O Único Antídoto: O Poder do Espírito

T. A. McMahon

Estes são tempos difíceis para todos os cristãos nascidos de novo. A apostasia parece estar crescendo exponencialmente. Os cristãos bíblicos estão tendo grandes dificuldades para encontrar igrejas que preguem e ensinem as Escrituras. Conteúdos extra-bíblicos têm atraído a imaginação de um número cada vez maior de cristãos à medida que eles se voltam para best-sellers religiosos e filmes “bíblicos” em vez de buscarem a Palavra de Deus escrita. Mesmo com o surgimento de ministérios de discernimento e de sites de “vigilância”, a confusão doutrinária vem aumentando e aparentemente não tem interrupção.
A Bíblia nos adverte de que tais condições iriam ocorrer e nos diz que não devemos nos surpreender quando elas de fato acontecerem. A Bíblia também nos dá algumas das razões pelas quais isto está acontecendo. As Escrituras declaram profeticamente: “Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas” (2Timóteo 4.3-4). E também diz: “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios...” (1Timóteo 4.1-3).
Se estamos nos últimos tempos ou nos últimos dias dos últimos tempos, deveria ser óbvio a todo cristão bíblico que a “sã doutrina” está sendo raramente “tolerada”. Na verdade, é irônico que no momento que o mundo ocidental está vivendo, em que o acesso à Bíblia nunca foi tão grande, o analfabetismo bíblico entre os cristãos seja tão abundante. Raros são os crentes que sabem os nomes dos doze apóstolos; mais crítico, entretanto, é o número de cristãos que têm dificuldade para explicar o Evangelho simples. O “desviar-se” da verdade, sobre o qual Hebreus 2.1 nos admoesta, tornou-se uma descida íngreme para a Igreja.

Você Colhe o que Planta


Richard D. Emmons

Você já viu alguém se alegrar com o infortúnio de outra pessoa ou ficar arrogante ou insatisfeito quando a solidariedade é necessária?
Existe um ditado que diz: “O que vai, volta”. A Bíblia fala sobre isto da seguinte maneira:“Aquilo que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6.7). E nós geralmente colhemos muito mais do que semeamos.
Os edomitas exemplificam essa verdade. Quando deveriam mostrar solidariedade, eles mostraram soberba. Depois, eles tornaram as coisas ainda piores ao “intensificarem suas atitudes”. Finalmente, eles precipitaram seu próprio extermínio.
As vítimas eram os israelitas, os descendentes de Jacó. Os perpetradores eram os edomitas, os descendentes de Esaú, irmão de Jacó.
Embora Israel merecesse o juízo de Deus por transgredir a Aliança Mosaica, Deus irou-se contra os edomitas por sua atitude e pelo tratamento que deram aos seus primos distantes. Falando através do profeta Obadias, Ele admoestou os edomitas de que seus aliados iriam traí-los e que suas habitações seriam arrazadas e ficariam mais vazias do que uma vinha depois da colheita ou que uma casa depois de ter sido roubada.
Deus prometeu-lhes: “Como tu fizeste, assim se fará contigo” (Ob 15).
Por que Deus os destruiu?

Certeza

William MacDonald

É possível uma pessoa saber que é salva e que vai para o céu?
Em resposta a esta pergunta, devemos primeiramente observar que, se a salvação fosse por meio das obras, tal certeza seria impossível. Uma pessoa nunca poderia estar completamente certa de ter realizado boas obras suficientes ou o tipo correto de boas obras. Além disso, se sua salvação dependesse da continuidade de uma vida perfeita, ela nunca poderia ter certeza de que continuaria a satisfazer esse requisito.
Aqueles que crêem que a salvação é dependente de seu caráter pessoal ou das boas obras invariavelmente traem esse fato através de sua fala. Você pergunta a um homem: “Você é salvo?” E é provável que ele responda: “Estou me esforçando para ser”. Em outras palavras, ele espera fazer o que for necessário para merecer a salvação, e nãorecebê-la como um presente.
Você pergunta a outro homem: “Você vai para o céu?” E ele responde: “Só vou saber quando eu morrer”. Ele tem a idéia de que Deus, naquela hora, vai pesar suas boas e más ações, e que seu destino dependerá de quais ações forem mais pesadas.
Você pergunta a um terceiro homem, e ele responde: “Espero que sim”. Ou “Acho que sim”. Ou ainda “Sou tão bom quanto os outros”. Todas estas respostas indicam que ele está tentando fazer por merecer a aprovação de Deus, mas nunca tem certeza de nada.

