O presidente russo
Vladimir Putin chocou o mundo ao convidar a organização terrorista radical islâmica Hamas para fazer uma visita à Rússia.
Putin declarou que a Rússia nunca considerou o Hamas como uma organização terrorista. Nem mesmo os franceses chegaram
a tanto. A Rússia desenvolve fortes laços de relacionamento com o Irã e a Síria,
duas nações islâmicas das mais militantes em sua política contra Israel e os Estados
Unidos. Por que razão o incremento de tal relação é potencialmente importante
para a profecia bíblica? É importante porque testemunhamos, no atual momento,
uma aliança cada vez mais expressiva entre a Rússia e muitos países do mundo islâmico.
Futuramente, uma aliança militar exatamente desse tipo entre a Rússia e um grupo
de nações invadirá Israel nos últimos dias, segundo consta nos capítulos 38 e
39 do livro de Ezequiel.
Os Críticos
O presidente russo Vladimir Putin
chocou o mundo ao convidar a
organização terrorista radical islâmica Hamas para fazer uma visita à Rússia.
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Não
é de se admirar que liberais e descrentes critiquem a profecia bíblica, já que
normalmente rejeitam a noção de um Deus sobrenatural e soberano. Entretanto, há
muitos críticos dentro da comunidade evangélica que também menosprezam e difamam
nossos pontos de vista acerca da profecia bíblica. Bárbara Rossing, uma professora
do seminário luterano de Chicago, faz a seguinte declaração sobre nossas perspectivas:
“Soa como bíblico, mas é uma estrutura inventada”. Ela persiste em dizer que
“distorcemos” o significado de um punhado de versículos bíblicos para justificar
uma conjectura teológica fantasiosa”.[1] “Ao que parece, esses entusiastas da profecia
não se dão conta do lamentável histórico de muitos ‘especialistas em profecia”’[2] vocifera Gary DeMar, outro crítico
da mesma linha de Barbara Rossing.
Será que nossos
pontos de vista são apenas invenções elaboradas a partir da leitura que fazemos
de jornais e livros de história? Há alguma relação entre aquilo que cremos ser
o que a Bíblia ensina sobre esses assuntos e o momento atual em que nos encontramos
na história? Será que estamos tão desorientados quanto muitas vezes afirmam
aqueles que nos criticam? Eu diria que estamos nitidamente no rastro certo do
momento em que a história se encontra no presente e para onde ela se dirige no
futuro. Os principais pontos de nossa perspectiva quanto ao que a Bíblia ensina
acerca do futuro estão na trilha certa, ainda que algumas das especulações [de
pessoas que compartilham nossa posição] sobre nossos pontos de vista estivessem
inteiramente equivocadas.
A Montagem do Palco Para a Tribulação
Creio que seja
coerente com nossa perspectiva da profecia desenvolver um cenário composto de
personagens e eventos. Esse cenário estará no lugar certo naquele momento em
que o curso do plano de Deus para Israel for retomado durante a Tribulação, após
o Arrebatamento. Ele contempla os acontecimentos atuais como uma montagem progressiva
do palco para os eventos do fim dos tempos, ainda que esses eventos não tenham
seu início durante a presente era da Igreja. Tal modelo considera o Arrebatamento
como um evento iminente (i.e., que pode acontecer a qualquer momento, sem a necessidade
obrigatória de que eventos preliminares ocorram), mas ao mesmo tempo crê que já
estejamos no final da era da Igreja. John Walvoord fez a seguinte observação:
No cenário mundial da atualidade há muitos indícios que levam à conclusão de que o fim da era [da Igreja] pode chegar em nossos dias. Essas profecias concernentes ao futuro dia de sofrimento de Israel e de sua restauração final podem estar destinadas a se cumprir na presente geração. Na história do mundo, nunca houve uma confluência de tantas importantes evidências da preparação para o fim.[3]
O
Arrebatamento pode acontecer a qualquer
momento, sem a necessidade obrigatória de que eventos preliminares ocorram.
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A atual era da
Igreja por via de regra não é um período no qual a profecia bíblica está se cumprindo.
A maioria das profecias diz respeito a um tempo posterior ao Arrebatamento, um
cumprimento que se verificará durante o período de sete anos da Tribulação. Contudo,
isso não significa que, durante a presente era da Igreja, Deus não esteja preparando
o mundo para aquele período futuro – na realidade, é o que Ele faz atualmente. No
entanto, a montagem do palco não é o “cumprimento” da profecia bíblica. Assim,
ainda que a profecia não esteja se cumprindo em nossos dias, isso não quer dizer
que não podemos rastrear as “tendências
gerais” na atual preparação para a futura Tribulação, principalmente quando se
considera o fato de que a Tribulação se dará imediatamente após o Arrebatamento.
