca do homem, é um processo contínuo, e não uma noção. Os profetas não tinham uma ideia de Deus. Eles tinham consciência de Deus.”
Esse dinamismo do entendimento de Deus é visto na forma como Ele mesmo, por diversas vezes se intitulou, “Deus de Abraão, Deus de Isaque e Deus de Jacó”. A citação destas três gerações de Patriarcas é proposital, para nos ensinar que Deus é redefinido a cada geração.
É também para lembrar-nos de que devemos nos desafiar a meditar, buscar, entender e redefinir o que Deus significa para nós em cada etapa das nossas vidas.
A essência de Deus, ou ao menos a nossa percepção dela, está em um processo de desenvolvimento contínuo. A palavra de Deus se renova a cada dia, trazendo novos significados para nós.
Mas quando nos confrontamos a realmente saber o que Deus significa, nós crescemos, e deixamos crenças passadas, frequentemente baseadas em mitos, superstições e fantasias de infância. É na busca por Deus que poderemos encontrar o nosso lugar, o nosso propósito no mundo.
“Ehyeh Asher Ehyeh, “EU SEREI O QUE SEREI”, fala de um relacionamento dinâmico com Deus, que está sempre conjugado no verbo futuro, está em constante desenvolvimento. Fala da renovação do entendimento. É um eterno vir a ser, onde se pressupõe estar sempre aberto para aprender da fonte inesgotável que é Deus.
É um chamado contínuo a buscá-lo, a continuar sempre se alimentando Dele, por que se pararmos, se estagnarmos, se deixarmos esse alimento precioso, certamente morreremos.
“sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” Romanos 12:2

“Buscai ao Senhor e a sua força; buscai a sua face continuamente.” Salmos 105:4

fonte:http://www.rudecruz.com/estudos-biblicos/antigo-testamento/exodo/eu-sou-o-que-sou-eu-serei-o-que-serei-ehyeh-asher-ehyeh.estudo-bilbico.php

Porque Deus Quis Matar Moisés?

 moisés, zipora, eliézer, Gérson e Jetro
Moisés, após receber o chamado divino no episódio conhecido como a Sarça Ardente, toma a sua família e parte da terra de Midiã, em direção ao Egito.
E por ser longo o caminho, a certo ponto, ele para em uma estalagem para descansar da viagem. É aí que acontece uma das passagens mais estranhas do livro do Êxodo.
O texto nos informa que de forma repentina, Deus encontra Moisés e ameaça matá-lo.
“E aconteceu no caminho, numa estalagem, que o Senhor o encontrou [ וַיְבַקֵּשׁ vayevakesh ], e o quis matar.” Êxodo 4:24
Essa é uma passagem muito problemática para se entender. Depois de ordenar Moisés, na Sarça, porque Deus, abruptamente, sem nenhum aviso, agora o quer matar? E porque a circuncisão do seu filho, feita por Zípora, esposa de Moisés, fez com que a ameaça se afastasse?
Fora a consideração de que mais do que a vida de Moisés estava em risco. Se Moisés morresse ali, toda a história do Êxodo e a consequente libertação dos filhos de Israel estariam em risco. Como entender, então, esta atitude divina?

Moisés Volta ao Egito

Analisando esta passagem, a primeira coisa que notamos é que para entender o risco de morte pelo qual Moisés passou, e a circuncisão do seu filho, feita por Zípora, nós precisamos rever todo o texto relacionado a estes eventos, começando desde o verso 18.
Logo notamos que o texto parece fora de ordem. Veja que primeiro Moisés fala, com seu sogro Jetro, que irá ao Egito para ver se seus irmãos ainda estariam vivos.

