O Código Secreto de Chico Xavier


Wilma Rejane

Após assistir um programa de televisão onde uma mãe afirmava ter recebido mensagem psicografada de sua filha, morta há quinze anos, em acidente de carro, fiquei comovida. De ver que pessoas são usadas em seus momentos mais frágeis, para serem iludidas com as obras das trevas. A dor da perda faz com que os enlutados se agarrem ao último fio de esperança do reencontro. Nesse desespero, se tornam presa fácil do inimigo, impiedoso e cruel que através do engano se reveste de anjo de luz.

“Satanás se transfigura em anjo de luz” II Cor 11: 14

Estamos vivendo dias de reverencias a Chico Xavier. A mídia tem buscado, com sucesso, transformar o homem em mito, por conseguinte, a legião de seguidores aumenta, e o inferno agradece. Chico se foi, mas antes de sua ida, se encarregou de nomear sucessores, estes, respondem atualmente como a elite do espiritismo no Brasil, pessoas de confiança do médium que guardam seus segredos como um tesouro sobrenatural.

“E todo espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que já está no mundo” I João 4:3

Para o espiritismo, Jesus não é Deus encarnado. Jesus não é o Cristo Salvador, Verbo feito Carne. È apenas um homem, como outro qualquer, que através de sua bondade conseguiu se tornar “espírito evoluído”: “Não por dádiva ou privilégio, mas conquista”. Assim sendo, o espiritismo se confirma como uma seita demoníaca, liderada pelo espírito do anticristo, pois, não confessa que Jesus, O Cristo, veio em carne.
 “Satanás é o pai da mentira” Jo 8:44

Essa seita tem crescido a passos largos no Brasil. Tem como aliada a maior emissora do país, a Rede Globo, que em suas novelas exibe de forma escancarada o tema da reencarnação, a mentira sendo vendida como produto “inofensivo e natural”.

A parábola das dez virgens: tradição oriental e Escrituras

 
Wilma Rejane
Na sequência de parábolas do Evangelho de Mateus, encontra-se no capitulo 25, as palavras de Jesus sobre dez virgens a espera do noivo. Cinco virgens prudentes e cinco tolas que saem de suas casas com lâmpadas acesas à base de óleo, são as candeias ainda usadas em muitos recintos interioranos e que tinham função especial nas procissões orientais que festejavam noivados.

Os ouvintes de Jesus estavam familiarizados com a tradição das candeias, de modo que puderam compreender perfeitamente o significado da parábola. Vamos conhecer um pouco do que ocorria no antigo mundo oriental em relação a noivado e casamento?

No antigo Israel a aliança de casamento (B'rith) fazia parte do direito civil e não havia documentos legais elaborados para definir os direitos do marido e da esposa. A cerimônia de casamento (chupá) consistia em trazer a noiva para a casa do noivo, em procissão, com lâmpadas acessas durante à tarde ou noite. Havia grande regozijo e celebração nas ruas, e também quando as procissões chegavam na casa do noivo. Uma vez que entravam na casa do noivo, as portas eram fechadas e a cerimônia começava. O noivo espalhava a ponta do manto superior sobre a noiva, em seguida, iriam proceder à câmara de casamento, depois acontecia a festa de encerramento. Amigos e parentes viajavam longas distâncias para participar da festa.

É interessante porque Jesus falou de dez virgens para um noivo e não para dez noivos. Logo, Ele se referia às virgens comparando-as a Igreja de Cristo, o Noivo, era o Próprio Cristo. Ainda na parábola, se lê que cinco virgens tinham suprimento de óleo nas suas lâmpadas, de modo que puderam ficar vigilantes até a chegada do noivo, reconhecendo sua aparência e identificando-o. Cinco noivas, porém, saíram ao encontro do noivo com lâmpadas acessas, mas sem reservas de óleo, suas lâmpadas apagaram e elas não puderam encontrar o noivo, entrar em Sua casa, uma vez que saíram para comprar óleo e quando voltaram as portas da casa onde ocorria a festa de casamento, estavam fechadas. Elas bateram e o noivo respondeu de dentro:

“ Em verdade vos digo que vos não conheço. Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir.” Mateus 25:12-13

Portanto, essa parábola de Jesus exorta a vigilância da Igreja em relação a vinda do Senhor Jesus. É necessário manter a lâmpada acessa constantemente. As virgens néscias saíram para comprar óleo e nessa saída se distanciaram da porta de acesso, da festa e do Noivo. Podemos comparar tudo isso a Igreja que busca suprimento espiritual em ideologias contrárias a Palavra de Deus, se distanciando da Verdade.

