O milagre da multiplicação de pães e peixes

 
Wilma Rejane

Alguma vez ao ler o milagre da multiplicação dos pães e peixes você relacionou-o com a entrada dos israelitas na terra prometida? Se ainda não fez essa conexão entre Antigo e Novo Testamento convido-o a ler o artigo e se aprofundar um pouco mais no estudo da Palavra. É simplesmente maravilhoso constatar a perfeição das Escrituras e a grandeza escondida nos detalhes.  

No livro de Josué, capitulo 5, encontraremos subsídios para compreendermos melhor o que foi descrito pelos evangelistas: Mateus, Marcos, Lucas e João sobre a multiplicação. Tomaremos por base o Evangelho de João.

João 6: 1 a 14:

“Depois disto partiu Jesus para o outro lado do mar da Galileia, que é o de Tiberíades. E grande multidão o seguia, porque via os sinais que operava sobre os enfermos. E Jesus subiu ao monte, e assentou-se ali com os seus discípulos. E a páscoa, a festa dos judeus, estava próxima. Então Jesus, levantando os olhos, e vendo que uma grande multidão vinha ter com ele, disse a Filipe: Onde compraremos pão, para estes comerem? Mas dizia isto para o experimentar; porque ele bem sabia o que havia de fazer. Filipe respondeu-lhe: Duzentos dinheiros de pão não lhes bastarão, para que cada um deles tome um pouco. E um dos seus discípulos, André, irmão de Simão Pedro, disse-lhe: Está aqui um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas que é isto para tantos? E disse Jesus: Mandai assentar os homens. E havia muita relva naquele lugar. Assentaram-se, pois, os homens em número de quase cinco mil.

E Jesus tomou os pães e, havendo dado graças, repartiu-os pelos discípulos, e os discípulos pelos que estavam assentados; e igualmente também dos peixes, quanto eles queriam. E, quando estavam saciados, disse aos seus discípulos: Recolhei os pedaços que sobejaram, para que nada se perca. Recolheram-nos, pois, e encheram doze alcofas de pedaços dos cinco pães de cevada, que sobejaram aos que haviam comido. Vendo, pois, aqueles homens o milagre que Jesus tinha feito, diziam: Este é verdadeiramente o profeta que devia vir ao mundo. ”

Josué capitulo 5: 10 a 12:

 "Na tarde do décimo quarto dia do mês, enquanto estavam acampados em Gilgal, na planície de Jericó, os israelitas celebraram a Páscoa. No dia seguinte ao da Páscoa, nesse mesmo dia, eles comeram pães sem fermento e grãos de trigo tostados, produtos daquela terra. Um dia depois de comerem do produto da terra, o maná cessou. Já não havia maná para os israelitas, e naquele mesmo ano eles comeram do fruto da terra de Canaã."

Compreendendo Josué

O maná que descia do céu a cada manhã foi cessado tão logo Josué e os Israelitas alcançaram os limites da terra prometida. O que era o maná? O nome maná foi dado pelos israelitas quando da peregrinação no deserto, significa: “O que é isto?”. Deus, ao instruir Moisés sobre o alimento que viria a cada manhã descendo do céu para as campinas,para ser colhido, chama o alimento de pão:

Êxodo 16: 4“Eis que vos farei chover pão dos céus e o povo colherá a porção para cada dia, para que eu veja se anda na minha lei ou não” .

Portanto, o maná foi um nome dado pelos homens ao pão que descia do céu.

Em Josué está o exato momento em que o maná desaparece da comunidade de Israel . A  partir dali, todos teriam que trabalhar e do suor do rosto conquistar o alimento, o pão. Este pão não significava apenas comida física, mas e principalmente, espiritual:Israel teria que permanecer confiando em Deus como provedor diário,mesmo sem colher os pães nas campinas pela manhã. O Pão do céu ganha novo significado relacionado a fé.

Romanos 1:17: O justo viverá da fé.
Deuteronômio 8:3 “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda Palavra que sai da boca de Deus”

Percebamos ainda que o maná desaparece no dia subsequente a Páscoa.

Compreendendo João

Apenas João cita que era véspera da Páscoa quando milhares de pessoas subiram a um monte próximo ao mar da Galileia para ouvir Jesus e receber milagres. Todos permaneceram no lugar até a chegada da Páscoa, até o amanhecer. Por este motivo Jesus interroga seus discípulos sobre o que haveriam de comer porque a noite se aproximava e não havia indícios de que pudessem conseguir pão nas proximidades.

É interessante porque na indagação de Jesus, feita de forma proposital para experimentar a reação dos discípulos, está o reflexo da ansiedade humana por provisão. Claro que Jesus não tinha essa ansiedade, é por isso que os Evangelhos enfatizam o fato de a pergunta surgir como um teste aos discípulos: “ Onde conseguiremos pão, haveremos de comprar”? ( João 6:5).

Quem ali tinha fé o suficiente para acreditar na provisão de Deus? Quem seria capaz de afirmar que o alimento físico não era o mais importante, mas o espiritual e este estava absolutamente suprido pela presença de Jesus com eles?

A reação dos discípulos diante da interrogação de Jesus é semelhante a reação de qualquer um de nós diante das incertezas. A interrogação de Jesus é sobre “o desaparecimento do maná”: “E agora, o que fazer para conseguir pão?”

É André que de forma despretensiosa, depois de inspecionar a multidão, relata para Jesus a existência de cinco pães e dois peixes. Não há fé nessa descrição de André, pelo contrário,ele até ironiza: o que é isto para tanta gente? (João 6:9).

André somos nós com nossas soluções. Somos nós quando ignoramos a presença e providência Divina. Somos nós murmurando, considerando as dificuldades,as impossibilidades.

Dai-lhes vós de comer

Jesus pede aos discípulos que organizem a multidão em grupos de cem e de cinquenta e então  eleva os cinco pães e peixes ao céu e ora a Deus realizando assim o milagre da multiplicação.

O Pão do céu,o maná,estava anunciando um novo tempo em que o Reino de Deus era chegado aos homens. Um novo tempo em que o maná, O Pão estaria sempre e por todos os dias entre os homens.

Deus não havia abandonado Israel e o maná também não havia sumido. Jesus estava anunciando que Ele era o verdadeiro Pão que alimentava a vida,os homens.

Os grupos de cem e cinquenta organizados, sob a orientação dos doze discípulos é um retrato da Igreja, da nova organização que haveria de surgir.

Em Mateus 14:16, está escrito que Jesus dá a responsabilidade de alimentar aos discípulos: “Dai-lhes vós de comer”. A Igreja como representante de Jesus tem a missão de alimentar, orientar, cuidar, apascentar com a Palavra de Deus a fim de que a “multidão não se disperse, não se perca”. Ela deve fazer estas coisas e se não faz está sendo negligente, inoperante por ter pão e não alimentar a multidão. A igreja está para servir, mas quem salva, quem transforma é Jesus.

O que é isto?

Imediatamente após o milagre da multiplicação dos pães e peixes Jesus iniciou seus sermões sobre o Pão da vida. Ele se apresentou como o verdadeiro Maná que descia do céu em uma clara referência ao Antigo Testamento:

João 6:48-51 "Eu sou o pão da vida. Vossos pais comeram o maná no deserto, e morreram. Este é o pão que desce do céu, para que o que dele comer não morra. Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo.”