O tempo da restauração


Wilma Rejane


Salmo 126:1-Quando o Senhor trouxe do cativeiro os que voltavam de Sião, estávamos como os que sonham. 

O Salmo 126 foi escrito por um exilado judeu que experimentou  70 anos de deportação de Jerusalém para Babilônia. Qual o nome desse prisioneiro? Não se sabe. O que se sabe é que sua gratidão e louvor por ter retornado a Sião são e salvo está registrada como  um cântico de celebração ou um "cântico dos degraus".

E que degraus eram esses? Eram os degraus das subidas entre Jerusalém e a Babilônia (Esdras 7:9) e os degraus do templo de Jerusalém,onde ano a ano peregrinos se reuniam para relembrar a libertação do cativeiro. Cada degrau um novo cântico,um novo Salmo. No total, são quinze os Salmos denominados "dos degraus ou das romagens" do 120 ao 134.

O Salmo 126 é tão belo quanto os demais e versa especialmente sobre restauração. O autor faz uso de três metáforas para expressar a alegria do retorno para casa: Um sonho agradável, as águas frescas das torrentes do Neguev e as festividades da colheita. Lendo esse Salmo, logo no primeiro verso, encontro inúmeras lições que servem de referencial para os tempos de crises, de cativeiros enfrentados por nós em determinados momentos da vida. 

O cativeiro Babilônico teve inicio em 598 a. C e nos livros dos profetas Ezequiel, Jeremias, Daniel, Ageu e Zacarias é possível constatar relatos da época, bem como dos propósitos de Deus para a nação de Israel que estava sob julgamento. No livro de Esdras há um rico relato do período de retorno da Babilônia, do mover de Deus sobre a nação de cativos que com arrependimento e choro retornaram para os seus lares.

A voz de Deus no vale dos problemas


"Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração. 15 E lhe darei as suas vinhas dali, e o vale de Acor, por porta de esperança; e ali cantará, como nos dias de sua mocidade, e como no dia em que subiu da terra do Egito." (grifos acrescidos) Os 2.14,15

Wallace Sousa

Quando eu cheguei na igreja, o pastor me chamou e me perguntou se eu poderia levar a mensagem, devido ao fato de ele estar muito mal da garganta. Sinceramente, eu não esperava, mas me coloquei à disposição. Depois, fui ao meu banco e fiquei me questionando o que eu falaria, qual mensagem eu pregaria. Comecei a vasculhar a Bíblia atrás de alguma mensagem já pronta, mas meu coração não ficava em paz.

Então, fiz uma pergunta a mim mesmo: por que eu não falo o que Deus quer que eu fale? Logo me veio à mente o livro de Jó para falar sobre sofrimento, perseverança e mudança de situação. Quando fui abrir em Jó, me lembrei da passagem sobre o deserto que eu havia procurado dias antes e não achava, embora soubesse que estava em Oséias. Dessa vez achei de cara e comecei a meditar.

O que se segue é um pouco da reflexão que fiz com os irmãos presentes, e que quero ter o prazer de compartilhar com você, querido leitor! Agradeço de coração se você se dispuser a avaliar o post, deixar um comentário ou compartilhar com seus amigos – caso goste, claro.

E, antes que me esqueça, obrigado por nos honrar com sua visita!

Podemos iniciar nossa reflexão sobre os 2 versículos? Você poderia voltar lá em cima e lê-los novamente? Será indispensável para entender o que quero lhe dizer e também para compreender minha linha de raciocínio. Dê um pulo lá e volte pra gente bater um papo, ok? Pre-pa-ra que lá vem textão!

Não deixe o cesto de junco afundar!


"Há mais pessoas que desistem
do que pessoas que fracassam."
Henry Ford

João Cruzué

Fico pensando nas grandes surpresas que Deus preparou na vida de Moisés até transformá-lo em um lider abençoado e vitorioso. Moisés foi como uma águia nascida para voar bem alto sobre vales e montes, mas isso somente aconteceu depois de 80 anos. Tinha todas as probabilidades para ser um velho rabugento e murmurador, mas longe disso, renovava suas forças quando ouvia a voz de Deus ordenando que ele continuasse. Quero dedicar essa mensagem a todos amigos que moram ou trabalham fora do Brasil. Desejamos que a presença do Senhor possa alegrar seu coração com essa leitura. "Let's carry on!"