A Mulher Cananéia e Jesus

 a mulher cananéia
Muito edificante a história da mulher cananéia. Esta é uma narração que conta como uma simples mãe, obstinada, conseguiu através da humildade e do quebrantamento, vencer Deus.

O texto do livro de Marcos cap. 7 começa explicando que por causa da perseguição e do embate ferrenho com os fariseus, Jesus havia se retirado da Judéia e estava na Galiléia.

Com mais liberdade para pregar, Jesus continuava o seu ministério, ensinando acerca do reino de Deus. Entretanto não satisfeitos com os acontecimentos anteriores, os fariseus enviaram de Jerusalém, uma comitiva para interrogar o mestre.

A Tradição dos Anciãos

Após vários temas discutidos e respondidos sem ter nada do que acusá-lo, os fariseus passam a difamar os discípulos de Jesus, dizendo que eles não seguiam a tradição dos anciãos e comiam sem lavar as mãos.
Jesus responde afirmando que a lei de Moisés nada dizia contra aquele fato e que a contaminação espiritual parte do coração humano.
"Nada há, fora do homem, que, entrando nele, o possa contaminar; mas o que sai dele isso é que contamina o homem." Marcos 7:15
Ainda mais, o mestre os repreende revelando que eles sim, transgrediam a lei, que mandava cuidar dos pais idosos, pois tinham uma tradição de dizer aos seus pais que a ajuda que poderiam dá-los, dariam-na ao templo.
E assim achavam que estava tudo certo, que podiam então deixar de cumprir aquele mandamento.
Jesus ao contrário, condena a atitude dos fariseus, que se escandalizaram de tal forma que o clima passa a ser mortal. O mestre sabia que já não haveria um meio de conciliação. Ele sabia que procuravam uma forma de prendê-lo e matá-lo.
mapa da siro-fenicia 
e a mulher cananeia 
A Mulher Cananéia de Origem Siro-Fenícia.

Jesus Anda Sobre o Mar

 pedro e jesus andam sobre o mar
Amplamente conhecida a história em que Jesus e Pedro andaram sobre as águas do Mar da Galiléia e do temor que os discípulos tiveram ao contemplar Jesus caminhando sobre as àguas. Este acontecimento se dá após Jesus ter alimentado uma grande multidão, com a multiplicação de cinco pães e dois peixinhos.

Diante de tantos milagres presenciados, a multidão queria arrebatá-lo para o fazer Rei de Israel.

Jesus sabia que aquilo seria um movimento catastrófico. Eles seriam presas fáceis para os soldados romanos. O mestre se compadecia e valorizava a vida daqueles homens, mulheres e crianças. Além disso, o mestre deixava claro que o seu reino não era deste mundo.

Jesus Anda Sobre o Mar

Jesus, vendo a intenção de fazê-lo rei, se apressa em desfazer aquele movimento (que poderia se transformar em uma revolta) e a enviar seus discípulos para, o outro lado do lago, Betsaida. Após isso, Jesus então retira-se para o monte das bem-aventuranças, onde permanece sozinho.
"E logo obrigou os seus discípulos a subir para o barco, e passar adiante, para o outro lado, a Betsaida, enquanto ele despedia a multidão." Marcos 6:45

Evangelho da conveniência

 
Definitivamente ser cristão virou moda e, mais que isso: a Bíblia utilizada pela maioria foi adaptada para satisfazer a realidade de cada um. Versículos são lidos pela metade e suprimidos do seu contexto; textos inteiros interpretados de acordo com a visão que interessa aos “poderosos”, deixando para trás a hermenêutica, o conjunto doutrinário ensinado pelo SENHOR JESUS e exigido como condição para a entrada no reino de DEUS.
 