Ele é o Pão e a Páscoa (a carne que deu a vida pelo mundo). É a Páscoa em Josué,é a Páscoa em João. Ele é o que dá acesso a terra prometida, Ele é o Caminho das promessas, É a eternidade com Deus! Aqui está o motivo pelo qual o maná cessou ao entrarem na terra prometida. Aqui está o motivo pelo qual João enfatiza ser Páscoa o dia do milagre da multiplicação dos pães e peixes.

É interessante que ao verem pão caindo do céu os israelitas foram tomados de espanto e todos se perguntavam: “O que é isto? Como é possível cair pão do céu?”. E quando Jesus disse ser o pão da vida, o Pão que desceu do céu, os discípulos,fariseus, a multidão espantada falou: “Mas o que é isto? O que ele está dizendo? Este não é o filho do carpinteiro José?” (João 6:40,41,42).

A murmuração limita os campos de visão física e espiritual.  Tanto os israelitas quanto os fariseus estiveram impossibilitados de discernir sobre o agir de Deus por causa da murmuração. João 6:61-62:"Sabendo, pois, Jesus em si mesmo que os seus discípulos murmuravam disto, disse-lhes: Isto escandaliza-vos? Que seria, pois, se vísseis subir o Filho do homem para onde primeiro estava?Ora, se descer o Pão do céu era espantoso, quanto mais vê-lo subir?".

Maná na arca

O Maná que desaparece em Josué é citado em Hebreus , ele faz parte dos elementos interiores da Arca da Aliança: Hebreus 9: 4: “A arca do concerto, coberta de ouro, continha o maná, a vara de Arão que tinha florescido e as tábuas do concerto”.

O mesmo capitulo de Hebreus diz que A Arca e tudo quanto nela há são símbolos da Antiga Aliança e Cristo é o portador da Nova Aliança, o Tabernáculo Eterno,o Próprio Maná, A Páscoa que aboliu os sacrifícios de sangue com bodes e bezerros,sendo Ele o perfeito e definitivo sacrífico. (Hebreus 9: 11-12)

Em Apocalipse 2:17:"Aquele que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao vencedor darei do maná escondido.”

Vimos em Hebreus que Jesus é portador da Nova Aliança que aboliu toda a lei de sacrifícios pelo sacrifício da cruz. A Arca da Aliança já não é o tabernáculo da presença de Deus entre os homens, mas Jesus é o Tabernáculo, o Templo na Nova Aliança. E esta aliança também nos torna templos, morada do Espírito Santo de Deus.

O Maná escondido, dado aos vencedores, portanto, é o acesso direto a Jesus Cristo, é viver em Sua presença eterna e através Dele conhecer os mistérios que estiveram ocultos sobre vida e morte.

Concluindo...

Aquilo que está escondido precisa ser revelado.  O maná que se esconde na antiga aliança, se revela no Cristo da eterna aliança em quem se esconde os mistérios da vida e morte:

Colossenses 2:2-3:“Esforço-me para que eles sejam fortalecidos em seus corações, estejam unidos em amor e alcancem toda a riqueza do pleno entendimento, a fim de conhecerem plenamente o mistério de Deus, a saber, Cristo. Nele estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento. ”

Escondido, porém, não quer dizer ausente. Jesus nunca esteve ausente da história da humanidade, Ele É: sem principio,nem fim, mas eterno. É antes do principio (Gênesis) e não se encerra no Apocalipse.

Da mesma forma que o Maná foi provisão para os dias de deserto, também foi para a Terra Prometida. Deus cuidou de Israel mesmo quando eles não tinham consciência disso,mesmo quando eles murmuravam e não conseguiam enxergar os milagres diários.

O menino entregou seus pães e peixes para Jesus e viu tudo ser multiplicado. O gesto do garoto lembra o gesto da viúva de Sarepta que entregou todo o azeite para profeta Eliseu e recebeu em troca a multiplicação. O Pão da vida que é Jesus abastece os celeiros de nossa alma, multiplica nossas forças. Sua graça é a expressão máxima de alegria, bondade e misericórdia e todos os dias Ele abre seus potes de amor e misericórdia para nos alimentar e esses potes não têm fim (Lamentação de Jeremias 3:22)

Deus o abençoe. 


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O segredo do Salmo 91

 
João Cruzué

Em 1974, quando tinha 18 anos eu aceitei Jesus em uma Igreja, na antiga Rua Oito do Jardim São Luiz, em São Paulo. Tios Paulo e Glória me convidaram para o culto e disseram que os crentes falavam em línguas estranhas. Eu queria ver de perto a novidade. Naquele tempo, a leitura do Salmo 91 era muito comum e as pessoas costumavam pregar um quadro com ele atrás de alguma porta, para trazer segurança contra o mal. Convido você para refletirmos juntos sobre este preciso Salmo.

Três anos mais tarde, já batizado nas águas e batizado também com o Espírito Santo, falando em línguas estranhas, mudei de São Paulo para as Gerais e da Igreja Deus é Amor para a Assembleia de Deus. O tempo passou e eu voltei para São Paulo.
Um belo dia ouvi um ensino bíblico do Pastor Luiz Vicente Branco, homem de Deus, que hoje já dorme no Senhor. Ele ensinou que as bênçãos contidas no Salmo 91 são reais, mas também elas são condicionais. Há condições para que elas alcancem com toda plenitude a vida do crente. Estas condições se encontram no versículo 14: "Pois que tão encarecidamente Me amou, também o livrarei, pô-lo- ei em um alto retiro (o esconderijo) porque conheceu o Meu nome".


Duas condições: Porque conheceu o meu nome e tão encarecidamente me amou. Aqui está a causa cujas consequências são o cumprimento de todas as promessas do Salmo 91. Conhecer e amar o Senhor.

Quando fui naquela Igreja da Rua Oito eu  ainda não queria conhecer Jesus, mas, sim, ver os crentes falarem em línguas estranhas. Somente meses mais tarde, é que cheguei à conclusão de que eu tomei a decisão de aceitar Jesus como meu Senhor, e  que passaria a andar sob a vontade Dele. Eu entendi o amor Dele por mim e comecei a amá-lo também. "Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos a ele e faremos nele morada.

As promessas de Deus no Salmo 91, e centenas de outras que registradas na Bíblia, estão ao alcance de qualquer pessoa que deseje ter intimidade com Deus. Esta intimidade passa por duas decisões e uma atitude: Aceitar Jesus com Salvador para ter o direito de filiação no Livro da Vida; amar a Deus obedecendo a Sua vontade e buscar uma vida de oração diante de Deus.

Assim está escrito no versículo 15: "Ele me invocará, e Eu lhe responderei; estarei com ele na angústia; livrá-lo-ei e o glorificarei. A presença de Deus na vida do crente em tempos de angústia e a resposta de Deus a uma oração aflita são apenas para quem tiver intimidade com Deus. Não é por menos. Para chegar a esta intimidade você precisa deixar tudo que desagrada ao Senhor - vale a pena? Vale! Isto chama-se ser fiel a Deus.