“Então foi Moisés, e voltou para Jetro, seu sogro, e disse-lhe: Eu irei agora, e tornarei a meus irmãos, que estão no Egito, para ver se ainda vivem. Disse, pois, Jetro a Moisés: Vai em paz.” Êxodo 4:18
É só depois disso que Deus manda que ele fosse para o Egito:
“Disse também o Senhor a Moisés em Midiã: Vai, volta para o Egito; porque todos os que buscavam a tua alma morreram.” Êxodo 4:19
Mas não era de se esperar que primeiro Deus falasse a Moisés, e que só depois disso ele fosse ao seu sogro, Jetro, dizendo que voltaria ao Egito?
E por que o Êxodo nos informa que Moisés tomou a sua esposa e filhos para essa visita, que parecia ser tão rápida e temporária?
“Tomou, pois, Moisés sua mulher e seus filhos, e os levou sobre um jumento, e tornou à terra do Egito; e Moisés tomou a vara de Deus na sua mão.” Êxodo 4:20
A resposta a esta pergunta vai nos permitir entender o que estava acontecendo nos versos 18 e 19. No verso 18, Moisés fala com seu sogro Jetro, que iria ao Egito, para ver se seus irmãos ainda estavam vivos. Isso dava a entender que ele partia para uma missão temporária.
Moisés achava que sua participação, nos acontecimentos do Êxodo, seria algo rápido e que logo voltaria para sua família.
Mas no verso 19, Deus o avisa que não seria tão rápido assim. Deus o manda a se mudar para o Egito. Moisés não estava embarcando uma mera missão temporária. E é por isso que Deus declara “Vai, volta para o Egito; porque todos os que buscavam a tua alma morreram.” Êxodo 4:19
Moisés deixou o Egito, anteriormente, por que temia por sua vida. Agora ele poderia voltar em segurança e lá se estabelecer para cumprir os desígnios de Deus. Assim, o propósito do verso 20 é nos informar que a viagem de Moisés foi mudada de uma rápida visita para uma mudança definitiva.

Sinais do Messias

Estou abordando todos esses versos para que possamos entender o verso 20, que tem tudo para nos explicar essa aparente ameaça de Deus em tirar a vida de Moisés. Isso porque a Torá é específica, descrevendo, no verso 20, que Moisés e sua família estavam viajando ao Egito, em um jumento.
E por que dessa especificidade? Porque a Tradição Oral já esperava que um dia o messias apareceria sentado sobre um jumentinho:
“Trouxeram a jumenta e o jumentinho, e sobre eles puseram as suas vestes, e fizeram-no assentar em cima.

E muitíssima gente estendia as suas vestes pelo caminho, e outros cortavam ramos de árvores, e os espalhavam pelo caminho.

E a multidão que ia adiante, e a que seguia, clamava, dizendo: Hosana ao Filho de Davi; bendito o que vem em nome do Senhor. Hosana nas alturas!” Mateus 21:7-9

A Arca da Aliança, Arca do Concerto

 arca da aliança
A arca da Aliança era o símbolo maior da Kavod כָּבוֹד "substância pesada", a Glória que vinha do trono e da presença de Deus.

Era o artigo mais sagrado de todos os objetos presentes no Tabernáculo. E o Tabernáculo foi construído para abrigar a Arca, para que Deus pudesse habitar no meio do Seu povo.

A primeira peça de mobiliário feita por Moisés, foi a Arca da Aliança, logo depois que Deus o instruiu a construir o Tabernáculo.

E foi posta em cima do propiciatório, entre os dois Querubins, onde somente a Kavod de Deus habitava. De dia a glória de Deus se manifestava na forma de uma nuvem e de noite viam-na em uma coluna de fogo.

