Barro Nas Mãos do Oleiro

 
Por Wilma Rejane

No livro de Jeremias, Capitulo 18, Deus conduz o profeta a visitar uma olaria e observar o trabalho de um oleiro. A visão do profeta, serviria de mensagem para toda nação de Israel: Deus, O Oleiro. Israel, o barro. A roda do oleiro, o tempo. A voz de Deus, foi audível, naquele lugar. O trabalho dos oleiros, na confecção de vasos de barro, nunca mudou. É o mesmo, através dos séculos. A mensagem, portanto, a ser transmitida, permanece. O que Deus, nos fala através dessa metáfora?
O Barro: Em seu estado bruto, não serve para manuseio, na roda de oleiro. Precisa, passar por todo um processo, se tornar elástico, para modelagem: Colhe-se o barro, penera, mistura com água, deixa de molho (para livrar das impurezas) e é pisado até sair todas as bolhas de ar(enfraquecem o vaso na hora de passar pelo forno). No forno, o barro, enfim, se torna mais resistente.

O Vaso: Do barro fomos criados (Gn 2:7) e ao barro tornaremos (Ec 12:7). Vivemos, portanto, para o objetivo de sermos levados "a casa do Oleiro". Um digno destino. A olaria, simboliza, o Reino de Deus.

Algumas porções de barro, se tornam, "vasos de honra" (II Tm 2:21). Carregam tesouros (IICor 4:7). Algumas, vasos de desonra (Rm 9:21): Passaram pelo Oleiro, porém, estão a carregar coisas impuras, ilícitas, produtos de roubo, morte e destruição. Relaciono estes, aos apostatas, pessoas que deixaram "o primeiro amor", no afã de se tornarem, servos de Mamon. Vasos de desonra.
Ainda existe, um terceiro e triste destino para um vaso: ser quebrado. "...Deste modo quebrarei eu a este povo, e a esta cidade, como se quebra o vaso do oleiro, que não pode mais refazer-se..." Jr 19: 11. A quebra do vaso, pelas mãos de Jeremias, tinha o propósito de alertar as pessoas de seus graves pecados. Simbolizava julgamento. Israel, passara, de vaso de honra, para desonra e por fim seria destruída. A utilidade (ou inutilidade) do vaso, define sua longevidade. Que tipo de vaso, estamos sendo?

O ser humano, pecador, cheio de impurezas, barro, no estado bruto, chega a "Olaria" para ser trabalhado. Somos escolhidos (At 9:15), purificados (Jo 17:17), provados (Sl 11:5) e aprovados (IITm 2:15).

O Oleiro: Com destreza e paciência, molda o barro, que, na roda de oleiro, é totalmente dependente D'Ele. Se deixa moldar. Se, ao tomar forma de vaso, o barro, se despedaçar, O Oleiro, torna a juntar a massa e faz outro vaso, ainda melhor. Ele não abandona o vaso, despedaçado em suas mãos.

Deus, anseia que entremos na olaria, no Seu Reino. Só assim o barro ganha forma. Um material, pobre e fácil, tornado excelente. "Temos, porém, esse tesouro em vasos de barro para que a excelência do conhecimento seja de Deus e não de nós" II Cor 4:7. Um paradoxo: Seres humanos, frágeis, tornando-se instrumentos nas mãos de Deus.E nesse processo, Ele perdoa, a todo que se fizer servo. Ele revigora as forças do abatido, animando-o a prosseguir. Como o vaso, que quebra na roda de moldar e recebe nova vida.

Que Deus em Cristo, nos faça recordar, sempre, que eramos barro, destinados a perdição: Arrastados pela água, ressecados pelo sol, levados pelo vento. O Oleiro, nos recolheu. Entregues em suas mãos, nos tornamos vasos. Moldados para o serviço. Louvado seja O Oleiro!

fonte:http://www.atendanarocha.com/2009/05/barro-nas-maos-do-oleiro.html

A parábola de Jesus sobre remendo novo em veste velha

 
Wilma Rejane

“Ninguém deita remendo de pano novo, em veste velha,
porque semelhante remendo rompe a veste e faz-se maior a rotura” Mt 9:16

Quando Jesus falou sobre veste e remendo, Ele estava diante de alguns discípulos de João Batista que o interrogavam sobre jejum. A necessidade de tal pratica também era observada com afinco pelo clero fariseu. Antes de proferir essa parábola, Jesus havia se deparado com fariseus e escribas criticando seu modo de viver: “ Por que come vosso mestre com os publicanos e pecadores? (Mt 9:11) Ele blasfema (Mt 9:3), rogaram para que Jesus se retirasse de seu território ( Mt 9: 34)". Imaginar Jesus salvando vidas com todo amor e bondade de Sua alma e recebendo olhares e palavras ríspidas como recompensa.  Mas Ele não desistia, nem se intimidava com a perseguição, muito pelo contrário, todo o tempo possível era usado para curar corações. Pessoas, vidas, esse era o maior alvo do Mestre.