É comum ouvirmos, de forma entusiasmada (como estratégia para acariciar o ego dos doentes do espírito), nos templos religiosos ou nas ruas, versículos bíblicos partidos, alijados de sua real significação e sentido. Vejamos alguns dos mais conhecidos. “…Nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus…” (adap. de Romanos 8:1) é um dos mais lidos, se não estiver à frente das citações mais irresponsáveis. Quem se atreveria dizer que a tal exclamação não seria verdade? Ou, uma verdade lida pela metade, excluída do seu real contexto.
 
O versículo, transcrito de forma completa, reza: “PORTANTO, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito”. Ora, o texto se inicia com o apóstolo Paulo colocando a conjunção PORTANTO, que significa “em vista disso”, “por consequência”. Ou seja, obriga-nos a conhecermos o que foi dito anteriormente (exatamente o último versículo do capítulo 7). O apóstolo expressou a presença das duas naturezas opostas na vida de todo ser humano cristão: a natureza carnal, pecaminosa; e a natureza do entendimento, do querer, a espiritual. Em todo tempo, ele deixou claro a possibilidade de vir a praticar obras que o seu querer, o seu entendimento não gostariam de realizar.
 
Ao final do capítulo, o apóstolo expressa a sua gratidão a Deus por não se deixar dominar pela natureza que conduz o homem ao erro: “Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor. Assim que eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado”. Ele nos dá um rico ensinamento: que muito mais que praticar obras mortas, pecaminosas, é não ter a vontade de fazê-las, de executá-las. A vida do cristão deve ser resumida em, algumas vezes, ele se ver fazendo o que não gostaria. O querer tem que ser santo, mas ele nem sempre vai se concretizar em ações agradáveis a DEUS. Nosso PAI leva muito mais em conta o que está em nossa vontade do que necessariamente nas obras que executamos.
 

Oferta de Manjares

 
Quando alguma pessoa fizer oferta de manjares ao SENHOR, a sua oferta será de flor de farinha; nela, deitará azeite e, sobre ela, porá incenso. Da oferta de manjares tomará o sacerdote a porção memorial e a queimará sobre o altar; é oferta queimada, de aroma agradável ao SENHOR. Levítico 2:1 e 9.

A oferta de manjares ou oferta de cereais tipifica Cristo em Seu viver humano. A fina flor de farinha, o elemento principal da oferta de cereais, significa a humanidade de Cristo, que é fina, perfeita, tenra, equilibrada, e adequada de toda maneira, sem qualquer excesso ou deficiência. A fina flor de farinha da oferta de manjares era produzida a partir do trigo que tinha passado por muitos processos, que significam os vários sofrimentos de Cristo que O fez “um homem de dores”. Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso. Isaías 53:3.
A oferta de manjares fala da humanidade pura e perfeita de nosso bendito Senhor, e é um tema que requer a atenção de todo o verdadeiro filho de Deus. Existe, contudo, uma consideração que devemos apreciar de uma forma fundamental, que é a doutrina da humanidade de Cristo. Sabem por quê? Porque satanás tem procurado diligentemente, desde o princípio, induzir as pessoas em erro a este respeito. Quase todos os erros principais que se têm introduzido na igreja, revelam o propósito satânico de minar a verdade quanto à Pessoa de Cristo. No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai. João 1:1 e 14
Todas as ofertas de manjares eram oferecidas e queimadas sobre o altar, significando que Cristo em Sua humanidade oferecida a Deus, como alimento, passou por meio do fogo testador. O fogo em Levítico 2 significa o Deus consumidor, não para julgamento, mas para aceitação. O consumir da oferta de manjares pelo fogo significa que Deus aceitou Cristo como Seu alimento de cheiro suave. O preparo da oferta de cereais em um forno, em uma assadeira, ou em uma frigideira, significa diferentes tipos de sofrimentos experimentados por Cristo em Sua humanidade. Vocês se lembram de um bolo perfurado, relacionado ao verbo traspassar? O perfurar ou traspassar dos bolos significa um tipo dos sofrimentos de Cristo em Sua humanidade. Contudo, um dos soldados lhe furou o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água. João 19:34.