Arca da Aliança

A arca era uma caixa retangular que media 1,14m de comprimento por 68,58cm de largura. Feita em madeira de acácia coberta de ouro por dentro e por fora, havia uma borda de ouro rodeando sua parte superior, anéis de ouro nos quatro cantos, e bastões de madeira cobertos por ouro para que pudessem carregá-la.
Havia uma tampa para a arca da aliança, feita de ouro puro, era o propiciatório. Em cada extremidade da arca, estavam dois querubins de ouro, um de frente para o outro, com seus olhares dirigidos ao propiciatório. As suas asas se tocavam mutuamente, estendidas para cima.
A bíblia apresenta a arca como uma das mais claras tipificações de Jesus Cristo, assim como eram o altar de bronze, a mesa do pão da proposição, e o altar de incenso. A madeira de acácia representava a vida e o ministério do Senhor. A madeira de acácia era muito dura, quase que indestrutível, e cresce em meio ao deserto do Sinai.
A acácia falava da humanidade de Cristo, que era como a "raiz de uma terra seca" (Isaías 53:2), e que resistiu aos efeitos de deterioração da cruz e da sepultura. O ouro simbolizava a divindade de Jesus. Era Deus que se vestiu da forma humana e habitou entre nós.
A união da natureza humana e divina de Jesus era representada nesta liga nobre, da qual a arca da aliança era constituída, madeira coberta de ouro. Cristo tinha essas duas naturezas. Ele é o Homem-Deus, a expressão da imagem de Deus em sua plenitude.
Assim como ouro deu brilho à madeira da arca, a divindade de Jesus glorificava a Sua humanidade no Seu ministério terreno.

As Três Camadas do Poder das Palavras

  poder das palavras
"E disse Deus, Haja... E Houve... E viu Deus que era bom..." O primeiro capítulo do Gênesis traz um ensinamento muito importante sobre o poder das palavras.

O mundo e o universo inteiro vieram a existir pelo poder das palavras de Deus, que revelam na criação, as três camadas onde as palavras podem influenciar algum tipo de impacto.

A própria obra da criação foi realizada em três estágios onde a palavra de Deus atuou como blocos de construção, sobre a qual tudo permanece edificado.

O primeiro estágio do poder das palavras é chamado de verbalização, que é sintetizado pela expressão "E disse Deus: Haja..."

A verbalização exerce influência sobre a vontade das pessoas conduzindo-as quase que imperceptivelmente ao segundo estágio, que corresponde na obra criadora à frase [... E houve]. Já o terceiro estágio do poder das palavras descreve o reconhecimento divino à tudo que sua palavra havia feito [...E viu Deus que era bom].
"E disse Deus: Haja luz; e houve luz. E viu Deus que era boa a luz." Gênesis 1:3-4

Palavras que Criam

Sem dúvida, as palavras têm uma enorme participação nos processos criativos. E a principal diferença entre o Ser Humano e as outras espécies é a habilidade de usar palavras, de falar. O sopro de Deus nas narinas do homem, o fez alma vivente e o deu também um espírito que pode verbalizar e articular a fala.
É o que o Talmud (Targum Onkelos, traduções e comentários bíblicos em Israel e Babilônia) chama de "ruah memallelah", "o sopro falante".
"E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente." Gênesis 2:7
A habilidade de falar está em conexão com a capacidade de pensar. Se falamos, também pensamos e assim podemos imaginar e projetar um mundo diferente do nosso. Falar, pensar e imaginar são partes do processo criativo, são etapas para o surgimento de novas idéias.
E a criação do universo começou assim, com uma palavra criativa, uma idéia, um sonho, uma visão.
As palavras formam uma linguagem, e com ela, a capacidade de pensar e de lembrar do passado, e de poder conceptualizar o futuro. Isto faz de nós seres únicos que refletem a capacidade dada diretamente por Deus.
Assim como Deus fez o mundo natural através de sua palavra ("E disse Deus: Haja... E houve..."), nós fazemos, moldamos e influenciamos o nosso mundo humano com as palavras que saem da nossa boca. É por isso que as escrituras levam as palavras tão a sério.
"A morte e a vida estão no poder da língua." Provérbios 18:21

Quem é Deus - Elohim ou YAHWEH - Qual é o Seu Nome?

 quem é Deus
Quem é Deus? Como você percebe Deus? Como o Criador? A força primária, a causa de tudo existir?

Quando pensamos sobre Deus, logo vem em nossa mente nomes que têm um potencial maior de descrevê-lo, como Elohim, Elshadai e Emanuel, dos quais Elohim parece receber um melhor destaque, pois este é o primeiro nome que a bíblia traz para Deus em hebraico.