Costureiras sempre dizem que é mais fácil e prático fazer uma peça nova do que concertar uma antiga. Remendos são soluções provisórias para prolongar a vida útil de uma veste e a palavra grega usada por Jesus sobre remendo foi “Agnaphos”, indicando um tipo de tecido inacabado, de algodão e fibras ainda desalinhadas. Ou seja, um tecido que  precisaria de retoques especiais para poder ser utilizado e nunca em veste velha, caso contrário, com a subsequente lavagem, ou mesmo com a força da linha de costura, o rasgo se tornaria ainda maior. A fraqueza do tecido velho, não suportaria a junção e resistência do novo. Que significado teria essa parábola de Jesus?

O Espiritismo e a "Reencarnação" de Elias


Autor: Pr. Airton Evangelista da Costa

O Espiritismo tem usado alguns textos bíblicos sobre João Batista e Elias, para justificar a tese da reencarnação. Vejam o que diz:

“Se o princípio da reencarnação, conforme se acha expresso em S. João, podia, a rigor, ser interpretado em sentido puramente místico, o mesmo já não acontece com esta passagem de S. Mateus, que não permite equívoco: ele mesmo é o Elias que há de vir. Não há aí figura, nem alegoria; é uma afirmação positiva” (O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec, 90a edição, pg 91).

Os textos

“Eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o dia grande e terrível do Senhor” (Ml 4.5).

“E, se quiserdes dar crédito, ele é o Elias que havia de vir” (Mt 11.14).

“Os discípulos O interrogavam: Por que dizem, pois, os escribas que é mister que Elias venha primeiro? Jesus lhe respondeu: Certamente Elias virá primeiro, e restaurará todas as coisas. Mas digo-vos que Elias já veio, e não o conheceram, mas fizeram-lhe tudo o que quiseram. Assim, farão eles também padecer o Filho do homem. Então entenderam os discípulos que lhes falara a respeito de João Batista”. (Mt 17.10-13).

“Pois [João Batista] será grande diante do Senhor...será cheio do Espírito Santo, já desde o ventre de sua mãe; e converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus. Irá adiante dele no espírito e poder de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos...” (Lc 1.15-17).

Exame

Primeiro - De maneira alguma se lê em Lucas 1.15-17 que João Batista seria uma reencarnação de Elias. Não se encontra nessa passagem qualquer respaldo à falsa tese reencarnacionista, que nunca pôde ser provada, exceto pelas falas dos próprios “espíritos”. Nem direta, nem indiretamente, o anjo Gabriel declara que Elias reencarnaria em João, mas que este teria virtudes idênticas às daquele: “No espírito e na virtude de Elias”; desenvolveria um ministério muito semelhante ao de Elias em termos de garra, ousadia, consagração, unção e sofrimento. Comparemos: semelhança no início de seus ministérios (1 Rs 17.1 – Mt 3.1); Elias repreendeu a Acabe (1 Rs 18.17-18); João, a Herodes (Mt 14.3-4); Elias foi perseguido por Jezabel (1 Rs 19.2-3); João Batista, por Herodias (Mt 14.6-8); os dois viviam de forma austera e discreta.

