A Trindade Satânica


Herb Hirt


Você já comprou algo que posteriormente descobriu ser uma fraude? Já entrou num “negócio” que, afinal, descobriu ser uma completa mentira? Já recebeu dinheiro falso? Em uma de minhas primeiras viagens ao Oriente Médio, um jovem do nosso grupo comprou um cinto “de couro” que parecia genuíno. Após um dia de uso, ele descobriu que, na realidade, o cinto era feito de papelão. Tratava-se de uma falsificação, de uma fraude.

Satanás não é Deus. Mas ele quer ser Deus. Da mesma forma que as pessoas adoram a Deus, Satanás deseja que o adorem e o sirvam. E a única forma que ele tem para alcançar esse objetivo é enganar as pessoas, fazendo com que pensem que ele é Deus. Por isso, desde o início (Gn 3), seu esquema tem sido mentir e fingir sobre si mesmo e Deus. Jesus chamou o Diabo de “mentiroso e pai da mentira” (Jo 8.44). Satanás está empenhado numa campanha de fraudes para desviar a humanidade de Deus e para fazê-la adorar e servir a ele, Satanás, como Deus, o que é em si mesmo uma mentira. A culminação final de toda sua ânsia por adoração aparecerá na metade final do período da Tribulação. Ele agirá através do que pode ser denominado de “trindade satânica”.

Ensinando as crianças o caminho da vida



Silvana Cardoso


“Instrui o menino no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho, não se desviará dele” (Provérbios 22.6).

Todos os seres humanos passam por desenvolvimentos constantes, ocasionando assim, uma maturação, decorrente das experiências vividas e do aprendizado. Essa maturidade surgirá com o tempo, com a prática adquirida, uniformizando nosso desempenho intelectual, físico e motor.Várias são as etapas do desenvolvimento humano, a primeira é o desenvolvimento sensório-motor, do qual recebemos e percebemos os estímulos do meio ambiente, que são sentidos pelo nosso sistema sensorial: visão, audição, tato, paladar e olfato. Esta etapa ocorre no período da infância, e é de suma importância na construção da maturidade do ser humano.Todos os estímulos que recebemos são assimilados através de interpretação e identificação, e transformados em memória, na qual ocorre a retenção de ideias adquiridas anteriormente – são nossas lembranças.

Insatisfação - Uma Enfermidade dos Nossos Dias


Norbert Lieth


Grande parte das pessoas no Ocidente teria motivos mais que suficientes para estar satisfeita. Mas, muitos não estão. Eles vivem descontentes e por isso muitas vezes estão mal-humorados, carrancudos ou sofrem do estômago. Eles vivem em paz, em liberdade e gozam do bem-estar, mas acham que tudo poderia ser ainda melhor. (P.D. 25/98)

Foi a insatisfação que sempre fez com que os israelitas se revoltassem contra Moisés, Arão e contra o próprio Deus. Foi a insatisfação que lhes impediu a entrada na Terra Prometida e os fez andar errantes durante 40 anos pelo deserto, longe de uma terra que manava leite e mel. É a insatisfação que destrói casamentos e famílias, são cônjuges resmungões que dificultam a vida do companheiro. A insatisfação não só deforma o rosto, mas também estraga o ambiente no trabalho, na vizinhança ou na comunidade. A insatisfação faz uma sociedade ficar exaurida e um povo tornar-se corrompido. A insatisfação leva às manifestações violentas e produz greves, e tudo isso custa milhões. O fruto da insatisfação é a discórdia, e a insatisfação surge quando o homem não tem paz. Assim ele se encontra constantemente no círculo vicioso dos seus sentimentos negativos. A Bíblia fala disso em Lamentações 3.39: "Por que, pois, se queixa o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus próprios pecados." Em Judas 16 está escrito acerca dos insatisfeitos: "Os tais são murmuradores, são descontentes, andando segundo as suas paixões." A Bíblia Viva diz: "Esses homens são exploradores constantes, eternos insatisfeitos, fazendo todo o mal que lhes dá vontade..."