Quando Moisés nasceu estava destinado à morte. Mas não foi morto. Sua mãe era uma mulher de oração. Quando todas as outras mães atiravam seus meninos no Nilo, para cumprir o decreto do faraó, ela não afogou seu filho. Ela cumpriu a lei, mas antes pôs Moisés num cesto. Aquele cesto vagando sobre as águas do Nilo tem um significado para hoje: são os cuidados constantes de u'a mãe por seus meninos na sua descida pelo "Nilo" de uma sociedade violenta, corrupta e podre.

Mas um cesto de junco afundaria em pouco tempo, encharcado. Cuidar com responsabilidade é bom, mas o betume do cest0 de Moisés são as orações de mãe. Por isso, a mãe que separa um tempo para orar diariamente pelos filhos agrada a Deus. Outro dia ouvi um Pastor criticando mulheres que passam o dia orando na Igreja enquanto seus filhos estão na rua com péssimas companhias. Fiquei pensando, se orando elas têm problemas - e que se dirá então das que ficam apenas em casa ralhando com os filhos para afugentá-los para rua?

Deus tem muitas promessas de bênçãos para nossos filhos, mas por outro lado o diabo está constantemente semeando o joio para destruir o cumprimento de cada uma delas. A mãe de Moisés foi criativa com o cesto, mas por que orava, ouviu a voz de Deus, por um pensamento que veio a sua mente, para não esquecer do betume. Quem se dedica na oração nunca é pego desprevenido. Recetemente, minha cunhada, uma mulher de oração, descobriu ao fazer exames num hospital de Belo- Horizonte, que sua taxa de glicose estava acima de 900. Se admiriaram de vê-la de pé e enxergando bem.

Você já examinou se os "cestos" de seus filhos não estão afundando?


E se existisse uma Arca de Noé hoje?!


Wilma Rejane

Vamos fazer um passeio pelos dias de Noé? A Bíblia nos diz que aquela foi uma época de corrupção, onde os homens não obedeciam a Deus, antes estavam sem lei em seus corações praticando maldades. Apenas Noé e sua família agradou ao Senhor sendo salvos do dilúvio que haveria de vir. Por toda essa descrição creio que não precisaremos voltar no tempo ou considerar a narração de Gênesis para conhecer “os dias de Noé”.  Eis-nos aqui vivendo tempos difíceis e igualmente assombrosos em corrupção. 

Mas o que você diria se descobrisse haver uma Arca e um Noé nos dias atuais convidando pessoas para serem salvas da destruição? Você iria até lá ou ignoraria o convite? Nos dias de Noé havia multidões na terra, contudo, apenas oito pessoas acreditaram na Salvação apregoada antes do dilúvio (I Pedro 3:20). Esse assunto pode não ser novidade, afinal até as crianças - como minha netinha Sofia de quatro anos - conhecem a história da arca. Ela ficou fabulosa, segura, perfeita, cem anos de trabalho com a madeira e outros instrumentos, foi preciso paciência, dedicação e fé.

Não sei se você já reparou em alguns detalhes graciosos da arca feita por Noé, acredito que eles dizem  do amor de Deus para conosco:  a janela no andar de cima, a porta única e o betume que revestiu a madeira da arca por dentro e por fora, tudo é tão harmonioso! “Faze para ti uma arca da madeira de gofer; farás compartimentos na arca e a betumarás por dentro e por fora com betume. E desta maneira a farás: De trezentos côvados o comprimento da arca, e de cinquenta côvados a sua largura, e de trinta côvados a sua altura. Farás na arca uma janela, e de um côvado a acabarás em cima; e a porta da arca porás ao seu lado; far-lhe-ás andares, baixo, segundo e terceiro."  Gênesis 6:14-16

Não se desespere, Deus é fiel para salvar


Wilma Rejane


Haverá  um abrigo e sombra para o calor do dia, refúgio e esconderijo contra a tempestade e a chuva.  Isaías 4:6

Profeta Isaías descreve o reinado do Messias como um abrigo, um lugar de refugio para dias de calor, frio, chuvas e tempestades. É uma metáfora sobre viver amparado pela graça Divina que sempre é suficiente para suprir as insuficiências humanas. Um dia de cada vez e pela manhã, um novo 'pote' de amor onde Deus coloca Suas mãos para servir-nos.