Marta e Maria

 
 Por Wilma Rejane

Jesus, estava a caminho de Jerusalém. Muitos discípulos com Ele. Ao chegarem na aldeia de Betânia as pessoas se agitam. Correm para vê-Lo. Muitos ali  já conheciam o Mestre. Haviam presenciado milagres, testemunhos de curas e transformações que faziam de Jesus um visitante muito aguardado. Mas, era na casa de Lázaro que Ele costumava passar mais vezes. Tinha se tornado, amigo da família. Marta, a mais velha, era a primeira a recebê-Lo.
Maria, embora ansiosa por Sua chegada, não se adiantava, à porta. Ao ver Jesus, tudo em Maria mudava. Seu rosto se tornava mais alegre. Seus gestos, transmitiam amor e carinho. Maria, anelava por aquela presença. Certa feita, ungiu a Jesus, com unguento precioso. Os longos cabelos de Maria, deslizavam nos pés do Mestre. O perfume, podia ser sentido de longe. Quanta gratidão havia em Maria. Quanta devoção. Quanto amor. Maria, representa, os verdadeiros adoradores. Os que encontram felicidade na presença de Jesus. Os que se entregam sem medida, na certeza de uma nova vida. Maria, prioriza o Reino de Deus. Ele, em primeiro lugar. Jesus, se alegrava com Maria.
Marta, não desfrutava da presença de Seu anfitrião. com muita disposição, servia água e comida para todos. Jesus, sentado. Os discípulos, a Seus pés. Ali também, Maria. Todos O ouviam. Marta, entrava e saia do recinto. Ocupada e afadigada. Por que deveria fazer tudo sozinha? Será que Jesus não via que enquanto ela trabalhava, Maria nada fazia? " Senhor, dispensa a Maria para que me ajudes, não te importas comigo"? Lc 10:40. Para Marta, ficar aos pés de Jesus, não era tão importante, quanto agradar os visitantes.

"Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária" Lc 10:41.

A Parábola dos Talentos

 
Wilma Rejane
A parábola dos talentos é contada no Evangelho de Mateus 25: 14 a 30. Três homens recebem do seu Senhor talentos em quantidade diferentes: "A um deu cinco talentos, a outro, dois e a outro, um, a cada um segundo a sua própria capacidade; e, então, partiu." (verso 15). Certo dia o Senhor dos servos retorna a terra e pede contas dos talentos recebidos:
  • Então, aproximando-se o que recebera cinco talentos, entregou outros cinco, dizendo: Senhor, confiaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que ganhei.
  • E, aproximando-se também o que recebera dois talentos, disse: Senhor, dois talentos me confiaste; aqui tens outros dois que ganhei.
  • Chegando, por fim, o que recebera um talento, disse: Senhor, sabendo que és homem severo, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste,receoso, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu.
  • Os que multiplicaram os talentos foram elogiados: "Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor."
  • O que enterrou o talento, recebe punição:"E o servo inútil, lançai-o para fora, nas trevas. Ali haverá choro e ranger de dentes."

A visitação das aves de rapina



Wilma Rejane



“E as aves de rapina desciam sobre os cadáveres, Abraão, porém as enxotava” Gênesis 15: 11


No dia em que as aves de rapina apareceram para Abraão, ele estava fazendo um concerto com Deus, uma aliança. Alguns animais foram partidos ao meio e dispostos em uma pedra como oferta de sangue, o sinal da presença de Deus no lugar e da confirmação da aliança, era o fogo, passando  entre as metades. Aquele era um momento especial e decisivo, pois representava mudanças: Abraão iria caminhar com Deus, com destino as promessas reservadas para ele e sua descendência. Além das aves de rapina, tentando roubar, comer, despedaçar a oferta de Abraão, um outro acontecimento merece destaque: um profundo sono cai sobre o homem de Deus e como revelação, ele ouve que sua semente seria afligida por quatrocentos anos, até ser liberta, com grandes despojos. Estas palavras se referem a servidão dos hebreus no Egito e a libertação através de sinais e maravilhas.


Amados leitores, nenhum detalhe ocorrido naquele dia na vida de Abraão deve ser desprezado. Não somos nós judeus, filhos da Antiga Aliança, mas como filhos da Promessa, dos que vivem pela fé em Cristo Jesus ressuscitado, somos herdeiros das mesmas bençãos: “ Sabei, pois, que os que são da fé, são benditos como o crente Abraão” Gálatas 3:7. E este, que recebeu a herança da vida eterna com Deus, a recebeu pela fé. Crendo no invisível. Essa herança também nos pertence: a vida eterna com Deus e o caminhar com Ele. Porém, em determinados momentos da vida, vamos viver tão intensas lutas que duvidaremos da benevolência de Deus para conosco. Não duvidaremos de Deus, mas de Seu favor para conosco. Ora, olhemos para a caminhada de Abraão em direção a terra prometida. Olhemos para Cristo Jesus, autor de uma Aliança de sangue feita para judeus e gentios.