É claro que Deus como Elohim, tem todo poder em suas mãos. Elohim fala de diversas características de Deus, como a sua força, o seu poder e a sua majestade. Mas a bíblia revela que a percepção de Deus pode ir além de poder, força e glória.
Adão e Eva viram o Seu poder, o autor do Gênesis tem uma percepção inicial de Deus como o Elohim. "No princípio criou Deus [Elohim, no hebraico] os céus e a terra." Assim, nós em muito compartilhamos dessa visão inicial de Deus, onde os aspectos do seu poder são mais destacados.
Entretanto, se nos prendermos somente a estes atributos, correremos o risco de ficarmos um pouco distante Dele, pois como nos aproximaríamos ou conheceríamos alguém que se revela com tamanha força, em uma luz impenetrável. Será que existe um outro entendimento, ou uma outra abordagem para se conhecer quem é Deus?
Convido você a vir conosco em mais essa viagem pela bíblia, especialmente pelo livro do princípio, o Gênesis, onde veremos desde o início do mundo, como era essa percepção, como era o entendimento que os antigos orientais tinham a respeito de Deus e sobre eles mesmos como indivíduos pessoais.

A Perfeição no Princípio

Para entendermos quem é Deus, precisamos voltar no tempo, bem no início da humanidade. A nossa história começa com eventos muito conhecidos, ocorridos ainda no jardim do Éden. Lá estavam vivendo juntos o primeiro casal, cercados por toda a riqueza natural da criação.
Estavam em uma total integração com a natureza, não se distinguiam dela nem do meio ambiente. A harmonia era de tal magnitude que não podiam imaginar a existência do mundo sem eles, nem a existência deles sem o mundo.
Adão e Eva possuíam tudo que desejavam, exceto o conhecimento do bem e do mal. Todos conhecem a história, eles comem do fruto proibido, seus olhos são abertos, e perdem a sua inocência, passam a sentir vergonha de estarem nús e se escondem quando ouvem a voz de Deus.
Adão põe a culpa em sua esposa, e esta culpa a serpente. O resultado é óbvio, a expulsão do paraíso.
Este episódio é muito rico em suas implicações e pode nos trazer pistas importantes sobre quem é Deus, a sua natureza e a percepção humana sobre o Criador. Neste sentido, há características nesta história que precisamos estudar mais de perto, para termos uma melhor compreensão.

Mudança Inesperada

Assim, em Gênesis 3:16-17, a mulher recebe como sentença de que "com dor darás à luz filhos". Adão é destinado a uma vida de intenso e laborioso trabalho. A partir deste ponto no texto, seguem três versículos que parecem não ter muita conexão entre eles. De fato, eles parecem estar fora da sequência lógica da história.
"No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás",

é seguido por
"E chamou Adão o nome de sua mulher Eva; porquanto era a mãe de todos os viventes. E fez o SENHOR Deus a Adão e à sua mulher túnicas de peles, e os vestiu."
É aqui que aparece o problema. Adão tinha acabado de culpar sua esposa por levá-lo a pecar. Ele também tinha sido condenado à mortalidade. Porque então, a essa altura dos acontecimentos, ele daria um novo nome a ela?
E porque imediatamente após isso, no momento em que eles estão para serem expulsos do paraíso, Deus faz um ato de bondade para com este casal dando-lhes roupas, cobrindo sua nudez, trazendo-lhes dignidade?
"E chamou Adão o nome de sua mulher Eva; porquanto era a mãe de todos os viventes." Gênesis 3:20
"E fez o SENHOR Deus a Adão e à sua mulher túnicas de peles, e os vestiu." Gênesis 3:21
Primeiro, o clima estava pesado, com palavras de sentença e condenação. Mas os versos que se seguem mostram que os ânimos sofrem uma mudança misteriosa. Aquele sentimento amargo presente no texto anterior, logo se dissolve, e surge um novo clima de gentileza entre Adão e sua mulher, e entre Deus e o casal humano.
O rabino Rashi (o maior exegeta da Torah, judeu francês nascido em 22 de fevereiro de 1040 - 1105), ficou tão perplexo com essa transformação no texto, que foi levado a pensar que esses versos estavam fora da sequência cronológica.
nomes de Deus 
Os Nomes de Deus, que Tentam Descrevê-lo.