Se o mal está rondando a sua vida, sua saúde, sua família, seu lar, sua vida financeira ou qualquer outra coisa - aí está a receita: Deus garante a sua segurança e todas as bênçãos que você necessita - desde que busque a vontade Ele. Se ainda não é crente, dê o primeiro passo e aceite Jesus na Igreja Evangélica do seu bairro, aí na sua cidade. Se já é crente e precisa muito das bênçãos do Senhor, abandone o que desagrada a Deus, fortaleça seu relacionamento com Ele, adquirindo o hábito da oração. Não fique inativo na Igreja, procure servir em alguma coisa. Agrade o Senhor e Ele cumprirá o desejo do seu coração.


João Cruzué
cruzue@gmail.com

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Debaixo da figueira

 
Wilma Rejane
"Jesus viu Natanael vir ter com ele, e disse dele: Eis aqui um verdadeiro israelita, em quem não há dolo. Disse-lhe Natanael: De onde me conheces tu? Jesus respondeu, e disse-lhe: Antes que Filipe te chamasse, te vi eu, estando tu debaixo da figueira. Natanael respondeu, e disse-lhe: Rabi, tu és o Filho de Deus; tu és o Rei de Israel. Jesus respondeu, e disse-lhe: Porque te disse: Vi-te debaixo da figueira, crês? Coisas maiores do que estas verás. E disse-lhe: Na verdade, na verdade vos digo que daqui em diante vereis o céu aberto, e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem." João 1:47-51

O que fazia Natanael debaixo da figueira? É uma especulação comum aos que lêm essa passagem. Natanael poderia estar orando já que a pratica de orar embaixo da figueira era comum aos rabinos judeus que em suas orações incluíam o retorno do Messias. Independente do que fazia Natanael, o mais esplêndido de tudo é que Jesus o viu em um momento que ninguém poderia ter visto. Era somente Natanael, seus pensamentos e uma frondosa figueira. Por isso o espanto de Natanael. Ele só poderia estar frente a frente com o Messias, alguém capaz de enxergar nitidamente o mundo espiritual, além da matéria.

A promessa dos céus abertos sobre Natanael substituía o simbolismo da sombra da figueira. A figueira que já estava presente no Éden:

Gênesis 3.7: "Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueiras e fizeram cintas para si."

Em Gênesis a primeira referência a figueira está nas vestes confeccionadas por Adão e Eva. A figueira seria o esforço do homem por tentar salvar-se, seria o código das leis de Moisés que apontavam para a salvação em Cristo Jesus. Deus substituiu as vestes de Adão e Eva feitas com folhas de figueira por roupas feitas com pele de cordeiro. O Cordeiro que tira o pecado do mundo já estava profetizado, Ele seria o sacrifício perfeito e completo a cobrir, redimir todo pecado:"Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo." João 1:29

E quando Jesus diz: Natanael, daqui em diante, vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem,entende-se como: "Natanael, o novo tempo chegou em que tereis acesso ao Pai através do Filho, o véu foi rasgado e o Reino de Deus é chegado a vós."

Natanael orava como um verdadeiro Israelita, ele conhecia as Escrituras e esperava a redenção da nação via Messias. Mas Jesus lhe mostra algo maior: céus abertos! 

Debaixo da figueira:

Essa passagem de Natanael embaixo da figueira nos fala dos atributos de Deus: Onipresença, onisciência, onipotência. Deus está em todos os lugares, tem todo o poder e conhece todas as coisas. Ele vê cada momento solitário nosso. Ele conhece sobre o que oramos, Ele ouve até mesmo nosso silêncio. 

Nossa procura por lugares seguros (figueiras frondosas) pode ser constante, mas o encontro com Aquele que nos resguarda a Sombra do Onipotente (Salmo 91:1) é que verdadeiramente nos salva.

"Eu te vi Natanael, embaixo da figueira" essa frase pode ser transferida para qualquer um de nós: "Eu te vi........(Maria,João, Jacó...)quando oravas, quando esperavas, quando buscavas refúgio para tuas aflições". E da mesma forma que Jesus aguardava Natanael ir ao seu encontro, Ele também nos aguarda, todos os dias para que possamos viver das promessas que o Reino de Deus reserva para cada um de nós. 


Deus o abençoe

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Aos cães as coisas santas e as pérolas aos porcos

 
Wilma Rejane



"Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis aos porcos as vossas pérolas, não aconteça que as pisem com os pés e, voltando-se, vos despedacem." Mateus 7:6

Essa passagem Bíblica é intrigante porque de inicio parece nos dizer para não desperdiçar coisas valiosas com pessoas imerecidas. Como aplicar isso no dia a dia? Primeiramente precisamos compreender quem são: os cães,os porcos e as pérolas a que Jesus se refere. 

Cães:

A palavra cão aparece na Bíblia em vários significados: animal (João 10:12), homens (Salmo 22:16),falsos profetas (Filipenses 3:2). Estudando a raiz da palavra cão, temos uma surpresa, ela denota um tipo de personalidade:

cão no grego =  kunikos = cínico. Essa palavra surge na Grécia com uma corrente filosófica que defendia a indiferença, o escárnio, a falta de pudor e também de interesses materiais. Dois principais filósofos ficaram bem conhecidos por terem levado ao extremo o cinismo, são eles: Antístenes e seu discípulo Diógenes que morava em um barril e usava uma lanterna. Posteriormente a escola filosófica é que a palavra se propagou como adjetivo para descrever as características de homens detestáveis, dissimulados, indiferentes, escarnecedores. Na época em que a Bíblia foi escrita, os gentios (não judeus)  também eram chamados de cães (Mateus 15:21,28).

Como passagens Bíblicas que se referem aos cães, podemos citar ainda:

"Bem-aventurados aqueles que guardam os seus mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas.Mas, ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idolatras, e qualquer que ama e comete a mentira."Apocalipse 22:14-15


"Porque melhor lhes fora não conhecerem o caminho da justiça, do que,conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento que lhes fora dado;Deste modo sobreveio-lhes o que por um verdadeiro provérbio se diz: o cão voltou ao seu próprio vômito, e a porca lavada ao espojadouro de lama."II Pedro 2:21-22

Porcos :

"E o porco, embora tenha casco fendido e dividido em duas unhas, não rumina; considerem-no impuro. Vo­cês não comerão a carne desses animais nem tocarão em seus cadáveres; considerem-nos impuros." Levítico 11:7-8

No Antigo Testamento porcos eram considerados imundos.Judeus não se alimentavam de carne de porco em obediência a Levítico. Jesus, porém, era judeu e contrariou seus compatriotas ao comer carne de porco. Ele ensinou que o verdadeiro mal não reside nas coisas exteriores, mas no coração dos homens. A carne de porco não tinha poder para transformar o homem em puro,impuro, digno ou indigno, mas o que estava no coração dos homens sim,isso que tinha que ser considerado:

"Não percebem que o que entra pela boca vai para o estômago e mais tarde é expelido? Mas as coisas que saem da boca vêm do coração, e são essas que tornam o homem impuro. Pois do coração saem os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as imoralidades sexuais, os roubos, os falsos testemunhos e as calúnias. Essas coisas tornam o homem impuro."Mateus 15:17-20

Se comer carne de porco era lícito,então por que a proibição no Antigo Testamento? A carne de porco era uma instrução sobre saúde,higiene e não sobre santidade. Os judeus estavam relacionando o comer carne de porco com ser ou não santo e Jesus lhes revela a verdade, santidade não era um ritual, mas uma essência espiritual.