A insatisfação tem sua raiz no fato de não se ter paz com Deus, e quanto mais um povo se afasta de Deus, mais insatisfeito fica. Paulo, que havia entregue sua vida de modo incondicional ao Senhor Jesus, podia dizer: "entristecidos, mas sempre alegres; pobres, mas enriquecendo a muitos; nada tendo, mas possuindo tudo" (2 Co 6.10). Portanto, aquele que entregou sua vida ao Senhor Jesus e se arrependeu da sua insatisfação experimentará a verdade de Filipenses 4.7: "E a paz de Deus, que excede a todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus." (Norbert Lieth - http://www.apaz.com.br)

Fonte: http://www.chamada.com.br/mensagens/insatisfacao.html

O Sentido da Vida...



Norbert Lieth


...sempre preocupou a humanidade. "Por que vivo?", "Qual a razão da vida?", "Qual o objetivo de viver?"

Mary Roberts Rinehart disse sobre o sentido da vida: "Um pouco de trabalho, um pouco de sono, um pouco de amor, e tudo acabou." • Edmund Cooke afirmou: "Nunca vivemos, mas sempre temos a expectativa da vida." • Colton: "A alma vive aqui como numa prisão e é liberta apenas pela morte." • Shakespeare: "Viver é uma sombra ambulante." • R. Campbell: "Viver é um corredor empoeirado, fechado de ambos os lados." • Rivarol: "Viver significa pensar sobre o passado, lamentar sobre o presente e tremer diante do futuro."

Será que todas essas não são afirmações bastante amargas e desanimadoras sobre o sentido da vida? Parece que todos falam apenas de existir e não de viver verdadeiramente.

O Caminho Errado em Busca do Perdão


Norbert Lieth


Rádio cristã oferece confissão eletrônica

Confessar-se "online" – até isso já é possível. A estação de rádio "Premier Christian Radio" de Londres oferece aos ouvintes a possibilidade de confessar pecados, demonstrar arrependimento e receber o perdão de Deus em seu site na internet.

Segundo informações da própria emissora, ela seria a primeira a dispor de um confessionário virtual. O endereço "www.theconfessor.co.uk" oferece duas alternativas: entrar em contato com um conselheiro real por telefone ou confessar os pecados em um espaço virtual. Nada é arquivado; o segredo da confissão é preservado, assegura Peter Kerridge, o diretor da estação. Durante a consulta, o internauta pode ler versículos bíblicos que falam do amor, da misericórdia e do perdão de Deus, projetados em um fundo com céu azul e nuvens brancas. A "Premier Christian Radio" tem aproximadamente 200.000 ouvintes. (P.D. 4/2000)

O Que Acontecerá em 23 de Setembro de 2017?


René Malgo


Muitas pessoas estão angustiadas: “Alguma coisa grandiosa acontecerá”. No dia 23 de setembro de 2017 o mundo visível deverá ser atingido por um alinhamento de corpos celestes, que acontece somente a cada 7.000 anos e que coincide exatamente com a visão relatada em Apocalipse 12! – Pelo menos é o que os especialistas em assuntos do fim dos tempos e de profecias proclamam no YouTube. A maioria dos adivinhos online se mantém com reservas sobre o que exatamente acontecerá vinculado a esse grande sinal no céu. Entretanto, nota-se que os intérpretes de sinais nesse ponto estão unânimes. Os profetas da internet mais ousados se reportam a um monge, chamado Hepidanus, que viveu por volta de 1080 no mosteiro São Galo (Suíça), o qual teria profetizado que, após o dia 23 de setembro de 2017, na sequência do aparecimento desse grande sinal no céu, irromperia uma guerra devastadora.

Apocalipse 12 relata a seguinte visão: “Apareceu no céu um sinal extraordinário: uma mulher vestida do sol, com a lua debaixo dos seus pés e uma coroa de doze estrelas sobre a cabeça. Ela estava grávida e gritava de dor, pois estava para dar à luz. Então apareceu no céu outro sinal: um enorme dragão vermelho com sete cabeças e dez chifres, tendo sobre as cabeças sete coroas. Sua cauda arrastou consigo um terço das estrelas do céu, lançando-as na terra. O dragão pôs-se diante da mulher que estava para dar à luz, para devorar o seu filho no momento em que nascesse. Ela deu à luz um filho, um homem, que governará todas as nações com cetro de ferro. Seu filho foi arrebatado para junto de Deus e de seu trono” (v. 1-5).

