Ainda não posso acreditar que dormi demais
e perdi a hora na manhã do Dia de Natal. Não acredito que uma criança
de oito anos de idade seria capaz de dormir demais na manhã de Natal. Vi
meu pai sentado perto da árvore de Natal, com os olhos brilhantes por
causa da expectativa. Desci correndo os degraus e vi o presente pela
primeira vez. Era o melhor presente de Natal que eu já havia ganhado –
um caminhão de bombeiros com uma escada de um metro de comprimento, que
ia para baixo e para cima. Até hoje, não creio que alguma criança tenha
tido mais prazer por ganhar um caminhão de bombeiros como aquele do que
eu.
A história do Natal trata de um presente, mas um presente muito mais
importante e duradouro do que qualquer coisa que se possa encontrar
debaixo da árvore de Natal. É a história do maior presente que já foi
dado à humanidade. Com base em Seu imenso amor, Deus deu ao mundo um
Salvador há mais de 2.000 anos. O Natal é a celebração da vinda de
Jesus, o Messias, à Terra. Ele veio a um mundo escuro e pecaminoso “como a luz que brilha nas trevas” (Jo 1.5).
Seu nascimento em Belém foi predito pelo profeta Miquéias 700 anos
antes (Mq 5.2). Belém, de fato, data de muito tempo antes disso na
história judaica. Foi ali que o patriarca Jacó sepultou sua esposa
Raquel (Gn 35.19). Ali foi a cidade de Noemi, citada no livro de Rute
(Rt 1.19), e ali Davi foi ungido rei sobre todo o Israel (1Sm 16.4-13).