Era assim com os israelitas caminhando no deserto: “Partiram de Sucote, e acamparam-se em Etã, a entrada do deserto. E o Senhor ia adiante deles, de dia numa coluna  para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo para os alumiar, a fim de que caminhassem de dia e de noite. Não desaparecia de diante do povo a coluna de nuvem de dia, nem a coluna de fogo de noite." Êxodo 13:20-22.

Podemos ler tudo isso como um conto que não está a nosso alcance, como fatos históricos apenas, como sinais reservados a uma porção de escolhidos dos quais não fazemos parte. Ou se fazemos, não merecemos tamanho cuidado. É assim que funcionam nossos sentimentos em relação a vida. Nós 'sentimos' medo, solidão, tristezas, experimentamos dúvidas, fracassos, enfim: infelizes.

Mas além do que sentimos, existe aquilo que Deus transmite para nós com objetivo de salvação  que sustenta para fora dos limites da mente e do coração. É o que vem do Espírito de Deus, trazendo do que Lhe pertence e pela graça está disponível aos que crêem. E se fé é enxergar o invisível, a esperança não pode desfalecer no visível.

A Verdadeira Alegria e o Sentido da Vida

Thomas Lieth


Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais dirás: Não tenho neles prazer” (Ec 12.1).
Paulo nos conclama em Filipenses 4.4: “Alegrai-vos sempre no Senhor; mais uma vez vos digo: alegrai-vos!”. Essa alegria verdadeira, não passageira, constante e permanente, está fundamentada na fé na ressurreição de Jesus Cristo. É claro que existe uma diferença gritante entre as alegrias do homem ímpio e a alegria de alguém que crê em Jesus Cristo. O livro de Eclesiastes, que fala repetidamente no gozo da vida, nos exorta a pensar que Deus vai chamar cada um de nós à responsabilidade. “Alegra-te, jovem, na tua juventude, e recreie-se o teu coração nos dias da tua mocidade; anda pelos caminhos que satisfazem ao teu coração e agradam aos teus olhos; sabe, porém, que de todas estas coisas Deus te pedirá contas” (Ec 11.9).
Como o Senhor vai exigir prestação de contas de tudo o que fazemos, deveríamos sentir um grande e profundo temor a Deus. Podemos e devemos nos alegrar em nossa juventude. Podemos ser felizes e devemos nos alegrar até quando ficarmos velhos. Podemos e devemos curtir a vida. Mas Deus nos cobrará satisfação de tudo! Essa prestação de contas a Deus não deveria diminuir nossa alegria. Deveria torná-la mais profunda e ainda mais significativa. Deveria nos estimular a buscar a alegria verdadeira, real e perene. Encontramos essa alegria legítima unicamente no Senhor.
Olhando a natureza, percebemos que Deus tem por princípio nos proporcionar alegria. A natureza é cheia de beleza e encanto. Deus nos equipou, por exemplo, para sentirmos o sabor dos alimentos. Por que será? Se a comida servisse apenas para não morrermos de fome, esse sentido seria completamente supérfluo. Deus nos deu o sentido do sabor para nos deliciarmos com o que comemos, para termos prazer com os alimentos que Ele nos dá. Ele nos concedeu o sentido do olfato para percebermos o perfume das flores. Deu-nos o tato para sentir o carinho de um toque afetuoso. A Criação toda é cheia de fontes de alegria. Parece feita para proporcionar alegria aos homens. Infelizmente, o pecado entrou no mundo e deixou para trás apenas uma cópia barata do que Deus havia planejado originalmente para suas criaturas. Como será glorioso quando Deus nos reconduzir de volta às nossas origens, de volta aos Seus planos originais!
A Bíblia, e com ela o próprio Deus, quer nos conduzir à alegria, uma alegria sem egoísmo, uma alegria que não se regozija quando o outro passa mal, que não nutre inveja nem ciúmes. Essa alegria verdadeira não se mantém à custa dos outros, não despreza a Deus mas, antes de tudo, se alegra no Senhor. Essa alegria dos filhos de Deus alegra o coração do Senhor e os corações dos que estão ao redor deles. Essa alegria que vem de um coração sincero, limpo e puro é uma alegria que o homem natural é completamente incapaz de ter. Por isso, Paulo disse aos cristãos daquela época: “Alegrem-se no Senhor!”. E essa ordem continua válida!