Pérolas:

A principal referência sobre ela está no Evangelho de Mateus:

"O Reino dos céus também é como um negociante que procura pérolas preciosas. Encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo o que tinha e a comprou."Mateus 13:45-46
Pérolas, portando, está na passagem como sendo O Reino dos céus. Para entender melhor vamos ver de que modo nascem as pérolas: A pérola é o resultado de uma reação natural do molusco contra invasores externos, como certos parasitas que procuram reproduzir-se em seu interior. Para isso, esses organismos perfuram a concha e se alojam no manto, uma fina camada de tecido que protege as vísceras da ostra. Para se livrar do perigo o molusco faz um pequeno ferimento em seu interior e desse ferimento nasce a pérola.

Foi  a custo de dor,sofrimento e também trabalho que o Reino dos céus chegou até nós. Jesus verteu seu precioso sangue para que tivéssemos acesso a Ele. Ele é o que nos livra da morte (invasores), da destruição eterna. Mas Jesus também nos ensina a nos protegermos dos perigos e armadilhas desse mundo preservando essa pérola de grande valor.

Relacionando as passagens:

Percebamos que no sermão completo de Jesus sobre " Não deitar aos cães as coisas santas, nem aos porcos as vossas pérolas" em Mateus 7, o que está em questão é o julgamento entre pessoas. Jesus diz:

" Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós. E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho?Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu?Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão. Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis aos porcos as vossas pérolas, não aconteça que as pisem com os pés e, voltando-se, vos despedacem."Mateus 7:1-6

Conhecer quem é cão ou porco é uma questão de julgamento,discernimento. E uma vez discernindo o cínico,escarnecedor, aquele que gosta de se "lambuzar na lama" como porco, convêm não confiar demasiadamente, não se unir a eles, não perder tempo lançando-lhes suas pérolas (vida dedicada ao Evangelho, A Palavra de Deus) porque ele irá desprezar e ainda fará com que seu amor, seu cuidado, sua atenção para com ele, seja um instrumento de decepção.

Mas isso não vai totalmente contra a mensagem do Evangelho de "amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo"? (Marcos 12:30,31). Não vai contra o "ide e pregai o Evangelho a toda criatura"? (Marcos 16:15).

Não. Jesus não se contradiz. A Palavra de Deus é perfeita sem erros, sem contradições:

  • “A lei do Senhor é perfeita” Salmos 19:7. 
  • “Toda palavra de Deus é pura” Provérbios 30:5
  • “Toda a Escritura é inspirada por Deus" II Timóteo 3:16

Entendo que Jesus instruí seus discípulos a julgarem corretamente entre bem e mal e ainda que não se faça acepção de pessoas, ainda que as amemos, será preciso não se deixar contaminar, atrair pelo "chiqueiro" a ponto de desperdiçarmos coisas úteis e edificantes em detrimento de coisas inúteis e destruidoras. Por todo seu ministério Jesus conviveu com o cinismo, a indiferença dos fariseus que não amoleciam seus corações por nada, nem por cegos que voltavam a enxergar, nem por pessoas que eram ressuscitadas. Jesus não desperdiçava Sua paciência e Suas palavras com eles. Jesus ia de encontro aos pobres, humildes, sedentos por justiça. 

Claro que Deus tem poder para transformar cães e porcos, o Evangelho para isso veio: Paulo de Tarso, Pedro, João, a mulher samaritana, o Zaqueu (corrupto comerciante). Todos foram transformados graças ao Evangelho ter sido anunciado para eles.

"Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego. Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá pela fé." Romanos 1:16-17

O desperdício das pérolas




As pérolas combinaram com o porco?
Não combina um cristão,um servo de Deus não ter discernimento a ponto de se lambuzar na lama alheia por uma causa que não lhe trará resultados. É como uma jovem honesta e cheia de fé que namora,noiva e casa com um malandro que não teme a Deus, não tem amor aos pais e não vai respeitar a esposa. Lá se foram as pérolas da jovem... Lá se foi sua felicidade. E não adianta culpar Deus porque somos responsáveis por nossas escolhas. É como um jovem que serve ao Senhor com todo o coração e conhece uma jovem que não tem planos na vida,não tem temor a Deus e gosta mesmo é de baladas. E os dois tragicamente se casam. Conflitos, brigas,desarmonia, filhos traumatizados, tudo poderia ser evitado.

As pérolas foram para o chiqueiro,custaram tão caro, mas agora estão pisadas pelos porcos...

Na oração

Sempre usamos esses versos para falar da eficácia da oração, eles também fazem parte do sermão de Jesus sobre os cães e os porcos:

"Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis aos porcos as vossas pérolas, não aconteça que as pisem com os pés e, voltando-se, vos despedacem. Pedi, e vos será dado; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á.Porque, aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e, ao que bate, abrir-se-lhe-á. E qual dentre vós é o homem que, pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma pedra?E, pedindo-lhe peixe, lhe dará uma serpente?Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem?Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei lho também vós, porque esta é a lei e os profetas."Mateus 7:6-12

Entendo que Jesus se refere não apenas ao pedir coisas de nossa vontade,mas a pedirmos discernimento sobre julgar corretamente pessoas e situações. Nosso agir precisa estar de acordo com nossos julgamentos. Isso já acontece conosco, nos movemos nas virtudes de nossas deduções, conclusões. Erramos, acertamos, imploramos a Deus para nos ajudar a concertar erros, e Ele ajuda. Ele dá o melhor, o pão,mesmo quando lhe pedimos pedra. E esta referência sobre "pedir pedras" significa que muitas vezes não sabemos o que pedir, o que é melhor para nós,mas Deus sabe. E como saber o que Deus tem e quer de nós? Orando. Mas não esqueçamos que além do orar tem o vigiar:

"Vigiai e orai, para não caírdes em tentação. O espírito, com certeza, está preparado, mas a carne é fraca”. Mateus 26:41

Que Deus nos ajude a julgarmos corretamente e a sermos tementes e fiéis para com Ele. Se fomos alcançados mediante a graça do Evangelho, temos conosco A Pérola de grande valor citada por Jesus. Nossa vida, portanto, é um tesouro precioso porque em nós habita Cristo. Apocalipse 21:21, diz:
"Os doze portais eram doze pérolas; cada um dos portais construído a partir de uma só pérola; e a rua principal da cidade era de ouro puro, reluzente como o vidro límpido."

No Reino do céu as portas são feitas de pérolas. Entendo que passam por elas aqueles que renunciam ao mundo, sofrem por amor ao Evangelho. Guardemos nosso tesouro e não desperdicemos as pérolas nos chiqueiros desse mundo.

Deus o abençoe.

*  ALMEIDA, João.  Bíblia de Estudo Plenitude. Sociedade Bíblica do Brasil. Ed 1995. São Paulo/SP. 
 
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Unidade e Verdade

 

Dave Hunt

Deveria ser evidente para qualquer observador das notícias e tendências que estamos sendo levados (como previu a Bíblia) a um governo e uma religião mundiais - e que ambos serão unificados. Qualquer "separação entre Igreja e Estado" acabará. Deveria também estar claro que uma exigência básica da religião mundial (passos em cuja direção são recompensados pelo "Prêmio Templeton Para o Progresso na Religião") é que seja inofensiva e universalmente aceita.