Pesado de Boca e de Língua – A Gagueira de Moisés?

 moises e a sarça
“Então disse Moisés ao Senhor: Ah, meu Senhor! eu não sou homem eloqüente, nem de ontem nem de anteontem, nem ainda desde que tens falado ao teu servo; porque sou pesado de boca e pesado de língua.” Êxodo 4:10
Desde o seu chamado para liderar o povo de Israel, no episódio da Sarça Ardente, Moisés expõe uma objeção, baseada em um aparente impedimento de falar bem em público.
Muitos autores e intérpretes do Antigo Testamento tomam esta passagem como base para sugerir que Moisés era gago.
Este texto realmente encerra em seus versos fato muito curioso. Aqui nós vemos Moisés se referir a ele mesmo como sendo homem “pesado de boca”. Qual seria a real fonte do impedimento de Moisés a falar com os Israelitas?
E há algo ainda mais curioso nesta história: Porque Deus não respondeu a objeção de Moisés com imediata cura de sua dificuldade, ou, quem sabe, possível enfermidade? Certamente tal cura seria uma resposta mais direta do que enviar Arão, irmão de Moisés, como seu porta-voz.
E porque Deus escolhe um indivíduo que tem dificuldade de falar, para uma posição onde a habilidade de falar em público era tão crucial? Será que há significâncias nas camadas mais profundas dessa passagem?
"Ah, Meu Senhor, Sou Pesado de Boca e Pesado de Língua".

Seja qual fosse a origem da dificuldade de Moisés em falar, a maioria dos estudiosos do Êxodo acreditam que era algo real e físico. Porque então Deus não o cura de imediato? Rambam sugere que Deus não aliviou a dificuldade de Moisés porque Moisés, esperando que Deus escolheria outra pessoa, não faz nenhum pedido por sua cura.
O homem tem de trabalhar em parceria com Deus, como meio de mudar o seu próprio destino. Moisés, neste primeiro momento, falha em orar e pedir a Deus por sua cura, e usa a sua dificuldade como impedimento a receber o chamado divino.

Força na Fraqueza

O Rabino Nissim ben Reuven em sua surpreendente interpretação, afirma que a dificuldade de Moisés para falar (pesado de boca e de língua), na verdade servia como uma espécie de qualificação para a liderança. Deus, dizia Reuven, quer a Sua mensagem sendo entregue ao povo, mais do que a eloquência do mensageiro.
A história tem provado que oradores poderosos e articulados, naturalmente conseguem persuadir seu público a acreditar mesmo em mentiras, como se verdade fossem. No caso de Moisés, a verdade seria aceita não pela eloquência, mas por causa da substância da mensagem.

A fórmula da juventude no admirável(?) mundo novo!


Wilma Rejane
Qual o homem que viveu mais tempo sobre a terra? Matusalém, filho de Enoque e avô de Noé. Viveu 969 anos (Gn 5:21-32), não chegou a pisar na lama do dilúvio, mas  a fórmula de sua longevidade foi arrastada pela água para além do que os descendentes pudessem alcançar. Depois dele, não se tem notícia de mais ninguém que tenha vivido tanto!  Deus tem a fórmula dos anos de vida do homem e em determinado momento da história, ao observar a corrupção do gênero humano, decide diminuir a longevidade:

" Então disse o Senhor: não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem , porque ele é também carne; porém os seus anos de vida serão abreviados para 120 anos" Gn 6:3

Assim, por ordem Divina, é estabelecida uma idade simbólica como expectativa de vida. Ao invés de destruir o mundo e encerrar a história humana, recebemos mais uma chance. Amor e misericórdia nos devolvem a vida sob o planeta terra.