Uma Sepultura Com os Perversos


"Por juízo opressor foi arrebatado... designaram-lhe a  sepultura com os perversos, mas com o rico esteve na sua morte; posto que nunca fez injustiça, nem dolo algum se achou em sua boca" (Isaías 53:8-9).
Sobre a visão profética de Isaías desce um profundo silêncio. O servo do Senhor foi-se agora, rapidamente cortado por injustiça ultrajante e brutalidade. Poucos veriam sua própria perversidade espelhada no horror do sofrimento dele (versículos 4-6), mas a maioria continuaria em distraída desconsideração (versículo 8).

A humilhação que seus inimigos queriam para ele não era para ser preenchida só pela desolação de sua morte. Teria também que perseguir seu corpo mutilado a uma sepultura de criminoso, sem nome. Não há evidência de que a hierarquia judia planejou para que Jesus fosse crucificado entre dois criminosos, mas isso certamente lhes agradou. Eles desejavam ardentemente que ele fosse identificado com os notoriamente perversos. Tão intenso era o seu ódio pelo Senhor que estes assim chamados juízes abandonaram toda dignidade, toda conveniência, e vieram fartar seus olhos sobre sua angústia final (Mateus 27:41-43; Lucas 23:35). Foi esplêndido para eles, um doce triunfo para ser saboreado até o fim.
Há incerteza sobre Isaías 53:9. O manuscrito de Isaías dos Pergaminhos do Mar Morto dizem "Sua sepultura foi determinada entre os perversos, seu túmulo entre os malfeitores," mas o texto recebido mais comumente diz "com um rico em sua morte." E Mateus parece decidido a fazer a identificação com exatamente tais palavras do profeta quando ele registra que "... veio um homem rico de Arimatéia, chamado José..." (Mateus 27:57). Young entende que a passagem esteja dizendo que homens indicaram ao servo uma sepultura entre os perversos, mas Deus, por causa de sua absoluta inocência, assegurou-lhe um sepultamento honroso (E. J. Young, Isaías, Vol. 3, pág. 440).

A Mulher Virtuosa

 
Preconceito e discriminação. Tais palavras refletem com precisão algumas condutas, palavras e preceitos, dirigidos e relacionados com a participação da mulher na sua vida em família, e em sociedade no Antigo Testamento. A mulher é forte. A prova disso encontra-se nos registros bíblicos, que nos revela a força com que superou as adversidades e a opressão  numa sociedade patriarcal e machista.
O termo “mulher virtuosa” de Provérbios 31.10, poderia ser traduzido por “mulher de força”, do hebraico esheth hail, conforme também Pv 12.4 e Rt 3.11.

FORÇA PARA VENCER OS PRECONCEITOS

No Pentateuco (Gênesis a Deuteronômio), as mulheres são quase sempre identificadas por meio dos homens que são seus pais, maridos, filhos, etc.

- Sara, Mulher de Abraão (Gn 16);
- Rebeca, a esposa de Isaac (Gn 25);
- Tamar, a nora de Judá (Gn 38);
- Asenate, filha de potífera e mulher de José (Gn 41);
- Zípora, filha de Jetro, mulher de Moisés, mãe de Gérson (Ex 2);
- Eliseba, filha de Aminadabe, mulher de Arão(Ex 6);
- Miriam, irmã de Arão (Ex 15);
- Joquebede, a mãe de Moisés (Nm 26).

Nos Livros Históricos (Josué a Ester), além de continuarem sendo identificadas pelos homens, a quem estão ligadas, elas tornam-se anônimas:
- A concumbina anônima de Gedeão (Jz 8);
- A filha anônima de Jefté (Jz 11);
- A esposa anônima de Manuá (Jz 13-14);
- A esposa anônima de Sansão (Jz 14);
- A mãe anônima de Mica (Jz 17);
- A esposa anônima de Finéias (1Sm 4);
- A serva anônima que salvou Davi (2Sm17);
- A esposa anônima de Jeroboão (IRs 14);
- A viúva anônima de Serepta (1Rs 17);
- A sunamita anônima (2Rs 4);
- A empregada anônima e a esposa anônima de Naamã (2Rs 5).