Jesus o Pão da Vida Descido do Céu

 eu sou o pão da vida
"Eu sou o da vida, o pão descido dos céus". Lindas, sábias e transformadoras palavras de Jesus. Neste episódio o mestre demonstra sua elevada capacidade intelectual. Jesus era extremamente inteligente.

O Pão da Vida em seu discurso, vai pouco a pouco, tentando iluminar os pensamentos dos ouvintes que não compreendiam o elevado significado da sua mensagem.

Após o mestre ter chegado à região de Cafarnaum, vindo da multiplicação dos pães e peixes logo foi encontrado e seguido por uma multidão.

O texto do livro de João, cap. 6 versos 22 em diante, mostra que eram as mesmas pessoas que presenciaram e comeram da multiplicação dos pães e dos peixes.
Ao ser interrogado sobre sua chegada à Cafarnaum, Jesus, o Pão do Céu, entende que eles o buscavam por causa do benefício cômodo e passageiro, fartura de alimentação boa e gratuita.

O Pão da Vida e o Maná no Deserto

Ao serem exortados a buscar o Pão espiritual, duradouro e eterno, eles, que haviam sido testemunhas oculares daquela grande manifestação de poder e graça, tentam desprezar e diminuir o milagre que o Pão da Vida realizou, dizendo que os seus pais haviam presenciado um sinal maior, o Maná no deserto.
"Nossos pais comeram o maná no deserto, como está escrito: Deu-lhes a comer o pão do céu." João 6:31
mapa de elim, deserto de sim e sinai 
 O Pão da Vida: Oásis de Elim, Deserto de Sim e Península do Sinai.

O segredo de José

 
Wallace Sousa

Inegavelmente, a história de José – aliás, o livro de Gênesis é um dos mais ricos e belos da Bíblia – é um primor de literatura, e sua história ainda hoje rende pregações inflamadas e hinos inspirados. Não é à toa, se você prestar atenção nas ricas experiências pelas quais José passou e as lições que aprendeu.

José, um exemplo de servo de Deus, dotado de rara inteligência e sabedoria, era o que se podia chamar hoje de “visionário” (sonhador), alguém que enxergava o futuro (profeta) e que sabia administrar como ninguém, mas, sua principal característica era a fidelidade a Deus em meio às maiores provações. Ele foi alvo da inveja homicida de seus meio-irmãos, jogado no fundo do poço e tirado de lá para ser vendido como escravo… tudo por causa do amor e admiração que seu pai lhe nutria e dos sonhos que tinha.

Com tantas qualidades, tanto como homem público como homem imerso em sua vida pessoal, torna-se até difícil eleger a principal virtude de uma personagem tão marcante das Escrituras. Todavia, à guisa de opiniões divergentes, julgamos que a principal razão dele ter sido alguém que não apenas teve seu lugar marcado na História, como foi um protagonista de sua própria história, quando tudo conspirava para que ele fosse um mero coadjuvante por onde passava, era seu caráter irrepreensível e sua convicção em permanecer fiel a Deus onde quer que fosse ou o que fizesse, fosse na casa de seu senhor, fosse na casa de sua servidão, mandando ou sendo mandado.

O cinto de pano de Jeremias e o ano novo

 
WilmaRejane

A mensagem de Deus para a nação de Israel através da simbologia de um cinto de pano, ainda é atual e profundamente reflexiva.  Jeremias é convocado a viver o oráculo de Deus que anunciava a queda de um povo corrompido, prestes a ser levado em cativeiro. E Deus usa a imagem alegórica do cinto para revelar o estado espiritual em que se encontrava as pessoas da época. Essa experiência de Jeremias tem falado de forma impactante ao meu ser e por isso escolho esse tema como devocional de boas vindas para o ano novo.