Babel, o modelo de unidade

A "correção político-religiosa" é essencial para a falsa unidade desejada por este mundo. A regra para isto será "espiritualidade" sem verdade. O mundo retornará a Babel, onde a "cidade" (o governo secular) e a "torre" (a religião) eram unificados: "Vinde, edifiquemos para nós uma cidade e uma torre cujo tope chegue até aos céus..." (Gn 11.4). Aqueles que persistirem em afirmar que alguns ensinos são errados serão silenciados para o bem da sociedade. Essa tendência já é notada na "Trinity Broadcasting Network" (maior rede de TV evangélica dos EUA - N. R.) de Paul Crouch, cuja oração demanda imunidade à correção: "Deus, nós declaramos a destruição de qualquer coisa ou pessoa que se levante contra este ministério..."1
Esse tipo de unidade, integralmente estabelecida em Babel, agrada à sabedoria humana. Contudo, a resposta de Deus foi "confundir ali a sua linguagem, ...e dispersá-los dali pela superfície da terra" (vv. 7-8). No Areópago, Paulo explicou o propósito de Deus em fazer tal coisa: "[Ele] havendo fixado... os limites da sua habitação; para buscarem a Deus..." (At 17.26-27).
Ao invés de buscar ao Senhor, o homem tem procurado tornar-se o senhor do Universo. A sua capacidade de invenção cumpre a declaração de Deus: "é mau o desígnio íntimo do homem desde a sua mocidade" (Gn 8.21), e prova a exatidão do terrível aviso divino: "não haverá restrição para tudo que intentam fazer" (Gn 11.6). A maldade e violência do mundo aumentaram com o desenvolvimento da educação, do conhecimento e da tecnologia humanos. De fato, somos "uma geração de gigantes nucleares, mas anões morais".
E agora, em rebelião contra o julgamento de Deus em Babel, o homem está determinado a unificar o mundo como foi naquela época. A Lockheed Corporation, num anúncio na revista Scientific American, vangloria-se de que através de seus computadores está "desfazendo o efeito Babel", unificando, novamente, o mundo em uma linguagem. A IBM e outras corporações científicas têm feito alardes similares. Imagina-se que a unificação do mundo colocará um fim à competição e aos conflitos entre as nações, e conduzirá a uma era venturosa de paz e prosperidade. Na realidade, ela trará o reinado do anticristo e a ira de Deus derramada sobre a terra.

A verdadeira unidade

O mundo nunca terá unidade e paz até que Cristo, o Príncipe da Paz, governe em pessoa do trono de Davi. E mesmo assim, depois de 1.000 anos de Seu reinado, milhões e milhões daqueles que foram forçados a obedecer se rebelarão contra Ele (Ap 20.7-9). O Milênio será a prova final da incorrigível maldade do coração humano. A única esperança está na criação de uma nova raça que morreu em Cristo, aceitando a morte dEle como a sua própria, e que "nasceu de novo" do Espírito Santo para ser habitada pelo Espírito de Cristo. Cada um destes que herdam novos céus e nova terra pode dizer confiantemente: "Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim..." (Gl 2.19b-20a).
A verdadeira unidade só é encontrada em Cristo. Aqueles que pertencem a Ele são "um corpo", tendo"uma só esperança... um só Senhor, uma só fé , um só batismo, um só Deus e Pai de todos..." (Ef 4.4-6). Estes são o Seu corpo, Sua Igreja, Sua noiva. A respeito destes Jesus disse: "Eles não são do mundo, como também eu não sou" (Jo 17.14,16). A verdadeira Igreja nunca poderia ser popular com o mundo, muito menos unida a ele numa causa comum. Cristo disse: "Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia... Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós outros..." (Jo 15.19-20).
Estas poucas palavras das Escrituras são suficientes para condenar a igreja católica romana. Sua longa história de parceria com e até mesmo de domínio sobre os governos (como foi predito em Apocalipse 17.18), e o poder que ela exerce nos círculos seculares marcam-na como apóstata. O papa recebe embaixadores de todos os principais países que vêm suplicar favores, e por onde vai ele é recebido com muita pompa e cerimônia pelos chefes de Estado, do presidente Clinton a Arafat ou Fidel Castro.
Do mesmo modo, reconhecemos o erro dos evangélicos que se esforçam para exercer influência política através de acordos com os ímpios, procurando ter domínio dentro de governos em cooperação com católicos e adeptos de outras religiões - e o fazem em nome de Cristo que foi odiado, zombado e crucificado pelas líderanças religiosas e políticas.

"Não rogo pelo mundo"

Na oração de Cristo por unidade, Ele disse especificamente:"Não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste [fora do mundo], porque são teus" (Jo 17.9). Não existe na Bíblia qualquer referência de que os cristãos devam "mudar o mundo" (que está debaixo do julgamento de Deus) ou "atender às necessidades da comunidade". Nós devemos chamar para sair deste mundo "um povo para o seu nome" (At 15.14). O interesse de Cristo foi por Sua Igreja: "a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós... como nós o somos; eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade..." (Jo 17.21-23).
A oração de Cristo foi respondida pelo fato do Filho e do Pai habitarem nos cristãos por meio do Espírito Santo. Tornando-nos "filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus" (Gl 3.26), somos unidos à família de Deus para sempre. Essa unidade não pode ser compartilhada fora dessa família. Ela é expressa pela adesão em palavras e atos à Palavra de Deus e à verdade (Jo 17.6, 8, 14, 17).
Nunca nos foi ordenado estabelecer a unidade, mas "preservar a unidade do Espírito" (Ef 4.3), que já temos em Cristo. Nossas vidas e a doutrina sobre a qual estão fundamentadas devem revelar a Palavra de Deus e a Sua verdade. Qualquer desvio disso nega a unidade que é nossa em Cristo. Aqueles que não são membros do corpo de Cristo por não crerem no Evangelho não podem fazer parte dessa família, e não há "unidade" que os crentes possam fabricar para conseguir tal coisa.

Divisões entre "cristãos"