O mistério dos manuscritos de Qumran



Alexander Schick


Nunca se saberá por que, afinal, Muhammed edh-Dhib, da tribo beduína dos Tamirés, desceu na primavera de 1947 o barranco na costa ocidental do Mar Morto. Será que ele estava mesmo procurando sua cabra que lhe teria fugido, tentando assustá-la atirando pedras, como ele repetidamente relatou mais tarde? Ou será que ele procurava um esconderijo adequado para o seu contrabando, que naqueles dias os beduínos transportavam da Jordânia para a Palestina? Na verdade, a razão por que atirou suas pedras é irrelevante – o que importa é que com isso ele pôs em movimento uma avalanche que até hoje prende a respiração de pesquisadores do mundo inteiro e também do público em geral.

Quando Muhammed descobriu a cerca de 1,5 km ao norte da antiquíssima ruína de Qumran a abertura particularmente pequena de uma caverna, ele atirou uma pedra também para dentro dela. Aí ouviu o som de um vaso de barro trincando. Naquela caverna ele viu 50 jarros de barro cuidadosamente enfileirados junto à parede. Um daqueles jarros de 60 cm de altura havia se quebrado com a pedra que ele atirara. Teria ele descoberto um tesouro escondido? Mas que decepção! O que ele achou nos jarros foram apenas alguns rolos de couro terrivelmente lambuzados e enegrecidos, que depois ele examinou melhor no seu acampamento. Ninguém dos seus companheiros da tribo sabia o que fazer com os caracteres escritos naqueles velhos rolos. Os beduínos não tinham noção de terem nas mãos um tesouro mais valioso que ouro e prata. Meses depois, eles conseguiram vender seu achado ao arcebispo Atanásio Yeshue Samuel, da comunidade ortodoxa síria. O preço da venda: 92 dólares. Alguns anos depois, o Estado de Israel pagou ao bispo 250.000 dólares por seus rolos! Por meses, o arcebispo tentou descobrir o que, afinal, ele havia comprado, já que ele não conseguia decifrar aquela antiga escrita. Quando, em fevereiro de 1948, ele topou com o jovem estudioso da Bíblia americano Dr. Trever, este reconheceu imediatamente que aqueles rolos constituíam um verdadeiro tesouro bíblico.

1 Pedro 2 e a Teologia da Substituição


Thomas Ice


“Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; vós, sim, que, antes, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia” (1Pe 2.9-10).

Este texto da Primeira Carta de Pedro, capítulo 2, é uma passagem importante frequentemente utilizada pelos teólogos da substituição em seu esforço para afirmar que a Igreja substituiu Israel, tornando-se o “Verdadeiro Israel”. Por exemplo, o comentarista Peter Davis diz:

Esta posição é descrita por se transferir para a igreja os títulos de Israel encontrados no Antigo Testamento (pois a igreja é o verdadeiro remanescente de Israel, como indica o uso dos títulos de Israel em 1.1).[1]

Outro autor diz:

Já não é dito que o povo escolhido de Deus é aquele que descende fisicamente de Abraão, pois os cristãos são agora a verdadeira “raça eleita” (...). O que mais poderia ser necessário para se afirmar com certeza que a igreja agora se tornou o verdadeiro Israel de Deus?[2]

Ainda outro afirma:

Pedro prossegue em aplicar à igreja título após título que fora conferido ao antigo Israel, tendo a igreja como o novo Israel de Deus (...) Nada poderia mostrar mais claramente do que estes dois versículos [1Pe 2.9-10] a afirmação da igreja cristã primitiva de ser o verdadeiro povo de Deus, herdeira de todas as promessas feitas ao antigo Israel.[3]

O que Jesus fará após o Seu retorno?


Mark Hitchcock


Cremos que, algum tempo após o nosso arrebatamento ao céu, Jesus Cristo voltará conosco à terra. O que o Senhor fará então? Eis uma breve exposição a respeito.