O ano era 580 a. C e Israel estava se esquecendo das Promessas que Deus havia feito a seu povo, por essa razão se desviava do verdadeiro culto, refugiando-se nos ídolos. A ingratidão e esfriamento da fé estava presente nos rituais realizados sobre os montes e em toda parte. E Deus fala com Jeremias:

  • “Assim me disse o Senhor: Vai, e compra um cinto de linho e põe-no sobre os teus lombos, mas não o coloques na água. E comprei o cinto, conforme a palavra do Senhor, e o pus sobre os meus lombos. 
  • Então me veio a palavra do Senhor pela segunda vez, dizendo: Toma o cinto que compraste, e que trazes sobre os teus lombos, e levanta-te; vai ao Eufrates, e esconde-o ali na fenda de uma rocha. E fui, e escondi-o junto ao Eufrates, como o Senhor me havia ordenado.
  • Sucedeu, ao final de muitos dias, que me disse o Senhor: Levanta-te, vai ao Eufrates, e toma dali o cinto que te ordenei que o escondesses ali. E fui ao Eufrates, e cavei, e tomei o cinto do lugar onde o havia escondido; e eis que o cinto tinha apodrecido, e para nada prestava. ” Jeremias 13:1-7

O mar de Asafe e o mar de vidro

 
Wilma Rejane


A tua vereda passou pelo mar,
o teu caminho pelas águas poderosas,
e ninguém viu as tuas pegadas.
Salmo de Asafe - 77:19

Asafe canta para animar sua alma, relembra a presença de Deus no deserto, guiando os Israelitas por caminhos seguros. No Salmo ele confessa sofrer de insônia e angústia, a oração era gemidos porque faltavam palavras. E Asafe resolve trazer a memória as maravilhas do Deus de Israel, Aquele que ordena as águas para que se acalmem, Aquele que abriu um caminho no mar vermelho conduzindo uma nação.

Esse despertamento só acontece por meio da fé, do olhar espiritual para Deus em espera de socorro. Deus nunca mudou, permanece o mesmo e apesar da vida nos apresentar relatórios pessimistas e ameaçadores, como um grande mar rugindo em ondas e intransponível, Deus tem poder para dominar as águas e abrir caminhos para passarmos, com passos e pés firmes, até a outra margem.

A Cura de um Cego de Nascença

 a cura do cego de nascença
A cura de um Cego de Nascença é uma das mais belas histórias da Bíblia. A cura do cego, se dá nas águas do Tanque de Siloé.

Um recipiente quadrangular, medindo 25 metros de comprimento por 5 metros de largura e 5 metros de profundidade.

A água vinha de um canal subterrâneo, com 530 metros de comprimento, da fonte chamada Virgem, localizada mais ao norte do vale de Cedrom. Esse túnel, descoberto em 1886, foi construído por ordem do rei Ezequias.
O texto do livro de João cap. 9, inicia afirmando que Jesus, passando, viu um cego de nascença. Ali estava aquele homem. Nasceu cego. Cresceu cego. Não sabia ler nem escrever. Não tinha utilidade para a sociedade judaica.
Atualmente os cegos podem aprender, ler e escrever, pois há o sistema Braille. Mas no tempo de Jesus os cegos não tinham valor algum. E nascendo cego, eram logo apontados como sendo castigados por pecados.
tanque de siloé  
 O Tanque de Siloé próximo à Cidade de Davi.

A Cura do Leproso

 a cura do leproso
A cura de um leproso é muito bem abordada no capítulo 5 do livro de Mateus. Jesus sobe a um monte para ensinar uma grande multidão que o seguia.

Muitos seguiam a Jesus, especialmente os rejeitados, os desvalidos da vida, homens e mulheres que não tinham voz na sociedade.