Por que os cristãos muitas vezes estão divididos?

René Malgo

Quatro possíveis razões e uma palavra-chave

Já se perdeu a conta da fragmentação do cristianismo em inúmeras denominações, igrejas e seitas. Ao que parece, as cisões estão na ordem do dia. Mesmo a Chamada da Meia-Noite não ficou isenta de múltiplas controvérsias e de amargas discussões ao longo dos seus 60 anos de história (N. da R.: houve algumas discussões e controvérsias na Europa, com a Chamada da Meia-Noite em sua sede na Suíça) - e é provável que assim continue também no futuro. Qual seria a razão disso?
Quero apontar aqui quatro razões ou respostas. A primeira é simples, mas provavelmente é a mais difícil de suportar. A divisão dos cristãos baseia-se na natureza humana. “O coração é mais enganoso que qualquer outra coisa”, diz o profeta Jeremias, “e sua doença é incurável; quem é capaz de compreendê-lo?” (Jr 17.9). Os crentes poderão argumentar que ganharam um novo coração por meio de Jesus (Rm 6). É verdade! Todavia, ainda assim os cristãos lutam com o pecado em seu velho corpo (Rm 7). Enquanto ainda habitarmos este corpo atacado pelo pecado, será para todos nós impossível enxergar tudo corretamente. “Agora, pois, vemos apenas um reflexo obscuro, como em espelho; mas então veremos face a face” (1Co 13.12). Somente quando ressuscitarmos ou formos transformados e virmos o nosso Senhor face a face é que entenderemos tudo (cf. 1Jo 3.2).
Os cristãos são personalidades divergentes, têm aspectos fortes e fracos diferentes, diversas preferências e pecados variados com que precisam lutar. Sua formação, maturidade, capacidade espiritual, relacionamento com o Senhor, seu intelecto, sua capacidade intelectual diferem... não admira que tantas vezes discordemos! Os seres humanos são complexos, emotivos e inquiridores, e os cristãos não são exceção. A conversão não nos transformou em robôs padronizados. “Os propósitos do coração do homem são águas profundas, mas quem tem discernimento os traz à tona” (Pv 20.5).
"... Pois vocês sabem que nós, os que ensinamos, seremos julgados com maior rigor. Todos tropeçamos de muitas maneiras..." Tiago 3.1b,2a

Paulo — O Homem dos Superlativos

Werner Gitt


Existe um homem de muitos superlativos, e é dele que queremos falar. Será que ele aparece no Livro dos Recordes Mundiais? Muita gente se empenha com todas as forças e usa todos os seus recursos apenas para ver seu nome no Guiness.
Nenhum desses recordistas é o nosso homem dos superlativos. Seu nome está inscrito em um livro muito mais importante que o Guiness; ele está na Bíblia. Este, sim, é um livro repleto de superlativos. Já em suas primeiras páginas, no relato da criação do mundo, o leitor é apresentado a um superlativo depois do outro. E isso continua até sua última página. O Apocalipse fala de um banco de dados que contém mais informação do que qualquer pessoa jamais poderia conhecer:
Então, se abriram livros. Ainda outro livro, o Livro da Vida, foi aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros” (Ap 20.12). Esse é o banco de dados de Deus. Esses livros registram cada ser humano, nome por nome, incluindo todos desde Adão e Eva até nós que vivemos hoje. O registro não contém apenas as informações constantes nos órgãos oficiais como data de nascimento, altura ou cor dos olhos, mas inclui o tamanho do sapato, cor do cabelo, quantidade de fios de cabelo e milhares de outros detalhes de cada um de nós. Só os dados de cada um dos cidadãos do mundo já ultrapassam a capacidade da imaginação humana.
Mais significativo ainda é que esses livros tenham o registro de todos os nossos pensamentos e de todos os nossos atos. Tudo está listado, as coisas que agradam a Deus juntamente com cada um dos nossos pecados. E nenhum desses dados jamais será perdido. A Bíblia conta que, um dia, cada um de nós será julgado segundo nossa biografia completa gravada nos livros de Deus. Tudo o que passou pela nossa cabeça em forma de pensamento e tudo o que moveu nossa língua está escrito ali. E tudo será revelado e exposto. Só podemos ficar assustados com essa contabilidade minuciosa. Mas, graças a Deus, também existe a ordem de “deletar”. E essa ordem apaga os pecados. Quando alguém chega à cruz de Cristo trazendo seus pecados, recebe perdão. Então, aos olhos de Deus, é como se eles jamais tivessem constado em Seu banco de dados. Mais ainda: depois que os pecados foram apagados a pessoa passa à condição de completamente justa diante de Deus – tão justa como se jamais tivesse cometido um único pecado. Esse pleno perdão também é um dos superlativos que a Bíblia nos apresenta.
Mas, a seguir vamos nos ocupar com nosso “homem de superlativos”, que tem muito a dizer dentro da Bíblia. Ao ler esse título, muitos personagens bíblicos podem ter vindo à nossa mente, por exemplo, Sansão ou Moisés ou Jó, mas hoje nos ocuparemos com alguém que não nos ocorre de imediato. Mesmo assim, esse homem pode ser enquadrado em pelo menos dez superlativos. É o apóstolo Paulo.