Desvendando o Jardim do Éden

 
Sempre que leio o capitulo referente à formação do jardim do Éden, no livro de Gênesis, me encho de perguntas, não de incredulidade, é claro. Através da fé, creio em toda a Bíblia e em Deus como Criador. Minhas dúvidas dizem respeito à interpretação do texto. Por exemplo:
“E plantou o Senhor Deus um jardim no Éden, do lado Oriental, e pôs ali o homem que tinha formado” Gn 2:8

O jardim foi plantado no Éden, e onde fica o Éden? Se foi plantado na terra, foi destruído depois? Se foi destruído, por que não há referência a este aspecto? Há um local terreno onde se possa afirmar com convicção: Aqui jaz o Éden?
-“E o Senhor Deus fez brotar da terra toda a árvore agradável a vista, e boa para comida; e a árvore da vida do meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal” Gn 2:9.

As duas árvores (da Vida e do conhecimento), Deus as plantou na terra e depois as levou para o céu? Por que elas aparecem no livro de Apocalipse (2:7 e 22:2) relatadas como estando no “Paraíso de Deus”? O Paraíso de Deus é o mesmo Éden?

Encontrei um artigo, que muito me ajudou na compreensão dessas questões, transcrevo-o aqui para quem sabe, contribuir com o crescimento de muitos. Foi o que de mais completo encontrei sobre o assunto.
Qualquer pessoa que desejar estudar o atual mapa do Iraque, poderá, sem nenhuma dificuldade, identificar o território da Mesopotâmia, entre os rios Tigre e Eufrates. Ali, segundo as Escrituras, o homem foi formado por Deus, há cerca de seis mil anos atrás. Porém, ao lermos as Escrituras, a Bíblia, tomamos conhecimento da existência de um jardim plantado no Éden. Que jardim era este? E onde está o Éden narrado na Bíblia?

Einstein, teoria da relatividade e viagens no tempo na Bíblia

 
Por Hermes C. Fernandes

Devemos supor que o futuro já tenha sido escrito? Não! Muito mais do que isso. O futuro já é real. No universo descrito por Einstein através de sua Teoria da Relatividade, tudo está escrito. Nossas escolhas já estão escritas no tecido da realidade. Isso parece concordar com a declaração do salmista:

Os teus olhos viram a minha substância ainda informe, e no teu livro foram escritos os dias, sim, todos os dias que foram ordenados para mim, quando ainda não havia nem um deles. E quão preciosos me são, ó Deus, os teus pensamentos! Quão grande é a soma deles!” Salmos 139:16-17

O que os antigos se referiam como “livro”, talvez hoje pudesse melhor ser compreendido como um gigantesco computador cósmico.  Neste “computador” tudo está arquivado; passado, presente e futuro são arquivos igualmente acessíveis. Tudo o que aconteceu desde o início da história até o seu fim existe ao mesmo tempo. Esse “computador” é o próprio Universo.  

O livro de Deus a que se refere o salmista reaparece nas páginas do Apocalipse. Arrebatado à sala do trono do Todo-Poderoso, João descreve a cena em que vê “na mão direita do que estava no trono um livro escrito por dentro e por fora, selado com sete selos” (v.1). João deve ter se perguntado que livro era aquele. Por que estava lacrado? Por que era escrito por dentro e por fora? Aquele era o livro da existência.  O registro de toda a história, englobando o papel de cada elemento do Universo. Além dos fatos em si, nele também se encontra a interação entre eles e o propósito divino por trás deles. Ali estava o projeto de Deus, pronto para ser desencadeado. Naquele rolo estava escrito a História do Cosmos, desde o momento singular, até o seu desfecho. Criação, Queda, Redenção, Restauração e Juízo, tudo estava ali. A História de cada partícula, de cada ser vivo, de cada família, de cada nação. É claro que esse livro não deve ser entendido literalmente. Ele representa a vasta soma dos pensamentos de Deus relativos à Sua Obra. Paulo ficou igualmente estupefato diante desta realidade: “Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Quem compreendeu a mente do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que seja recompensado? Porque dele e por ele e para ele são todas as coisas. Glória, pois, a ele eternamente. Amém” (Rm.11:33-36).

O que diz a Bíblia a respeito dos dinossauros?