A Bíblia cita seis atos essenciais que Jesus executará após o Seu retorno à Terra.

1) Cristo vencerá o Anticristo e seus exércitos (Ap 19.19-21). Conta-se que alguns soldados do exército do imperador romano Juliano, o Apóstata (332-363 d.C.) torturaram um cristão durante um deslocamento deles à Pérsia. Cansados da sua brincadeira cruel, olharam para sua pobre vítima e perguntaram-lhe zombando: “Onde está agora o seu deus carpinteiro?” O homem olhou para eles com seu rosto ensanguentado e disse: “Está construindo um caixão para o imperador de vocês”. Quando o Senhor Jesus retornar, o Anticristo e todos os outros líderes ímpios serão aniquilados pelo Deus de quem zombaram.

2) Cristo reunirá o Israel fiel para restaurá-lo (Rm 11.26). A promessa talvez mais citada no Antigo Testamento é a de que um dia Deus reunirá e restaurará o povo de Israel (Is 43.5-6; Jr 30.10; 33.6-9; Ez 36.24-38; 37.1-28). O processo de reunião de Israel começou em 1948, quando nasceu o atual Estado de Israel, e prossegue até hoje, devendo continuar até a Segunda Vinda de Cristo. Durante o período da Tribulação, Israel será disperso pela última vez (Zc 14.1-2), e na sua Segunda Vinda Cristo reunirá os judeus crentes para restaurá-los como Seu povo (Is 11.11-16; Ez 39.25-29). Mateus 24 descreve a dispersão dos judeus durante a Tribulação (24.15-21) e sua subsequente reunião sob o Messias: “Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as nações da terra se lamentarão e verão o Filho do homem vindo nas nuvens do céu com poder e grande glória. E ele enviará os seus anjos com grande som de trombeta, e estes reunirão os seus eleitos dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus” (Mt 24.30-31).

3) Cristo julgará os que estiverem vivos. Por ocasião da Sua vinda, todos os homens de todas as nações que tiverem sobrevivido à Tribulação comparecerão diante Dele. Nessa ocasião se verificará se eles poderão entrar em Seu reino (Mt 25.31-46). Esse julgamento é chamado de “separação das ovelhas dos bodes”. Cristo também reunirá todos os judeus vivos do deserto para determinar quem entrará no Seu reino (Ez 20.33-38).

Israel e a Europa


Thomas Ice


Voltei recentemente de uma viagem à Alemanha onde atuei como conferencista num congresso profético. Muitos participantes daquele encontro demonstraram interesse em conhecer o papel desempenhado pela Europa na profecia bíblica, bem como queriam saber se a União Européia poderia ter alguma relação com o futuro reino do Anticristo. Eu lhes respondi que há a possibilidade de que a União Européia seja uma espécie de preparação para o reino do Anticristo durante a Tribulação. Suponho que, no fim, os Estados Unidos se envolverão cada vez menos na tentativa de solucionar o problema de Israel no Oriente Médio e que a União Européia se envolverá cada vez mais nesse processo. Um ou dois dias depois de chegar em casa, li a seguinte manchete na internet: “A União Européia espera exercer um papel na segurança de Israel”.[1]
A União Européia envolve-se em Israel

No artigo citado, Aaron Klein relata que fontes de informação lhe revelaram a existência de negociações secretas em andamento entre autoridades do governo israelense de Olmert, representantes palestinos do governo do presidente Abbas, o Egito na qualidade de mediador e a União Européia, com a contribuição dos Estados Unidos. Klein faz a seguinte observação: “Ao falar sob a condição de que seu nome não fosse revelado, um assistente de Javier Solana, chefe de política externa da União Européia, declarou que haverá uma evolução e mudanças políticas históricas nas negociações, num prazo de algumas semanas ou poucos meses, algo que não se via desde as conversações de paz de Camp David em 2000”.[2] (Nunca se esqueçam de que o Tratado de Oslo também foi negociado em sigilo para, depois, vigorar sobre o povo israelense praticamente como uma imposição). “Segundo fontes diplomáticas, Israel teria concordado em entregar a Cisjordânia aos palestinos num acordo com o presidente Abbas”.[3] Voltamos de novo ao mesmo ponto, à fracassada política de ceder terras em troca de paz, que sempre tem trazido mais morte do que paz para Israel.