A essa abordagem denominamos “montagem do palco”. Assim como muitas pessoas preparam
na noite anterior a roupa que usarão no dia seguinte, também Deus agora, em sentido
análogo, prepara o mundo para o infalível cumprimento da profecia num tempo futuro.
O Dr. Walvoord explica:
Contudo, se não há sinais para a ocorrência do próprio Arrebatamento, quais são as razões pelas quais crer que o Arrebatamento possa estar particularmente próximo desta geração?
A resposta não se encontra em nenhum dos eventos proféticos preditos para se cumprir antes do Arrebatamento, mas na compreensão dos eventos que acontecerão depois do Arrebatamento. Da mesma forma que a história foi preparada para a Primeira Vinda de Cristo, a história se prepara atualmente para os eventos que culminarão na Segunda Vinda [...] Se for assim, a conclusão inevitável é a de que o Arrebatamento pode estar estimulantemente próximo de ocorrer.[4]
Sinais dos Tempos
A Bíblia apresenta
profecias detalhadas sobre o período de sete anos da Tribulação. Para dizer a
verdade, os capítulos 4-19 do Apocalipse oferecem um detalhado esboço seqüencial
dos principais personagens e eventos daquele período. Se um estudante da Bíblia
usar o livro do Apocalipse como estrutura básica, será capaz de harmonizar centenas
de outros textos bíblicos referentes à Tribulação de sete anos dentro de um modelo
claro que explique o próximo período a ser vivido pelo planeta Terra. Com um
molde desses para nos orientar, podemos perceber que Deus já está preparando ou
montando o palco do mundo, onde o dramático espetáculo da Tribulação se desenvolverá.
Desse modo, aquele período futuro forma sombras de expectativa sobre nossos próprios
dias, de modo que os acontecimentos atuais proporcionem perceptíveis sinais dos
tempos.
Uma questão a ser
lembrada é a de que assim como nos primórdios do cristianismo houve uma transição
de instrumento mediador, o qual anteriormente era Israel e passou a ser a Igreja,
assim também, ao que parece, haverá uma transição no final da era da Igreja,
quando Deus terminar a montagem do palco e der prosseguimento ao Seu plano inacabado
em relação a Israel, depois do Arrebatamento. A era [i.e., dispensação] da Igreja
nitidamente começou no Dia de Pentecoste. Quarenta anos mais tarde, por ocasião
da destruição de Jerusalém em 70 d.C., uma profecia específica relativa ao plano
de Deus para Israel se cumpriu historicamente. Esse foi o último cumprimento
profético referente à transição de Israel para a Igreja. Durante os últimos cem
anos observou-se a ocorrência de fatos que preparam o palco a fim de que os personagens
estejam no lugar exato para aquele momento em que, concluída a era da Igreja
com o Arrebatamento, Deus retomar o curso de Seu plano para Israel durante a
Tribulação.
Uma vez que Israel
já é uma nação novamente constituída e, até certo ponto, já tem o controle da
Cidade Antiga de Jerusalém, pode-se dizer que esses elementos proféticos já estão
no seu lugar e aguardam o desdobramento dos eventos da Tribulação.
Uma vez que Israel já é uma nação novamente
constituída e, até certo ponto,
já tem o controle da Cidade Antiga de Jerusalém, pode-se dizer que esses
elementos proféticos já estão no seu lugar e aguardam o desdobramento
dos eventos da Tribulação.
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Além do mais, há
predições gerais sobre o curso da era da Igreja, tais como a tendência para a
apostasia (1 Tm 4.1-16; 2 Tm 3.1-17). Tais predições não têm relação com o momento
exato do Arrebatamento, pelo contrário, são tendências gerais que dizem respeito
à era da Igreja. O que ainda falta para que um cristão que crê na Bíblia veja o
aumento oportuno da apostasia em nossos dias? É importante perceber que quando
se fala de uma característica geral como a apostasia, a despeito de quão ruim
algo possa ser, sempre pode se tornar um pouco pior ou ir um pouco mais além. Portanto,
é precipitado citar características gerais sem que se considerem os indicadores
históricos como sinais dos últimos dias. Independentemente do quanto nossa época
atual pareça se ajustar a essa tendência, nunca podemos estar absolutamente certos
de que não surgirão ainda mais desdobramentos no futuro.