Ao menos certas divisões entre os que se chamam cristãos são devidas a sérias diferenças doutrinárias. Há fartas evidências atestando a falsidade do evangelho de salvação do catolicismo romano por sacramentos, obras, sofrimentos no purgatório, indulgências, orações a Maria, etc.; e que ele, por sua própria natureza, não oferece nenhuma segurança. Tais diferenças doutrinárias criam uma barreira intransponível à unidade cristã; e, na verdade, mostram que os católicos romanos (e os ortodoxos cujas doutrinas de salvação são as mesmas) estão fora da família de Deus. Promover o engano destas almas perdidas, acolhendo-as como cristãs, é falta de bondade.
Minha esposa Ruth e eu passamos recentemente um tempo muito proveitoso na Romênia com boas reuniões em cinco cidades, inclusive na Universidade de Bucareste, num anfiteatro esportivo e em outros lugares seculares. A reação foi boa, com vidas salvas e transformadas. Em todo lugar vimos o mal da igreja ortodoxa, que cooperou com o comunismo e agora está perseguindo os evangélicos. Esta igreja não faz objeção que seus membros sejam comunistas ateus. O último censo na Romênia teve duas categorias de ortodoxos: fiéis e ateus.
Durante essa visita, vimos com tristeza os fiéis ortodoxos enfileirados numa grande catedral para beijar os ícones que acreditam serem janelas para o céu, e para tocar os sarcófagos dos "santos", como um passo duvidoso para a salvação, ou para pagarem ao sacerdote por orações especiais que poderiam aproximá-los de merecerem o céu. Típica foi a conversa que tive com o principal sacerdote na catedral ortodoxa:
Dave (D): Como posso ir para o céu? Sacerdote (S): Você tem de rezar. D: Quanto devo rezar? S: Você precisa rezar em todo tempo, em todo lugar. D: Posso ter certeza se conseguirei ir ao céu? S: Você nunca pode saber. As seitas, como os batistas, ensinam que você pode ter a certeza, mas a doutrina oficial da igreja ortodoxa é que você nunca sabe se irá para o céu. D: Mas o que Jesus fez na cruz? (levando-me para o centro da igreja e apontando para uma suposta pintura de Jesus no alto do teto): Ele está olhando por todos nós! (Neste momento, um grupo de convidados de um casamento entrou. Recém-casados no civil, precisavam da bênção da igreja, pela qual pagaram o salário de um mês. Tendo de atendê-los, o sacerdote terminou a nossa conversa - que me deixou interiormente triste pelo engano em que vivem os "fiéis" ortodoxos!)

Fortes movimentos rumo ao ecumenismo

É um despropósito total acolher o catolicismo romano e a ortodoxia oriental como verdadeiro evangelho, mas tal insensatez reflete a tendência atual. Até mesmo o mundo busca a unidade religiosa. Há algum tempo surgiu nos EUA o movimento Promise Keepers, uma organização que reuniu milhões de homens e dezenas de milhares de pastores em defesa do mais flagrante ecumenismo.
No início de 1997 os Promise Keepers reuniram 39.000 pastores em Atlanta (Geórgia, EUA). A conferência juntou representantes dos apóstatas Conselho Mundial de Igrejas e Conselho Nacional de Igrejas, dos evangélicos, dos mórmons e dos católicos romanos, incluindo 600 padres. O vice-presidente do Ministério Pastoral dos Promise Keepers, Dale Schlafer, afirmou que esta nova unidade não está baseada em doutrinas (isto é, em verdade), mas em relacionamentos. Em contraste, a unidade bíblica é uma doutrina que deve ser definida. Algumas diferenças doutrinárias são tão vastas quanto a distância entre o céu e o inferno.
O que impressiona é o número de homens e pastores que se deixam levar por este e por movimentos semelhantes. Quanto a nós, "mantenhamos a unidade do Espírito" através do apego à sólida doutrina em obediência ao nosso Senhor. (Dave Hunt - TBC 4/98)

Nota

  1. Trinity Broadcasting Network (11/7/97)
    "Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? Porque nós somos santuário de Deus vivente..." (2 Co 6.16).
fonte:http://www.chamada.com.br/mensagens/unidade.html

Por isso, não desanime!

 
João Cruzué
Por que será que o Senhor Deus sendo tão bondoso, dono do ouro e da prata, permite que cristãos fiéis sofram? Aparentemente é um contra-senso a visão de ímpios vivendo regaladamente, incrédulos se "dando" bem na vida enquanto honestos filhos de Deus estejam comendo a poeira do deserto. Uma corrente filosófica diz que Deus criou mesmo o mundo e os seres humanos, mas que os deixou à mercê das circunstâncias e da própria sorte a semelhança de uma tartaruga marinha. Quero dar meu testemunho para desmentir este sofisma.

Entre 31 de julho de 1992 e 13 de julho de 2003, eu fiquei desempregado. Bati em muitas portas, fiz muitas entrevistas, enviei centenas de currículos, falhando em todas as tentativas, exceto uma.

Neste tempo perdi quase tudo que possuía. Para reduzir a despesa doméstica cortei os gastos de quase tudo. Tiramos nossa primeira filha da escola particular. Vendemos nossa linha de telefone. Nossa segundo filha estou do ensino básico ao colégio em escola pública. Até nossa comida foi medida, até o ponto de voltar do supermercado com meio kilo de café e dar graças a Deus em casa com lágrimas nos olhos.

Por falta de melhores oportunidades fui para o sítio plantar mandiocas. À mão. Na vida espiritual Deus me chamou para juntar literatura usada de Escola Dominical para mandar para as igrejas do cárcere dentro das penitenciárias do Estado de São Paulo.

Mas em julho de 2003, onze anos depois, uma porta se abriu. Era um contrato de emergência para ser contador em um Hospital da Zona sul de São Paulo. No ano seguinte houve o concurso, e recebi a contratação definitiva. Durante aqueles seis anos vi muita gente nova chegando e tomando cargos maiores que por direito de oportunidade seriam meus. Todavia eu mantive um princípio: o que Deus me desse ninguém tomaria.

 Em 2009, fui convidado a deixar o posto para fazer parte da equipe de contadores da Secretaria de Finanças do Município de São Paulo. Fui aprovado em entrevista feita com o próprio Secretário. Só que eu seria emprestado. Ficaria por lá à mercê do tempo e dos ventos. Entretanto, era um grande honra. Não são todos os que são convidados para trabalhar naquele departamento

Mas surgiu outra oportunidade ainda maior.

Há poucos dias recebi um telegrama. Antes de assumir o novo cargo. Pensei que era alguma conta atrasada ou coisa parecida. Mas não era. Falava de concurso. Uma convocação do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo para a cerimônia de nomeação em um cargo mais importante e um salário dobrado.

Buscando na memória alguma lembrança do tal concurso fui parar em 11 de dezembro de 2005. Foi a data da prova. Não é qualquer dia que um concurso de validade por dois anos, é prorrogado por mais dois e alguém lhe manda um telegrama para vir escolher a vaga depois de quatro anos. Foi o Senhor que me deu. E avisou que Ele foi o autor da oportunidade.


O Senhor permitiu que eu fosse provado. Amassado. Afinado. Provasse a poeira do deserto. Chamado de "coitadinho" pelos familiares. E aos 54 anos quando os familiares achavam que minha vida sempre seria medíocre, algo aconteceu. Ele me concedeu duas oportunidades ao mesmo tempo. Uma, ainda maior que a primeira. Então eu entendi que Deus não nos trata como estranhos. Ele nos corrige e até deixa passar por provações para que depois os olhos de todos vejam o tamanho da bênção que ele reservou para nós.

Se você está no deserto comendo poeira e sob sol forte, não desanime. Mantenha-se ocupado na vida material e arranje alguma coisa de Deus para trabalhar na Igreja, no plano espiritual. Não descuide dos exercícios físicos nem da oração. Mantenha equilibrados o corpo e a alma. O Senhor não se esqueceu de você. Ele não vai tirar você do deserto. Nem da fornalha. A presença dele ao seu lado é uma promessa fiel. E um dia, quando você nem estiver esperando mais, ele vai fazer com você a mesma coisa que fez comigo.

Uma maravilhosa supresa!

As provações são tempos de nossa vida que antecedem as grandes bênçãos. Basta ser fiel no pouco. E não ficar deitado no pó. Todo dia é dia de se levantar , e orar, e contar os dias que faltam para o dia da sua vitória. É durante as provações que aprendemos como é que se diz: muito obrigado Jesus! com a alma.