 
O tema dos dinossauros na Bíblia é parte de um debate que se desenvolve dentro da comunidade cristã a respeito da idade da terra, da interpretação correta do Gênesis e de como interpretar as evidências físicas que nos cercam. Aqueles que acreditam em uma idade mais antiga para a terra tendem a concordar que a Bíblia não menciona os dinossauros, pois, de acordo com seu paradigma, os dinossauros desapareceram milhões de anos antes que o primeiro homem andasse sobre a terra. Os homens que escreveram a Bíblia não poderiam ter visto dinossauros ainda vivos.

Aqueles que creem que a terra é mais jovem tendem a acreditar que a Bíblia menciona os dinossauros, apesar de jamais haver usado a palavra “dinossauro”. Ao invés, usa a palavra tanniyn, vinda do Hebraico. Tanniyn é traduzida de algumas poucas maneiras diferentes nas Bíblias de língua inglesa; às vezes como “monstro do mar”, às vezes como “serpente”. É mais comumente traduzida como “dragão”. Tanniyn parece ter sido algum tipo de réptil gigante. Estas criaturas são mencionadas quase trinta vezes no Antigo Testamento e são encontradas tanto em terra quanto no mar.

Onde estava Jesus durante os três dias entre Sua morte e ressurreição?

 
1 Pedro 3:18-19 afirma: “Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito; No qual também foi, e pregou aos espíritos em prisão.”

A expressão “pelo Espírito”, no verso 18, tem exatamente a mesma construção da expressão “na carne”. Então, parece aqui melhor relacionar a palavra “espírito” à mesma esfera da palavra “carne”. A carne e o espírito são a carne e o espírito de Cristo. A expressão “vivificado pelo Espírito” demonstra isto: que o ato de levar sobre Si o pecado e a morte causou a separação de Seu espírito humano, do Pai (Mateus 27:46). O contraste é entre carne e espírito, como em Mateus 27:41 e Romanos 1:3-4, e não entre a carne de Cristo e o Espírito Santo. Quando a expiação de Cristo pelo pecado se completou, Seu espírito retomou a aliança que havia sido quebrada.

1 Pedro 3:18-22 descreve um elo necessário entre o sofrimento de Cristo (verso 18) e Sua glorificação (verso 22). Somente Pedro dá informação específica sobre o que aconteceu entre estes dois eventos. A palavra “pregou” no verso 19 não é a palavra costumeiramente usada no Novo Testamento para descrever a pregação do evangelho. Literalmente significa anunciar uma mensagem. Jesus sofreu e morreu na Cruz, Seu corpo executado, e Seu espírito morreu quando Ele foi feito pecado. Mas Seu espírito foi vivificado e Ele o entregou ao Pai. De acordo com Pedro, em algum momento entre a Sua morte e ressurreição, Jesus fez uma proclamação especial aos “espíritos em prisão”.

A Sunamita- II Reis 4:8-37



Wilma rejane

Essa história sempre me chamou muito àtenção: "Uma mulher que em meio a mais terrível dor (morte do filho) demonstra tranquilidade e fé". A Bíblia sequer menciona o seu nome, apenas chama-a de "sunamita", uma referência a cidade de Suném, onde morava. Suném quer dizer: "lugar de repouso". Localizada a sudeste do mar da Galiléia, entre os montes Gilboa e Tabor, na planície de Jezreel é herança da tribo de Isaacar.
O profeta Eliseu exercia seu ministério por lá quando foi notado pela sunamita: "Eis que este é um santo homem de Deus". Uma mulher, de discernimento. Eliseu torna-se hóspede dela. Como forma de retribuição, o profeta quis falar com o rei, a fim de lhe conceder favores. A sunamita, repondeu: "Eu habito no meio de meu povo"(II Reis 4:13), ou seja, "sou feliz neste lugar, não necessito de mais riquezas, me agrada o convívio com o povo". Eliseu, então, pede a Deus que lhe dê um filho.

Deus, em resposta a oração de Eliseu, realiza o desejo do coração da bondosa mulher. Seu filho já crescido, morre de uma dor de cabeça muito forte. Alguns teólogos, dizem que foi acometido de insolação já que passara muito tempo no campo, segando com o seu pai ( II Rs 4: 18-20)

A Estrela do Natal e o Natal da Estrela

 
Wilma Rejane

"E, tendo nascido Jesus em Belém de Judeia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do oriente a Jerusalém, dizendo: Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no oriente, e viemos a adorá-lo." Mateus 2:1-2

A fenômeno conhecido como estrela de Belém permanece enigmático através dos tempos. E a cada fim de ano ele ressurge, presente no topo de árvores enfeitadas, nas ilustrações natalinas e no imaginário humano. E apesar das inúmeras teorias que desmentem o acontecido e ou tentam mistificá-lo, o certo é que a Bíblia narra o aparecimento da estrela relacionando-o ao nascimento de Jesus Cristo, o Messias prometido.