Outras Áreas da “Montagem do Palco” em Nossos Dias
O estudo da profecia
bíblica divide-se em três áreas principais: as nações (i.e., os gentios), Israel
e a Igreja. As Escrituras apresentam mais detalhes proféticos a respeito dos futuros
planos de Deus para Seu povo – Israel. Deus já preparou um maravilhoso e abençoado
futuro para os judeus eleitos como indivíduos e para o Israel nacional. Israel
é o super-sinal de Deus no fim dos tempos.
Uma pessoa teria
de ser totalmente ignorante acerca dos desdobramentos no mundo de hoje para não
reconhecer que, através dos esforços da União Européia, o despedaçado Império
Romano tem sido ajuntado novamente. Isso está acontecendo, à semelhança de todos
os outros desdobramentos obrigatórios da profecia, simplesmente na hora exata
de estar no lugar certo para o futuro período da Tribulação. Hal Lindsey comenta:
Há uma geração atrás,
ninguém sonharia com a possibilidade de que um império formado pelas nações
constituintes da antiga Roma pudesse ser revitalizado [...] Mas hoje em dia,
diante do fato de que a Europa começou sua marcha rumo à genuína unidade, vemos
o cumprimento em potencial de outra profecia muito importante para a volta de
nosso Senhor Jesus Cristo.[5]
Em combinação com
os eventos da Tribulação, os capítulos 38 e 39 de Ezequiel demonstram que haverá
uma invasão do território de Israel por uma coalizão militar liderada por “Gogue, da terra de Magogue, príncipe de
Rôs, de Meseque e Tubal” (Ezequiel 38.2). Chuck Missler chega à seguinte
conclusão: “Todos os aliados de Magogue (i.e., da Rússia) são razoavelmente bem
identificados e todos eles são muçulmanos”.[6] A Rússia e seus aliados já estão
em posição e prontos para um ataque em nossos dias.
Não é surpresa nenhuma
constatar que muitas passagens bíblicas destacam o papel a ser desempenhado pela
Babilônia no fim dos tempos como inimiga de Deus (Apocalipse 14.8; e os capítulos
17 e 18). “Quais são as placas sinalizadoras específicas que podem servir de indicadores
para o mundo quanto ao plano de Deus no fim dos tempos?”, pergunta o Dr. Charles
Dyer. “A terceira placa sinalizadora, sem dúvida, é a reconstrução de Babilônia”.[7]
Uma pessoa teria
de ser totalmente ignorante acerca dos desdobramentos no mundo de hoje para não
reconhecer que, através dos esforços da União
Européia, o despedaçado Império Romano
tem sido ajuntado novamente.
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Conclusão
Há sinais dos tempos que indicam estarmos provavelmente
próximos do momento em que a Tribulação terá seu início. Muitos outros sinais
poderiam ser considerados. É evidente que hoje em dia vemos os principais personagens
do fim dos tempos sendo preparados para seu futuro papel durante a Tribulação,
a despeito de tudo o que os críticos digam. Contudo, antes que se abram as cortinas,
a Igreja subirá para as nuvens no Arrebatamento. Muito mais do que estar à procura
de sinais dos tempos, eu aguardo, dia após dia, o nosso Salvador, que voltará a
qualquer momento. E você? Maranata! (Thomas Ice - Pre-Trib
Perspectives - http://www.beth-shalom.com.br)
Thomas Ice é diretor-executivo
do Pre-Trib Research Center em Lynchburg,
VA (EUA). Ele é autor de muitos livros e um dos editores da Bíblia de Estudo Profética.
Notas:
- Barbara Rossing, conforme consta em “The End Is Near”, escrito por Rick Kennedy para a edição eletrônica do Dallas Observer, edição de 9 de fevereiro de 2006, p. 2, publicado no site www.dallasobserver.com/issues/2006-02-9/news/feature–2.html.
- Gary DeMar, Islam and Russia in Prophecy: The Problem of Interpreting the Bible Through the Lens of History, Powder Springs, GA: American Vision, 2005, p. 4.
- John F. Walvoord, Israel in Prophecy, Grand Rapids: Zondervan, 1962, p. 129.
- John F. Walvoord, Armageddon, Oil and the Middle East Crisis, edição revisada. Grand Rapids: Zondervan Publishing House, 1990, p. 217.
- Hal Lindsey, Planet Earth – 2000 A.D. Will Mankind Survive?, Palos Verdes, CA: Western Front, 1994, p. 221.
- Chuck Missler, The Magog Invasion, Palos Verdes, CA: Western Front, 1995, p. 121.
- Charles H. Dyer, The Rise of Babylon: Sign of the End Times, Wheaton, IL: Tyndale House Publishers , 1991, p. 208-209.
fonte:http://www.beth-shalom.com.br/artigos/palco_profetico.html
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