Lança Teu Pão Sobre as Águas

Werner Gitt


No pós-guerra a fome era grande. O pão era racionado. Na escola, Henrique repartia seu lanche com Werner Gitt. Muitas vezes matou sua fome. Depois de décadas, os dois colegas se reencontraram.

Voltando no tempo

Até que nos mudamos para Hohenlimburg (Westfália, na Alemanha) em 1950, fui à escola em Lüchow, no Nordeste da Baixa Saxônia. Depois da II Guerra Mundial, a Alemanha estava arrasada, a comida era pouca e o pão era racionado. Para comprar esse alimento, só com os cupons de racionamento. O pão era mercadoria rara, literalmente. A fome era uma companheira constante. Mas eu não passava tão mal assim porque tinha um colega muito amigo que sentava do meu lado na escola. Era Henrique, filho de agricultores de uma aldeia dos arredores da minha cidade. Todo dia ele trazia um pacote de pão com manteiga tão gostoso que me dava água na boca. O lanche vinha recheado com algum tipo de salame, presunto ou alguma outra iguaria a que eu normalmente não tinha acesso. Muitas e muitas vezes Henrique repartiu seu lanche comigo e matou a minha fome. Eu era aluno da cidade, portanto, sem os recursos que os moradores do campo dispunham com suas criações de animais e as mais variadas plantações. Talvez por isso Henrique seja o único colega de escola de quem ainda me lembro depois de 60 anos. Ele sentava do meu lado e repartia seu pão comigo... Dos outros colegas me esqueci, mas o nome dele ficou para sempre na minha lembrança. Depois que nos mudamos, nossos caminhos se separaram. Nunca mais vi Henrique.