Cruzué edita o Olhar Cristão e é colaborador do Tenda na Rocha 
 
fonte;http://www.atendanarocha.com/2014/10/por-isso-nao-desanime.html#more

A mensagem do cinto na fenda da rocha


Wilma Rejane
A mensagem de Deus para a nação de Israel através da simbologia de um cinto de pano, ainda é atual e profundamente reflexiva.  Jeremias é convocado a viver o oráculo de Deus que anunciava a queda de um povo corrompido, prestes a ser levado em cativeiro. E Deus usa a imagem alegórica do cinto para revelar o estado espiritual em que se encontrava as pessoas da época. Essa experiência de Jeremias tem falado de forma impactante ao meu ser.

O ano era 580 a. C e Israel estava se esquecendo das Promessas que Deus havia feito a seu povo, por essa razão se desviava do verdadeiro culto, refugiando-se nos ídolos. A ingratidão e esfriamento da fé estava presente nos rituais realizados sobre os montes e em toda parte. E Deus fala com Jeremias:

  • “Assim me disse o Senhor: Vai, e compra um cinto de linho e põe-no sobre os teus lombos, mas não o coloques na água. E comprei o cinto, conforme a palavra do Senhor, e o pus sobre os meus lombos. 
  • Então me veio a palavra do Senhor pela segunda vez, dizendo: Toma o cinto que compraste, e que trazes sobre os teus lombos, e levanta-te; vai ao Eufrates, e esconde-o ali na fenda de uma rocha. E fui, e escondi-o junto ao Eufrates, como o Senhor me havia ordenado.
  • Sucedeu, ao final de muitos dias, que me disse o Senhor: Levanta-te, vai ao Eufrates, e toma dali o cinto que te ordenei que o escondesses ali. E fui ao Eufrates, e cavei, e tomei o cinto do lugar onde o havia escondido; e eis que o cinto tinha apodrecido, e para nada prestava. ” Jeremias 13:1-7

Significado da simbologia:


O cinto de linho sobre os lombos era sinal de comunhão com Deus, de revestimento espiritual, pureza . Esse ornamento fazia parte da roupa sacerdotal (Êxodo 29:5). Israel vestida com cinto de linho sobre os lombos, indicava uma nação de sacerdotes, de pessoas vivendo sobre o concerto das Promessas feitas aos patriarcas: Abraão, Isaac e Jacó.

Jeremias compra o cinto de linho, e por que não o acha ou ganha do próprio Deus? Porque a graça de Deus está disponível para todos, mas temos que nos esforçar, buscar a Deus e viver em santidade. A paz de espírito, o recebimento das Promessas é condicional, paga-se um preço para manter o cinto sobre os lombos.


Não molhar o cinto na água, representava o estado espiritual da nação, dos homens, que não se humilhavam perante Deus, não se lavavam em reconhecimento dos pecados, pelo contrário, cada um andava segundo sua vontade e soberba.

O Eufrates. Por que Jeremias tinha que ir tão longe para esconder o cinto? De Anatote (cidade natal do profeta) até  o Eufrates era cerca de 400 Km, uma viagem longa.  Muitos teólogos acreditam que Jeremias não foi ao Eufrates esconder o cinto, mas teve uma visão e/ ou contou o ocorrido como parábola. Contudo, creio que tudo aconteceu conforme está escrito: Jeremias colocou o cinto de linho branco sobre os lombos e viajou por muitos dias. O cinto sujou, empoeirou, e foi depositado nesse estado na fenda da rocha.

O Eufrates era uma fronteira por onde entrava exércitos inimigos, muitas invasões militares feitas a Israel, aconteceram a partir do Eufrates.  Apocalipse 16:12, diz: “O sexto anjo derramou a sua taça sobre o grande rio Eufrates, e secaram-se as suas águas para que fosse preparado o caminho para os reis que vêm do Oriente.” E no Armagedom o Eufrates também exercerá seu papel na invasão dos reis, inimigos de Israel.

E depois de muitos dias, Jeremias faz mais uma longa viagem, voltando a fenda da rocha para resgatar o cinto que estava apodrecido. Essa é uma parte emocionante da profecia, da simbologia do cinto.

E por que o cinto apodrece?  

Jeremias fez uma longa viajem com o cinto e o objeto de linho branco, símbolo de santidade e sacerdócio apodrece na fenda da rocha.

Amados leitores, muitos de nós fazemos essa “longa viagem ao Eufrates”. Nos distanciamos de Deus e de Sua vontade, se contaminando com coisas vãs e enganosas, com idolatrias de toda sorte, coisas que nos negamos a abandonar, amarrando-as sobre os lombos em cobertura de morte. Pensando estar seguros  “em fendas de rochas”, quando na verdade estamos apodrecendo.

Abrimos caminho para “exércitos inimigos”, entregando-lhes a vida e deixando para trás as Promessas e o amor a Deus. E uma hora, dessa forma, o cativeiro não tarda.

  • Efésios 6:14, diz: “estai, pois, firmes, cingindo os vossos lombos, com a Verdade e vestida a couraça de justiça”

Somente a fé e a entrega a Cristo Jesus poderá nos livrar dessa podridão. Não esqueçamos das Promessas que estão reservadas aos que creem. Ainda que sejamos uma voz solitária como foi a de Jeremias. Não nos esqueçamos:

  • Perto está o Senhor de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em verdade. Ele cumprirá o desejo dos que o temem; ouvirá o seu clamor, e os salvará. O Senhor guarda a todos os que o amam; mas todos os ímpios serão destruídos. Salmos 145:18-20.

Deus o abençoe 

fonte:http://www.atendanarocha.com/2014/10/a-mensagem-do-cinto-na-fenda-da-rocha.html#more

Nos portos da vida

 
Pouco a pouco, ainda que contra a nossa vontade, acostumamo-nos a conviver com os vendavais que ameaçam nossa vida. Na medida do possível, adaptamo-nos à fúria dos ventos contrários e também à força das águas turbulentas. Tudo não passa de uma necessidade de sobrevivência. Afinal, viver é o que realmente importa.

Nosso passado registra uma história de lutas, algumas profundamente dolorosas, diante das quais achávamos que não sobreviveríamos, tamanha era a desproporção entre a nossa força e as forças que se levantavam contra nós.
Eram como rios violentos, ventos destruidores e noites escuras, a fúria das pessoas que nos enganaram, dos poderes que nos oprimiram, das circunstâncias adversas. E apesar de tudo, aqui estamos nós. Passaram os ventos, o mar se acalmou, as águas foram acariciadas pela brisa da paz, e nós sobrevivemos. Afinal de contas, depois da tempestade vem sempre uma brisa que nos faz sonhar e continuar vivendo.

É possível que você esteja vivendo um tempo de tempestade, ou mesmo um verdadeiro furacão. Tudo parece estar dando errado. Quando ora, o céu fica em silêncio. Busca socorro nos amigos, e eles estão muito ocupados ou até sofrendo mais que você.  O sorriso foi substituído pela lágrima, e a alegria sufocada pela  dor. A fé ficou abalada e o desespero começou a dar sinais. Mais do que nunca, você precisa de serenidade, paciência, humildade e da certeza de que, depois da tempestade, sempre se descortinam diante de nós novos horizontes.