E nessa terra, deixada de ser jardim, nasceram cardos e espinhos simbolizando a árdua luta humana pela sobrevivência.(Gn 3:17-18). Nascer, viver e morrer, eis nosso destino. Calma ai, isso não é tudo, de outra forma, tudo seria nada! Deus preparou um plano de salvação, um prêmio, "O prêmio": aos que creem e O aceitam, lhes é concedido vida eterna com Deus. Os que rejeitam e menosprezam a graça Divina: morte eterna, inferno.

Dn 12:2-  E muitos dos que dormem no pó da terra, ressuscitarão, uns para vida eterna, outros para vergonha e desprezo eterno

João 5:29- E os que fizerem o bem, ressuscitarão para vida, e os que fizerem o mal, para ressurreição da condenação

E ainda João 11:25-26: Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá;E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Crês tu isto?

Eis a justiça que não torna tudo vão, faz com que de um til prestemos conta. 

E eis que Deus criou a mulher! E era só uma costela...

 
Wilma Rejane

Que incógnita está presente no relacionamento a dois, fazendo com que homem e mulher cumpram o propósito Divino de ser uma só carne? Propósito este, explicito desde a criação, consumado (e iniciado) com Adão e Eva.

Adam ( Strong 0120) significa homem, raça humana. O nome está relacionado com “Adamah” que é igual a: solo, barro, chão. Temos em Gênesis 2:7:” E formou o Senhor Deus o 'adam' do pó da 'adamah'.

Eva ( Strong 0376) é o mesmo que varoa, mulher, esposa: ishah. Assim, temos em Gênesis 2:23” Esta será chamada de ishah, porquanto do varão foi tomada.”

Deus primeiramente fez a Adão, do solo, soprando em suas narinas o folego de vida, o espírito humano. E ele era muito ocupado, cuidava do jardim em toda sua extensão, plantas e animais, mesmo assim se sentia sozinho, incompleto. Em alguns momentos, Deus pode ouvir os pensamentos de Adão sobre a necessidade de interagir: com quem sorrir, se alegrar, se surpreender?!

Gênesis 2:18 Então o Senhor Deus declarou: "Não é bom que o homem esteja só; farei para ele alguém que o auxilie e lhe corresponda”

E do sono profundo de Adão, Deus assim cria sua companheira Eva. Dessa criação, temos também o primeiro relato cirúrgico da história humana! Anestesiado, Adão não sente as mãos de Deus operando-o, retirando uma de suas costelas para trabalhar nela a maravilhosa criação feminina. Por que Deus escolhe criar Eva da costela de Adão? Não poderia Ele ter moldado novo barro e soprado novamente em suas narinas o folego de vida? Poderia. Mas escolheu soprar vida em um osso.

Sou adolescente e agora?



"Eu vos escrevi jovens, porque sois fortes, e a Palavra de Deus está em vós, e já vencestes o maligno" (1 Jo 2.14). 

Esta é a Palavra de Deus que João dirige aos jovens. Se a Palavra estiver em vós já vencestes o maligno. Mas a pergunta que a maioria dos adolescentes deve estar fazendo é esta: E agora como servir ao Senhor na adolescência já que cheguei a este ponto de minha vida? Creio que muitos gostariam de pular esta fase da vida, como também muitos não gostariam de ver esta fase chegar ao fim. Há sempre dois conceitos em todas as nossas decisões: O certo e o errado. Temos que ter a sabedoria para tomar a decisão mais acertada para cada tempo de nossa vida, e assim colheremos o melhor em nosso tempo. Salomão diz que o sábio conhece o tempo e o modo. Seja na infância, adolescência ou velhice. O que João quis dizer é que em todas as coisas a Palavra tem que nortear nossas decisões. Vemos na Bíblia vários exemplos de homens de Deus, que mesmo ainda muito jovens puderam ser chamados assim: homens de Deus. Quando dizemos homens estamos nos referindo ao gênero humano num todo.