Aqueles que eram ignorados, pobres, doentes, os excluídos se sentaram para ouvir o que o mestre tinha a dizer.
As palavras do mestre encheram corações de esperança. Jesus rompe com preconceitos e surpreendentemente inicia o seu discurso afirmando que, esses, que eram desprezados pela sociedade, eram os bem-aventurados.
"Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus; Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados;" Mateus 5:3-4
Ao quebrado, Jesus chamava de amigo. Ao perdido, Jesus chamava de filho. Uma nova e melhor doutrina se chegava aos ouvidos. E a multidão se maravilhava dela! Nunca antes se houvera conhecido palavras como aquelas.
a cura do leproso  
Os Desvalidos e Leprosos Surpresos com a Doutrina de Jesus. Ilustração

A Ressurreição de Lázaro - Jesus Chorou

 lazaro venha para fora
Esta é uma narrativa de uma beleza e exuberância incomparáveis! Em João 11, a ressurreição de Lázaro. Uma história cheia de emoção, quando Jesus chorou ao se aproximar do túmulo de um amigo amado.

Jesus fica sabendo da enfermidade de Lázaro, quando estava na Peréia, além do Jordão, no lugar onde João o havia batizado.

O mestre permanece ainda mais dois dias na região da Peréia. Jesus então passa o Jordão e vai para Betânia, onde Lázaro morava.
Betânia era uma aldeia no antigo Israel e distava cerca de 3km de Jerusalém. E Jesus esclarece aos seus discípulos da morte de Lázaro, mas que ele o ressuscitaria e que muitos creriam nele através daquele milagre.
Ao chegar na aldeia de Betânia, o mestre encontra um clima de tristeza e pesar. A terrível dor da separação de um ente querido, trazia lágrimas aos olhos de todos ali presentes.
o tumulo de lázaro em betânia  
O Local da Ressureição de Lázaro, onde Jesus Chorou.

O Paralítico no Tanque de Betesda

 a cura de um paralitico do tanque de betesda
Uma história que fala sobre a misericórdia de Deus e a Cura do Paralítico no Tanque de Betesda. No livro de João, capítulo 5, encontramos detalhes deste milagre realizado por Jesus.

Jesus vinha da Galileia, a caminho de Jerusalém, quando chegou ao tanque de Betesda, próximo à porta das ovelhas, no lado norte da cidade.

O tanque de Betesda (que significa casa de misericórdia), simbolizava uma das únicas esperanças para um doente incurável.

E nele se aglomerava uma grande multidão de enfermos e paralíticos, buscando uma única chance de se verem livres do mal que os afligia.
Um lugar onde a dor, a fragilidade do corpo e a miséria humana estavam em total evidência. Enfermos de todo tipo se juntavam e aguardavam uma gota de misericórdia divina, esperando o agito das águas do tanque. Somente o primeiro a entrar no tanque, receberia a cura.
o tanque de betesda  
O Tanque de Betesda, onde Jesus Curou o Paralítico há 38 anos.

A morte do grão de trigo

  Wilma Rejane 
 
“Em verdade, em verdade vos digo; se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só, mas se morrer, produz muito fruto”. João 12:24.

Jesus fala para os gregos que  estavam em Jerusalém: “Ora entre os que subiram para adorar durante a festa, haviam alguns gregos; que se dirigiram a Felipe e rogaram: queremos ver Jesus” João 12: 20-21.  O grão de trigo, foi uma simbologia empregada, para explicar sobre vida e morte e também morte e ressurreição. Esses temas, eram motivo de contenda entre gregos e judeus.  Para os gregos, a morte era algo terrível, pois o corpo era valioso precisava irradiar a beleza da alma, do bom e do belo que estava impregnado na cultura desse povo, como essência de valores éticos. Bom e belo não necessariamente tinha a ver com estética, mas com ética, caráter, sabedoria.

A morte do grão do trigo, significava morrer para o mundo, para a filosofia grega, que dominava o pensamento na época. Morrer, era renascer para Cristo Jesus, pela fé em Seu nome.  O grão de trigo, lançado em terra, para se transformar em planta, se despe de sua casca, se desnuda e ressurge  com nova aparência (por dentro e por fora). Sim, de fato, esse grão conservará alguns de seus elementos, porém terá renascido para uma nova vida em que dará origem a muitos outros grãos. É uma simbologia fantástica, tão simples e complexa ao mesmo tempo, porque nos diz sobre eternidade com Deus e isso é o que de maior há no mundo inteiro, e coube em um pequenino grão de trigo, cuidado pelas firmes mãos de Jesus!
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