Não entre em pânico, não se desespere, não entregue os pontos, não proclame derrota e não antecipe o fim. Para quem tem fé, jamais é um tempo que não existe, pois, ao que crê, tudo é possível. É o que nos garante o Mestre, Jesus.

Em tempos de crises agudas, não devemos tomar decisões precipitadas, pois, desde que o mundo é mundo, a vida nos tem ensinado uma grande lição: tudo é passageiro, inclusive a nossa dor. Em meio a tempestades, o que mais importa é não perder o controle do barco, segurar firme os remos e descobrir, em meio às águas revoltas, o norte que nos levará a um porto seguro.

Quando a sua vida estiver ameaçada pelas tempestades, segure firme nas mãos do Senhor, pois Dele vem não somente a força que nos ampara, como também é Ele quem faz vir sobre nós uma brisa suave, com o perfume da vida, a beleza da paz e o encanto da esperança. Por isso mesmo, tudo se acalma quando vem a brisa. É só uma questão de tempo.

Primeira Igreja Batista em João Pessoa-PB 
 
fonte:http://www.atendanarocha.com/2014/10/nos-portos-da-vida.html#more

Três razões para não perder a esperança


Wilma Rejane
Como está sua vida hoje? Se a resposta for desanimadora, se situações fugiram ao seu controle a ponto de lhe causarem depressão, angústia e um pensamento fixo de que não vale a pena continuar vivendo, não se desespere. Aqui estão três razões que podem lhe ajudar a enxergar a situação de forma otimista e transformadora. 
 1- As circunstâncias mudam.

Há tempo para todo propósito debaixo do céu. Tempo de chorar e de rir, de plantar e de colher o que se plantou (Eclesiastes 3). O que você está vivendo hoje, por qualquer que seja o motivo, poderá ser convertido. Em algum lugar do futuro, você olhará para trás e respirará aliviado por não ter se desesperado e agido de modo a prejudicar sua vida e a de outras pessoas. Por isso: mantenha a calma . Ficar aflito só prejudicará, há um provérbio que diz: Para os aflitos todos os dias são maus, mas a alegria do coração é banquete contínuo (Pv 15:15). Aflição e preocupação são terrenos inférteis, onde gratidão não brota. Nesses estados a pessoa só lamenta e murmura, não consegue enxergar a beleza, as bênçãos que têm e que ainda poderá vir a ter.

Calma, essa dor vai passar, esse momento vai ficar para trás e você ainda poderá sorrir de felicidade com a restauração da vida. Há mais um versículo que quero deixar para você, ele foi pronunciado por alguém que parecia ter chegado ao fim da vida, seu nome era Jó e ele havia perdido filhos, bens e saúde. Sozinho e rodeado de julgamentos acusadores, por mais difícil que possa parecer ele conservou a esperança. Não deixe morrer sua esperança porque, como disse Jó: “Há esperança para a árvore, pois mesmo cortada, ainda se renovará e não cessarão os seus rebentos. Se envelhecer na terra a sua raiz, e no chão morrer o seu tronco, ao cheiro das águas brotará” ( Jó 14:7-9). E Jó pode um dia olhar para o seu passado e dizer: venci, fiz bem em não me desesperar, Deus restaurou minha vida! O cheiro das águas é a ação do Espírito Santo em nossas vidas, Ele tudo renova!

2- Pessoas mudam

Esperar que os outros mudem para enfim sermos felizes é uma tarefa árdua. Precisamos ser felizes hoje, no presente e se isso depender: do modo como os outros nos tratam, das circunstâncias, então estaremos em apuros. Nossa forma de lidar com as circunstâncias mudará definitivamente nosso estado de espírito ou vice versa.

Não sei se você conhece a história de um homem chamado Davi, ele foi rei em Israel. Cheio de fé e paixão pela vida, mas cometeu alguns erros e em determinado momento ficou muito mal, deprimido, angustiado e sem poder para mudar a situação que estava vivendo. Um filho seu, recém nascido estava muito doente, ele havia orado, passado dias sem comer, dormir, e sem se comunicar com as pessoas. Davi orava, gemia, chorava e nada acontecia. Seu filho acabou morrendo. Então ele se levantou, começou a louvar a Deus, cantar e tocar instrumentos e agradecer por tudo que tinha. ( II Samuel 12 a 23) e as pessoas não entenderam aquilo, até que ele se pronunciou: fiz tudo que poderia ser feito e ainda assim a criança morreu, não compete a mim trazê-la de volta, um dia também morrerei, mas ainda tenho muito o que viver e vou viver. A circunstância não mudou, mas Davi mudou sua atitude diante da circunstância.

Apesar de seus esforços, sua criança morreu? Não morra com ela, se levante e siga em frente. Profeta Elias também passou por momentos de grande angústia e depressão na vida, pensou em desistir de viver, pediu a morte e sem ânimo sequer para andar e comer, Deus despertou-o: “ Vamos Elias, levanta-te e come porque ainda tens um longo caminho pela frente” I Reis 19:7.

Vamos, amigo(a), ainda tens muita coisa boa para viver.

3- Jesus nunca mudou

 
A vida é cheia de aflições, Jesus afirmou isso em João 16:33. E afirmou também que as aflições não deveriam nos abater a ponto de nos deixar sem ânimo para viver. Claro que temos o direito de ficarmos tristes, abatidos, por tragedias e outras situações, não somos deuses e pregar uma vida somente de sorrisos e vitórias, além de ser surreal é anti Bíblico. Ao darmos uma lida no sermão da montanha, um profundo ensinamento sobre O Reino de Deus e o reino dos homens, verificaremos que haveremos de sofrer: injustiças, perseguições, choro, guerras e humilhações. Porém, atravessar todas essas coisas com Jesus é ser um bem aventurado, feliz. Porque Jesus é o amparo, é a consolação, é aquele que nos assiste e por essa causa, tenhamos confiança na providência de Deus.

Não desista de crer em Jesus por ter sido traído por quem se dizia cristão. Não desista de buscar a Jesus, de andar com Ele por não ter recebido ainda o que você tanto pediu. Se você está com Jesus e passa por aflições, prossiga amando-O e Ele guardará sua alma, sua vida para que sejas feliz.

Se você ainda não conhece a Jesus, Ele O aguarda para preencher esse vazio, essa amargura que se abateu sobre você. Procure Jesus na simplicidade, se ajoelhando sozinho em um lugar silencioso e contando para Ele o que está se passando. Se derrame diante Dele sem reservas, isto é, em verdade e intensidade e verás Seu agir para te socorrer. Não esqueça que A Palavra de Deus é Jesus conosco, Ela tem a direção e o consolo para nós. Busque conhecer essa Palavra que tem todo o poder de transformar a vida.

Jesus falou em Mateus 28:20: “Eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”. Ele está conosco hoje, agora. Ele é vivo e real e quer não apenas nos dá paz e felicidade como quer morar em nosso coração para que possamos conhecer o que é ser feliz, apesar dos pesares.

Deus o abençoe,

E no futuro, reconte as bêncãos.

fonte:http://www.atendanarocha.com/2014/07/tres-razoes-pelas-quais-nao-vale-pena.html#more
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