Voltando aos lugares do passado

Ultimamente eu andava falando muito das aldeias e vilas onde me criei, dos lugares onde minha família morou, das pessoas do meu passado... E falava da irmã Erna, de quem ouvi o Evangelho pela primeira vez. Aí minha filha Rona achou que estava na hora de visitar os lugares da minha infância. Em meados de julho de 2010 começamos nossa viagem em busca de um passado tão distante. Saímos de Braunschweig, pernoitamos em um hotel de Lüchow e fizemos um roteiro por todas as aldeias que pudessem ter alguma relação com meu passado e com meu tempo de menino.
Um dos nossos destinos era Klein-Witzeete, uma pequena aldeia com uns 500 moradores. Até hoje não esqueci o nome desse lugarejo, mesmo que há 60 anos atrás nem tenha estado lá pessoalmente. Gravei esse nome na minha memória porque Henrique, meu colega de escola, era dessa vila e todos os dias se deslocava para freqüentar as aulas junto comigo. Assim, Rona e eu procuramos uma lista telefônica para ver se, por acaso, ele ainda estava vivo. De fato, seu nome constava na lista! Quem atendeu o telefone foi sua esposa, Edite. Quando me apresentei como ex-colega de seu marido, ela nos convidou para visitá-los. Nem meia hora depois já estávamos no sítio de número 5 dessa idílica aldeia iluminada por um dourado e luminoso pôr-do-sol. Foi um reencontro muito alegre. Henrique contou que trabalhou a vida inteira nas terras herdadas da sua família. Hoje o trabalho está nas mãos da filha e do marido dela. Henrique também mencionou que sua saúde não andava muito bem. Por isso, na hora da despedida perguntei se podia orar por ele. Ele concordou, eu orei e fomos embora dessa casa, nossa última parada do dia.
No dia 1 de março do ano seguinte recebi uma ligação de Edite, contando que Henrique estava hospitalizado com uma doença rara, a Síndrome de Wegener, e que estivera em coma por 5 semanas. Disse que ele não conseguia mais mexer as mãos e os pés e estava na UTI, respirando por aparelhos.
Perguntei a Edite se podia visitá-lo. Quando ela disse que sim, decidi viajar com Rona outra vez. Partimos no sábado, 10 de março de 2012. Depois de vestir o jaleco esterilizado, a touca e a máscara, entramos num quarto muito iluminado e cheio de aparelhos. Por meio de cabos e mangueiras Henrique estava conectado a máquinas e monitores com diagramas, curvas e números. Minha primeira pergunta foi: “Henrique, você sabe quem sou?”. Ele reagiu com a maior alegria possível em seus olhos azuis profundos e claros. Mais uma vez contei para ele a velha história do lanche repartido e disse que, na eternidade, Jesus recompensaria até um gole de água fresca oferecida a um sedento. E quando contei que certamente o Senhor recompensaria ainda mais seu pão repartido com um colega esfomeado, um largo e radiante sorriso se espalhou por seu rosto. Senti que ele estava se abrindo para ouvir mais do Evangelho e que essa era uma hora especial da presença de Deus e da manifestação de Sua graça.
Falei da nossa vida humana, contei que todos nós passamos alguns anos aqui na terra e depois morremos – alguns depois de 40 anos, outros depois de 60, 70 ou 80, e salientei que a morte é certa para todos. “Henrique, se você morrer hoje, você sabe para onde vai?”, perguntei. Mesmo não conseguindo mexer seu corpo, sua mente estava lúcida, e ele conseguia se expressar, mesmo que com certa dificuldade. Respondeu minha pergunta com um sonoro “Não!” – “Henrique, você quer saber se vai para o céu ou para o inferno? Você quer ter certeza para onde vai depois da morte?” – “Sim, eu quero!”

O Deserto Sagrado

Bill Lawrence


O Senhor, porém, está no seu santo templo; cale-se diante dele toda a terra” (Habacuque 2.20).
O deserto é o templo original de Deus, Sua habitação pessoal aonde Ele leva os que O seguem para encontrá-Lo e estar em Sua presença. Foi no deserto que Deus chamou e enviou Moisés, e lhe deu os Dez Mandamentos. Foi ali que Deus formou Israel e levou Moisés a criar o Tabernáculo. O deserto também foi onde Deus preparou Davi para ser o rei de Sua nação e o protótipo do Seu Filho. Deus também se encontrou com o profeta Elias e preparou Seu profeta João Batista no deserto. O Espírito Santo levou Jesus até o deserto para ser testado, tentado e aprovado como Messias. A Palavra também nos diz que o pensamento teológico de Paulo foi desenvolvido e finalizado no deserto.

O deserto: bom, mas difícil

O deserto ainda é o templo de Deus e o lugar de Sua presença pessoal. Ele leva todos os Seus líderes a passarem por diferentes tipos de deserto para nos transformar em Suas ferramentas, para mudar vidas e tornar visões em realidade. Em vista de tudo o que Deus já fez no deserto, precisamos reconhecer que ir para o deserto para encontrar com Deus é bom, seja onde for e signifique o que significar para nossas vidas. Muitos cristãos pensam que uma experiência no deserto é algo a ser evitado ou um lugar de onde precisamos escapar o quanto antes. O fato é que o deserto só se torna uma experiência ruim quando nos recusamos a aprender o que Deus quer nos ensinar e a confiar Nele quanto ao que quer que façamos. Se o deserto é o templo santo de Deus, o lugar onde Ele se encontra com os que O seguem para prepará-los para o Seu tipo de grandeza – e é – e se o deserto é onde Ele prova que os Seus estão preparados para o Seu propósito, tanto para Ele quanto para eles – e é – então o deserto só pode ser bom! É um lugar difícil, estressante e muitas vezes isolado, mas não é um lugar ruim. Entrar na presença do Deus santo é sempre algo bom.
Às vezes, pessoas ou eventos que não podemos controlar são o que nos levam para o deserto. Alguém que amamos (como nossos filhos ou pais idosos), membros de nossas equipes criando tensão no ministério ou um chefe dificultando nossas carreiras podem nos levar ao deserto mesmo sem saber. Nós não causamos essas situações, não as escolhemos e não sabemos como ou quando nossa luta vai acabar.