A LEI - Torah

 
A palavra Torah , traduzida por lei, significa propriamente uma direção, que era primitivamente ritual. Usa-se o termo, nas Escrituras, em diversas acepções, segundo o fim e conexão da passagem em que ele ocorre.
Por exemplo, algumas vezes designa a revelada vontade de Deus (Sl 1.2; 19.7; 119; Is 8.20; 42.12; Jr 31.33). Também significa a instituição mosaica, como distinta do Evangelho (Mt 11.13; 12,5; Jo 1.17; At 25.8), e por isso freqüentes vezes se considera a lei de Moisés como sendo a religião dos judeus (Mt 5.17; Hb 9.19; 10.28).
Outras vezes, num sentido mais restrito, significa as observâncias rituais ou cerimoniais da religião judaica (Ef 2.15; Hb 10.1). É neste ponto de vista que o apóstolo Paulo afirma que "ninguém será justificado diante dele por obras da lei" (Rm 3.20). A "lei gravada nos seus corações", que Paulo menciona em Rm 2.15, é o juízo do que é mau e do que é justo, e que na consciência de cada homem Deus implantou.

40 ANOS NO DESERTO

 
As peregrinações que os filhos de Israel realizaram, marchando desde o Egito até à terra de Canaã, foram uma escola importante para sua instrução.

Foi em Ramessés que principiou a marcha dos israelitas. O caminho direto deste lugar para Canaã teria sido pela terra dos filisteus, ao norte dos lagos Amargos, e ao longo da orla setentrional do deserto de Sur. Todavia, essa direção foi-lhes proibida (Ex 13.17,18); e por isso, depois de por certo tempo tomarem o rumo oriental, prosseguiram para o sul, exultando certamente com isso o Faraó, porque julgava assim em seu poder.
Acamparam a primeira noite em Sucote, que não devia ter sido longe de Ramessés. Pela segunda tarde chegaram à orla do deserto, em Etã. Provavelmente agora deviam ter seguido para o Oriente, mas foi-lhes ordenado que "retrocedam e que acampem defronte de Pi-Hairote, entre Migdol e o mar, diante de Baat-Zefom" (Ex 14.2); era um estreito desfiladeiro, perto da costa ocidental do Golfo, entre os montes que guarnecem o mar e uma pequena baia ao sul. Ficavam deste modo "desorientados na terra".
Esse movimento teve o efeito  de atrair o Faraó, para junto deles; e o desígnio de alterar desta forma a linha da sua marcha foi revelada a Moisés (Ex 14.17). Os egípcios aproximaram-se dos israelitas quando estes estavam acampados diante do braço ocidental do mar Vermelho. Como, quer na extensão, quer na profundidade do golfo de Suez, se operou uma notável mudança  no decorrer destes últimos trezentos anos, em virtude duma grande acumulação de areia, é por esta razão impossível determinar o lugar onde os israelitas atravessaram. Eles passaram pelo mar  em seco para o lado oriental, perto do sítio agora chamado Ayun Musa (poços de Moisés), principiando aqui o deserto de Sur (Ex 15.22), ou o deserto de Etã (Nm 33.8). Estas duas expressões de aplicam à parte superior do deserto; este deserto estende-se desde o Egito até à praia oriental do mar Vermelho, e alarga-se para o Norte até à Palestina.

Obras da Carne & Frutos do Espírito

 
“Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de Deus. Mas o fruto do Espírito é: caridade (amor), gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra essas coisas não há lei.” Gl 5.19-23

Nenhum trecho da Bíblia apresenta um mais nítido contraste entre o modo de vida do crente cheio do Espírito e aquele controlado pela natureza humana pecaminosa do que 5.16-26. Paulo não somente examina a diferença geral do modo de vida desses dois tipos de crentes, ao enfatizar que o Espírito e a carne estão em conflito entre si, mas também inclui uma lista específica tanto das obras da carne, como do fruto do Espírito.
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