Os magos que acamparam em observação da estrela são chamados de astrólogos e podem ser comparados aos estudiosos que assessoravam cortes e governos, semelhantes ao profeta Daniel, sempre solicitado para desvendar enigmas. Essa pratica não deve ser entendida como superstição, magia ou coisa parecida. Os magos, de fato, conheciam as Escrituras e acompanhavam os sinais para a tão aguardada restauração de Israel.

Os Evangelhos dizem que eles viram a estrela e reconheceram ser um sinal Divino. O episódio motiva muitas indagações, entre as quais: “ Como eles souberam que a estrela anunciava o Messias, o que tinha de especial naquela estrela?”. Em leitura mais acurada, podemos concluir que a estrela não apareceu apenas no dia do nascimento de Jesus, ela pairou no céu por dias, chamando à atenção dos magos:

" Então Herodes, chamando secretamente os magos, inquiriu exatamente deles acerca do tempo em que a estrela lhes aparecera”. Mateus 2:7

Qual a visão cristã a respeito do suicídio? O que diz a Bíblia a respeito do suicídio?

 
A Bíblia menciona seis pessoas específicas que cometeram suicídio: Abimeleque (Juízes 9:54), Saul (1 Samuel 31:4), o escudeiro de Saul (1 Samuel 31:4-6), Aitofel (2 Samuel 17:23), Zinri (1 Reis 16:18) e Judas (Mateus 27:5). Cinco deles eram homens pecadores e perversos (não se sabe o suficiente sobre o escudeiro de Saul para fazer um julgamento a respeito de seu caráter). Alguns consideram Sansão um exemplo de suicídio (Juízes 16:26-31), mas o seu objetivo era matar os filisteus e não a si mesmo. A Bíblia enxerga o suicídio da mesma forma que assassinato, pois isso é exatamente o que é - auto-assassinato. Cabe a Deus decidir quando e como uma pessoa deva morrer.

De acordo com a Bíblia, o suicídio não é o que determina se uma pessoa ganha ou não acesso ao céu. Se um descrente cometer suicídio, ele não fez nada mais do que “acelerar” a sua jornada para o lago de fogo. Entretanto, no fim das contas, a pessoa que cometeu suicídio estará no inferno por ter rejeitado a salvação através de Cristo, não por ter cometido suicídio. O que a Bíblia diz sobre um cristão que comete suicídio? A Bíblia ensina que podemos ter a garantia da vida eterna a partir do momento em que verdadeiramente crermos em Cristo (João 3:16). Segundo a Bíblia, os cristãos podem saber que possuem a vida eterna sem qualquer dúvida (1 João 5:13). Nada pode separar um cristão do amor de Deus (Romanos 8:38-39). Se nenhuma "criatura" pode separar um cristão do amor de Deus, e até mesmo um cristão que comete suicídio é uma "coisa criada", então nem mesmo o suicídio pode separar um cristão do amor de Deus. Jesus morreu por todos os nossos pecados e se um cristão verdadeiro, em um momento de crise e fraqueza espiritual, cometer suicídio, esse pecado ainda seria coberto pelo sangue de Cristo.

O suicídio ainda é um grave pecado contra Deus. Segundo a Bíblia, o suicídio é assassinato; é sempre errado. Deve-se ter sérias dúvidas sobre a autenticidade da fé de qualquer pessoa que afirmava ser um cristão, mas mesmo assim cometeu suicídio. Não há nenhuma circunstância que possa justificar que alguém, especialmente um cristão, tire a sua vida própria. Os cristãos são chamados a viver suas vidas para Deus e a decisão de quando morrer pertence a Deus e somente a Ele. Embora não esteja descrevendo o suicídio, 1 Coríntios 3:15 é provavelmente uma boa descrição do que acontece com um Cristão que comete suicídio. "Se o que alguém construiu se queimar, esse sofrerá prejuízo; contudo, será salvo como alguém que escapa através do fogo."

fonte: http://www.gotquestions.org/Portugues/suicidio-cristao.html
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