O Que Darwin Não Podia Saber

Werner Gitt

Para celebrar o “ano de Darwin” em 2009, a revista alemã Die Zeit publicou um artigo de duas páginas com a manchete “Muito obrigado, Darwin!”, acompanhado de quatro páginas falando sobre evolução. Esse agradecimento foi para um homem que nasceu há 200 anos. Seu “revolucionário” livro A Origem das Espécies foi publicado há 150 anos. [Naquela época, nada se sabia sobre o DNA, o armazenamento de informações genéticas e sua transmissão].
O filósofo Immanuel Kant (1724-1804) já afirmava, cheio de orgulho: “Dêem-me matéria, e dela farei um mundo”. Cinqüenta anos mais tarde, o matemático e astrônomo francês Laplace (1749-1827) vangloriava-se diante de Napoleão: “Minhas teorias não precisam da hipótese chamada ‘Deus’.” Esses e outros pais do ateísmo científico buscavam uma explicação para a origem da vida em que Deus pudesse ser descartado. A resposta aparentemente salvadora veio de Darwin, que tornou viável explicar a origem da vida “de forma natural”. Enquanto ele próprio ainda era reticente em relação às implicações de sua teoria, hoje o mundo, cada vez mais ímpio, aclama seu patrono em manchetes sem fim.
Até a viagem de Darwin às ilhas Galápagos em 1835, acreditava-se no filósofo grego Aristóteles, que dizia que as espécies são imutáveis. A partir das diferentes formas de bicos de tentilhões que viviam na ilha, Darwin concluiu com acerto: espécies podem se adaptar e se modificar. Mas sua conclusão seguinte, de que toda a vida viria de uma árvore genealógica comum, não é cientificamente defensável. O próprio Darwin percebeu que uma grande fraqueza de sua teoria era a inexistência, na natureza, de fósseis de formas intermediárias. Mesmo assim, seguindo a doutrina darwinista, o homem perdeu sua posição especial atribuída pelo Criador e passou a ser apenas um ser mais evoluído no reino animal.

O propósito de Deus para nossas vidas


Wilma Rejane

Qual o seu maior sonho? "viver para sempre na companhia das pessoas que amo". Esta seria uma resposta possível para aqueles que encontram sentido e felicidade nos relacionamentos familiares e sociais de modo geral. Nessa ânsia de eternizar relacionamentos, alguns passam a buscar desesperadamente maneiras de reencontrar quem já partiu do mundo dos vivos. O reencontro seria uma forma sublime de consolo. Constatar que o outro está bem, que não esqueceu de você, que não demonstrou mágoa ou falta de perdão e sobretudo que ainda é possível vê-lo; quando quiser. E que estará em sua  vida, como um anjo bom a te guardar e até guiar. 

Acontece, que o milagre da vida, já em seu começo prediz a morte.O choro do parto, por exemplo, é uma forma de celebrar o desapego,  de reclamar a passagem do confortável para o imprevisível. A cada dia o planeta se renova ( e se desgasta) entre certidões de nascimentos e óbitos. Mas Deus não nos fez para o caos, Ele planejou tudo de modo perfeito, no livro do profeta Isaías, está escrito: " Deus formou a terra, não para ser um caos, mas para ser habitada" Isaías 45:18.  O homem não está desamparado, nem só. As respostas para a complexidade da vida (e da morte) nos foram dadas, como um tesouro que precisa ser buscado. 

O que pretendo com esse artigo sobre vida e morte é fazer compreender que cada pessoa é um ser único com atributos peculiares, criado como um milagre para cumprir uma missão e também um propósito de Deus. Tanto a vida quanto a morte fazem parte desse propósito. Agora, a forma como lidamos com essas vertentes define nosso ser, ações e reações na vida. Muitas vezes, a inerente busca por respostas nos faz deparar com caminhos estranhos, alheios ao plano de salvação. Assumir doutrinas erradas nos conduz a depredação espiritual, é como pegar um atalho que irá desviar do Verdadeiro caminho. 
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