Cartaz da União Européia: “Europa - muitas línguas, uma voz” - uma clara referência a Babel.

Hitler e a Bíblia


Friedrich Hilliges


Há mais de 70 anos terminou a Segunda Guerra Mundial e, com ela, chegou ao fim o massacre de judeus pelos nazistas. Estas são algumas memórias do tempo que antecedeu essa barbárie.

No começo da década de 1920 meu pai viajava sempre a negócios a Leipzig, na época uma florescente cidade alemã. Participava de uma feira anual e costumava jantar com outro homem de negócios. Em um desses encontros, meu pai procurava por um documento, e sem querer retirou seu Novo Testamento do bolso do casaco. Ele costumava carregar o livro para onde quer que fosse. Por um momento, o olhar de seu conhecido pousou sobre o Novo Testamento. Sem rodeios, perguntou que livro era aquele. Meu pai ficou surpreso com a curiosidade e espontaneidade de seu interlocutor e entregou-lhe o livro, que seu interlocutor observou com atenção. O fato de ser justamente a mais nova edição Elberfelder, uma versão que viria a se tornar muito popular, despertou ainda mais o interesse de seu conhecido. Ele contou resumidamente, mas com palavras de admiração, a história de um bom amigo seu chamado Adolf Hitler, que teria muitas ideias políticas grandiosas. Disse que Hitler possuía exatamente essa edição do Novo Testamento. Como queria muito adquirir um Novo Testamento dessa mesma edição, ele pediu a meu pai o endereço exato da editora.

De início, meu pai não conseguiu entender o grande interesse de seu conhecido pelo Novo Testamento. “Hitler” ainda era completamente desconhecido naquela época, e ele deixou o assunto de lado.

Avante para a vitória!


Você crê total e plenamente na sua graça? (Leia 1Pedro 1.3)

Verdade? Total e plenamente? Ou com o que você conta? Com as maravilhosas vitórias de Deus e com o cumprimento de suas esplêndidas promessas? Você conta concretamente com a intervenção do onipotente Deus em sua vida? Ou os seus pensamentos já ficaram novamente presos no emaranhado de milhares de problemas e atividades?

Um de meus professores gostava de ilustrar suas aulas com alguma história relacionada ao assunto. Certa vez tratava-se de vigilância e de disposição para o trabalho. Ele contou: “Estávamos em guerra, no inverno da Rússia. Passamos um frio terrível. Exaustos feito cães, quando anoitecia procurávamos um abrigo que julgávamos ser seguro. No entanto, ninguém tirava o uniforme. Todos estávamos tensos ao máximo, pois nos encontrávamos próximos às linhas inimigas. Um jovem camarada, vindo de um lar mais avantajado, não conseguia fechar os olhos sem que antes tirasse seu uniforme apertado e vestisse seu pijama, para então se aninhar em seu saco de dormir. Subitamente, porém, a situação ficou séria. Houve explosões de granadas. Ele estava de pijama; nós, por outro lado, prontos para a batalha”.

Toda vez que eu medito sobre a armadura de Deus, sou lembrado dessa história. Com quanta facilidade nos recolhemos impensadamente, ou até levianamente, ao “saco de dormir da alma” quando alguma coisa nos desagrada. Esquecemos que o Senhor Jesus espera que estejamos extremamente vigilantes. Não, nós não devemos permitir que sejamos surpreendidos pelos ataques traiçoeiros de Satanás. O cansaço espiritual é algo perigoso. Neemias relatou sobre a reconstrução dos muros de Jerusalém: “... nem tirávamos a roupa, e cada um permanecia de arma na mão” (Neemias 4.23).

Nossa Resposta à Reforma

Benedikt Peters


Várias igrejas e organizações têm ideias diferentes sobre como os cristãos devem se portar no ano da Reforma. Qual deve ser a reação aos 500 anos de Reforma?

Nesse ano recordamos o grande reavivamento espiritual que Deus concedeu em vários países da Europa, há 500 anos. Por que o fazemos? A antiga história do povo de Israel responde a essa pergunta, em Juízes 2.6-11. Quando o povo de Deus esquece as grandes obras de salvação, esquece também de Deus e recai no paganismo e na idolatria. Isso ocorreu no cristianismo protestante, que não sabe mais nada ou não quer saber das grandes obras de Deus à época da Reforma.

“Combata o bom combate da fé... guarde o que foi confiado a você” (1Tm 6.12,20). “Portanto, não se envergonhe de testemunhar do Senhor, nem de mim, que sou prisioneiro dele, mas suporte comigo os sofrimentos pelo evangelho, segundo o poder de Deus” (2Tm 1.8). “Eu os estou enviando como ovelhas no meio de lobos. Portanto, sejam astutos como as serpentes e sem malícia como as pombas. Tenham cuidado, pois os homens os entregarão aos tribunais e os açoitarão nas sinagogas deles. Por minha causa vocês serão levados à presença de governadores e reis como testemunhas a eles e aos gentios” (Mt 10.16-18).

Quando o fim não é o fim


Wilma Rejane


Qual o seu maior sonho? "viver para sempre na companhia das pessoas que amo". Esta seria uma resposta possível para aqueles que encontram sentido e felicidade nos relacionamentos familiares e sociais de modo geral. Nessa ânsia de eternizar relacionamentos, alguns passam a buscar desesperadamente maneiras de reencontrar quem já partiu do mundo dos vivos. O reencontro seria uma forma sublime de consolo. Constatar que o outro está bem, que não esqueceu de você, que não demonstrou mágoa ou falta de perdão e sobretudo que ainda é possível vê-lo; quando quiser. E que estará em sua vida, como um anjo bom a te guardar e até guiar. 

Acontece, que o milagre da vida, já em seu começo prediz a morte.O choro do parto, por exemplo, é uma forma de celebrar o desapego, de reclamar a passagem do confortável para o imprevisível. A cada dia o planeta se renova ( e se desgasta) entre certidões de nascimentos e óbitos. Mas Deus não nos fez para o caos, Ele planejou tudo de modo perfeito, no livro do profeta Isaías, está escrito: " Deus formou a terra, não para ser um caos, mas para ser habitada" Isaías 45:18. O homem não está desamparado, nem só. As respostas para a complexidade da vida (e da morte) nos foram dadas, como um tesouro que precisa ser buscado. 

O que pretendo com esse artigo sobre vida e morte é fazer compreender que cada pessoa é um ser único com atributos peculiares, criado como um milagre para cumprir uma missão e também um propósito de Deus. Tanto a vida quanto a morte fazem parte desse propósito. Agora, a forma como lidamos com essas vertentes define nosso ser, ações e reações na vida. Muitas vezes, a inerente busca por respostas nos faz deparar com caminhos estranhos, alheios ao plano de salvação. 

Agora o Senhor me abandonou...


“... eu não me esquecerei de você!” (Isaías 49.15).



Folhas de outono. Os últimos raios de sol brilham sobre os campos ceifados. Pensativo, seguro uma folha colorida de plátano em minha mão. Caminho pelas folhas secas do chão. Sinto falta das plantações ondulantes de cereais – o amarelo vivo das flores dos campos de colza, o zumbido das abelhas à luz do Sol. Em breve os trajes cinza-pretos do inverno cobrirão o alegre colorido. Isso desperta um pouco de melancolia, de tristeza. Logo se repetirá: preparar os cobertores! Ligar o aquecedor! Acostumar-se aos dias sombrios!

Nessas épocas o inimigo dispõe de alta conjuntura. Quando lá fora está enevoado e turvo, a alma rapidamente entra em baixa. O Diabo agora tem promoções especiais de óculos escuros. Com frequência você verifica a pulsação da sua alma e olha para as ondas revoltas das circunstâncias. E rapidamente a pessoa sente estar em pesadas lutas espirituais, a exemplo de Elias: “Eu sou o único que restou...” (1Reis 18.22).
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